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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Mais Fotos da 1ª Eucaristia

Estou postando mais fotos da 1ª Eucaristia realizada na Comunidade Santa Rita de Cássia, Morada do Vale I, Gravataí/RS, realizada no dia 07/11/2009.


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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Fotos da 1ª Eucaristia

Fotos da 1ª Eucaristia, realizada no dia 07/11/2009, na Comunidade Santa Rita de Cássia, Morada do Vale I, Gravataí/RS.

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A renovação da catequese

A renovação da catequese Leia os outros artigos Repetição nunca foi sinal ou prova de ortodoxia. Noutras palavras, quem quiser ser fiel à Igreja não precisa ficar o tempo todo repetindo frases da Bíblia, fórmulas dos concílios, expressões dos santos Padres, das autoridades, dos teólogos. O que representa conquista da teologia, da catequese, da liturgia, da história, da espiritualidade etc. merece ser conhecido, estudado, respeitado. Mas o que adianta a mera repetição? Podemos exemplificar. O mundo tem uma população que ultrapassa os 6 bilhões de habitantes. Os cristãos são calculados em torno de l bilhão e 300 milhões. Mesmo supondo que 2 bilhões de pessoas conheçam o cristianismo, ainda assim 2/3 da população mundial não entendem a linguagem cristã. Assim como muitos cristãos não entendem a linguagem muçulmana, judaica, budista, as religiões africanas ou indígenas, todas elas com milhões de adeptos. Até dentro de uma mesma nação as linguagens são diferentes. Por isso, todo esforço deve ser feito para que também a linguagem religiosa seja “traduzida”, bem entendida. Desde João XXIII, os católicos aprenderam o verbo italiano aggior-nare, usado no contexto do Concílio Vaticano II: ele significa atualizar, tornar a mensagem cristã compreendida pelo homem moderno. De fato, quantas vezes a gente ouve um sermão de um bispo ou de um pároco ou uma aula de catequese que parecem grego… A catequese, por isso, deve se renovar, alargar seu próprio conteúdo, descobrir novas metodologias, utilizar as tecnologias contemporâneas, beneficiar-se dos avanços das ciências da comunicação, servir-se dos conceitos e imagens compreensíveis pelas crianças, pelos jovens e pelas famílias de hoje. Para que a renovação seja reflexo da vitalidade catequética, precisamos, porém, evitar toda improvisação, precipitação ou mesmo temeridade. A renovação não deve trazer confusão para as crianças e jovens ou para seus pais, a fim de não comportar desvios e ruptura da unidade da fé cristã. A Igreja soube renovar-se tantas vezes e deve continuar renovando a catequese para maior vigor da fé.
Domingos Zamagna

(Texto extraído do site )

terça-feira, 16 de junho de 2009

SANTO ROSÁRIO - Por que Nossa Senhora insistiu tanto para que rezemos o Terço?



O Rosário

A palavra Rosário significa "Coroa de Rosas".
Todas as vezes que dizemos uma Ave-Maria é como se déssemos a Nossa Senhora uma linda rosa; com cada Rosário completo Lhe damos uma coroa de rosas.
O Santo Rosário é considerado uma oração completa, porque traz em síntese toda a história da nossa salvação.

Em todas suas aparições, em Fátima, Nossa Senhora pediu aos três pastorinhos para que rezassem o terço todos os dias. Este pedido de Nossa Senhora confirma o que disseram grandes Santos sobre os benefícios dessa devoção.

Mas, qual a razão dessa insistência? A salvação das almas, a conversão dos pecadores e a paz no mundo.

Ela previu também um grande castigo, caso não houvesse essa conversão.

Por isso, os insistentes pedidos de recitação do Terço, feitos por Nossa Senhora de Fátima, precisam ser atendidos. E, conforme a própria Mãe de Deus indicou, devemos rezar o Terço em reparação às ofensas feitas ao Imaculado Coração de Maria e ao Sagrado Coração de Jesus.

Veja o que diz o grande apóstolo do Santo Rosário, São Luiz Maria Grignion de Montfort (1673-1716):

"Quem rezar o Rosário fiel e devotamente, até o fim da vida, ainda que seja grande pecador, pode crer que receberá uma coroa de glória que jamais fenecerá".

"... A Santíssima Virgem aprovou e confirmou esse nome de Rosário, revelando a vários devotos seus que Lhe apresentariam tantas e agradáveis rosas quantas Avé-Marias recitassem em sua honra; e tantas coroas de rosas quantos fossem os Rosários por eles rezados.".

"Com efeito, sem a meditação desses Sagrados Mistérios da nossa salvação, o Rosário seria quase um corpo sem alma, uma excelente matéria sem a forma que é a meditação. É isto que o distingue das outras práticas de piedade".

"Para bem rezar o Rosário, não há necessidade de gosto, nem de consolação, nem de suspiros, nem de arroubos, nem de lágrimas, nem de aplicação contínua da imaginação. São suficientes a fé pura e a boa intenção".

Virtudes, benefícios e méritos do Santo Rosário

1) O Rosário eleva-nos insensivelmente ao conhecimento perfeito de Jesus Cristo;

2) Purifica nossas almas do pecado;

3) Torna-nos vitoriosos sobre todos os nossos inimigos;

4) Torna-nos fácil a prática das virtudes;

5) Abrasa-nos do amor de Jesus Cristo;

6) Enriquece-nos de graças e de méritos;

7) Fornece-nos com que pagar nossas dividas para com Deus e para com os homens;

8) Enfim, faz-nos obter de Deus toda espécie de graças;

Por que não começar a rezar o Terço do Santo Rosário hoje mesmo?
São apenas 15 a 20 minutos por dia que você reservará para um contato com Deus, através de sua Mãe Santíssima. Um momento especial para pedir pelos problemas que mais nos afligem e colocá-los nas mãos de Nossa Senhora.

E você? Já reza o Rosário? Se não reza, experimente as graças e os consolos espirituais que essa devoção lhe trará...

Carta Apostólica ROSARIUM VIRGINIS MARIAE

Na Carta Apostólica "Rosarium Virginis Marie", de 2002.10.16, o Santo Padre, para além de instituir os Mistérios Luminosos, estabeleceu ainda o Ano do Rosário, entre o mês de Outubro de 2002 e o mesmo mês de 2003, com a justificação de que "...recitar o Rosário nada mais é senão contemplar com Maria o rosto de Cristo. Para dar maior relevo a este convite, e tomando como ocasião a próxima efeméride dos cento e vinte anos da mencionada Encíclica de Leão XIII, desejo que esta oração seja especialmente proposta e valorizada nas várias comunidades cristãs durante o ano. Proclamo, portanto, o período que vai de Outubro deste ano até Outubro de 2003 Ano do Rosário".

Par ver a Carta Apostólica, clique aqui.

Indulgência Parcial

Significa a remissão de parte do tempo que a pessoa deveria permanecer no purgatório, por exemplo, 10 dias, cem dias etc. Exemplo: Antigos cânones da Igreja, nunca revogados e portanto em pleno vigor, dão 7 (sete) dias de remissão de pena de purgatório, para cada vez que você pronuncia com devoção os Santíssimos nomes de Jesus e de Maria; Quanto representa um terço? E um rosário? Faça as contas! Estes mesmos cânones prescrevem, sete, dez ou até quinze anos de purgatório, por apenas um pecado mortal. Este é apenas um exemplo. Eis porque o Rosário, depois da Santa Missa é a oração mais indulgenciada.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O valor da Santa Missa!

A missa é a renovação do sacrifício de Cristo na Cruz.

É o mais importante ato que podemos participar.

A missa começa por um ato penitencial, um pedido de perdão pelos nossos pecados.

Louvamos a Deus pelo Glória e professamos nossa fé pelo Credo.

No ofertório apresentamos a Deus nossas ofertas que são o pão e o vinho. Elas, simbolizam, toda nossa vida; nossos trabalhos, nossas canseiras, nossos desejos.

A Consagração é o momento em que o presidente da assembléia repete as palavras de Jesus na última ceia.

Na Comunhão recebemos em nosso coração o Senhor Jesus.

São 4 os fins principais da Missa:

- Dar culto de adoração ao Pai;

- Agradecer os benefícios recebidos;

- Pedir-lhe perdão dos pecados cometidos;

- Implorar seus dons, graças e benefícios.

Na hora da morte, as missas a que tivermos assistido serão nossa maior consolação.

O mérito da Missa é infinito, pois infinitos são os méritos de Jesus. Ela nos perdoa nossos pecados veniais não confessados, dos quais nos arrependemos. Diminui o império de Satanás sobre nós e sufraga as almas do purgatório da melhor maneira possível.

Uma só Missa a que houvermos assistido na vida nos será mais salutar do que muitas a que outros assistirão por nós, depois da morte, diminuindo nosso purgatório.

"As graças que não se alcançam na Missa, dificilmente se obtém fora dela. Muito grande é o poder dos pedidos feitos na Missa". (S.Afonso)

Toda Missa nos alcança um maior grau de glória no céu, e nos atrai muitas graças e bençãos temporais. Preserva-nos de muitas desgraças e fortifica-nos contra as tentações.

A benção do sacerdote é ratificada nos céus por Nosso Senhor.

"Se conhecessemos o valor da Santa Missa que zelo não teríamos em participar dela". (S.Crua D'Ars)

"Mais se merece em participar de uma só Missa do que distribuir todas as riquezas aos pobres e peregrinar toda a Terra".(S.Bernardo)

A Missa é a fonte de todos os bens. É a melhor das ORAÇÕES, é a rainha, como a chama S.Francisco de Salles.

Fonte: www.paroquiaimaculadaconceicao.com.br

(Texto Extraído do site www.catequisar.com.br)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O Saber do Catequista: preparar-se para servir

O Diretório Nacional de Catequese (DNC) cita estas palavras do DGC quando fala da importância da formação inicial e permanente de catequistas, tendo em vista o exercício de sua missão (ver DNC, nº 252).

A formação de catequistas é um instrumento valioso na preparação de pessoas para o ministério catequético, pois lhes dá segurança no anúncio do Evangelho. Além disso, o/a catequista cresce e se realiza como pessoa, assumindo sua missão com alegria e satisfação. A qualidade de sua ação pastoral também é aprimorada, dinamizando suas atividades.

É por isso que muitas/os catequistas estão participando das Escolas Bíblico-Catequéticas regionais, diocesanas e paroquiais. Também temos cursos de pós-graduação na área catequética em algumas partes de nosso país, onde várias pessoas aprofundam seus conhecimentos. Isto revela o amor e a dedicação de milhares de catequistas que generosamente investem tempo e dinheiro para melhor servir o Povo de Deus.

O DGC insiste em três aspectos do conhecimento que são importantes no exercício do ministério catequético: 1. a mensagem a ser transmitida; 2. o interlocutor que recebe a mensagem; 3. o contexto social em que vivemos.



A mensagem

“A mensagem é mais que doutrina, pois ela não se limita a propor idéias. A mensagem é vida” (João Paulo II, citado no DNC 97). A mensagem catequética faz ecoar a mensagem de Jesus, que nos comunicou o mistério da Santíssima Trindade, Deus-Comunhão(ver DNC 100). O centro da mensagem catequética é anunciar que “a salvação é oferecida a todas as pessoas, como dom da graça e da misericórdia de Deus” (Paulo VI, Evangelii Nuntiandi 27a).

O DNC nos apresenta alguns critérios para anunciar esta mensagem: Em primeiro lugar está a centralidade da pessoa de Jesus Cristo, depois vem a valorização da dignidade humana, o anúncio da Boa Nova do Reino de Deus, o caráter eclesial da mensagem, a exigência da inculturação e, por fim, a hierarquia das verdades da fé (ver DNC 105). Importante ressaltar que a fonte da mensagem a ser anunciada encontra-se na Palavra de Deus transmitida na Tradição e na Escritura. “A Igreja quer que em todo ministério da Palavra, a Sagrada Escritura tenha uma posição pró-eminente” (DGC 127).



O interlocutor

Em vez de falar de “destinatário”, o DNC prefere usar “interlocutor”, já que o catequizando interage no processo catequético (ver DNC, cap. 6). Além de levar em consideração as diferentes etapas da vida humana (idosa, adulta, juvenil, adolescente, infantil), faz-se necessário não esquecer a catequese na diversidade, que inclui os grupos indígenas, afro-brasileiros, as pessoas com deficiência, os marginalizados e excluídos, as pessoas em situações canonicamente irregulares. Ainda devem ser tidos em conta os grupos diferenciados (profissionais liberais, artistas, universitários, migrantes...), os diversos ambientes (rural e urbano), o contexto sócio-religioso (pluralismo cultural e religioso, a religiosidade popular, o ecumenismo, o diálogo inter-religioso, os recentes movimentos religiosos), e o contexto sócio-cultural (inculturação, comunicação e linguagem) para que possamos alcançar a todos.



O contexto social

O parágrafo 86 do DNC cita a Constituição do Vaticano II, Gaudium et Spes 1: “as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo”. Portanto, a vida humana e tudo aquilo que a envolve faz parte do anúncio catequético, que não pode ignorar o mundo em que vivemos.



O que um/a catequista precisa conhecer?

Levando em consideração a mensagem, o interlocutor e o contexto social, o DNC (nº 269) apresenta os conteúdos que um/a catequista precisa conhecer para desempenhar com qualidade e segurança seu ministério:

a) a Palavra de Deus, fonte da catequese: “A Sagrada Escritura deverá ser a alma da formação”;

b) o núcleo básico da nossa fé: as quatro colunas (credo, sacramentos, mandamentos/bem-aventuranças, pai-nosso);

c) as ciências humanas, de modo especial um pouco de pedagogia e psicologia;

d) o Catecismo da Igreja e os documentos catequéticos (Catequese Renovada, Catechesi Tradendae, DGC, DNC...);

e) a pluralidade cultural e religiosa: educação para o diálogo com o diferente;

f) os acontecimentos da história: descoberta dos sinais e dos desígnios de Deus;

g) a realidade local: história, festas e desafios do lugar em que se vive;

h) os fundamentos teológicos da ação pastoral: rosto misericordioso, profético, ministerial, comunitário, ecumênico, celebrativo e missionário.

O saber não é algo isolado, mas está em estreita conexão com o ser (pessoa) e o saber fazer (metodologia) do catequista.

Um/a catequista bem preparado/a será capaz de formar discípulos de Jesus comprometidos com a causa do Evangelho e do Reino: vida plena para todos. Isto inclui todas as dimensões da vida humana, que precisam ser fecundadas pela semente do Evangelho. A formação é o espaço que temos para nos tornar “adultos na fé rumo à maturidade em Cristo”.

Pe. Videlson Teles de Meneses
Fonte: CNBB

(Texto Extraído do site www.catequisar.com.br)

Vocação e Missão do Catequista

Em sua mensagem aos catequistas, Dom Eugênio Rixen, Presidente da Comissão Episcopal para Animação Bíblico-Catequética da CNBB, destaca os preparativos para o Ano Catequético e a missão do catequista, que é “nutrir e manter acesa a chama da esperança e da fé, pedindo ao Senhor que permaneça nas famílias, nas comunidades, na Igreja-Comunhão, espaço privilegiado da partilha, onde todos se sentem família, membros de um só corpo, porque reconhecem o Cristo partido e repartido não somente na eucaristia, mas na vida dos irmãos e irmãs e que a Boa Nova chegue aos corações e desperte a solidariedade, a inclusão e a justiça.

Reconhecemos a importância deste ministério para a vida da Igreja; milhares de catequistas cumpriram e continuam cumprindo, com determinação e amor, a missão que Deus lhes confiou neste chão de Rondônia. Nas visitas pastorais constato que, mesmo nas comunidades mais distantes, sempre tem a catequese, mesmo que ninguém tenha feito algum curso ou participado de algum encontro. Sempre vai haver uma pessoa que acolhe a inspiração de Deus e começa a reunir os jovens e as crianças para educá-los na fé. Há comunidades que são verdadeiras expressões da catequese de adultos; favorecem uma educação da fé, ligada mais à vida da comunidade. Pela catequese a graça de Deus é acolhida, as mentes se abrem para a verdade do Evangelho, e os corações são motivados para a vivência fraterna (D.Valentim).

Existe uma verdadeira multidão de abnegados catequistas, que testemunham a gratuidade da fé, dom de Deus, não só pela maneira gratuita como eles mesmos desempenham seu ministério, mas, sobretudo, porque manifestam a força de Deus, que os envolve, e torna-os instrumentos da ação poderosa do Pai que continua atraindo todos para o seu Filho, a presença de Jesus que revela sua verdade, e a atuação do Espírito que vai suscitando a comunhão eclesial, reflexo da comunhão trinitária. É dentro desta dinâmica divina que o catequista se sente envolvido. Por isto ele se torna a mediação humana do encontro que Deus quer ter com cada pessoa. A verdadeira catequese precisa levar ao encontro pessoal com o Deus vivo, por meio de Jesus Cristo e na comunidade eclesial.

Um autêntica catequese ajudará a introduzir os catequizandos nos “lugares” conhecidos do encontro com Deus, como a leitura orante da palavra de Deus, o exercício da oração pessoal e comunitária, a experiência da participação na vida eclesial, a participação na Eucaristia e nos demais sacramentos, a prática da caridade fraterna e a vida moral coerente com o Reino de Deus anunciado por Jesus. Pela atuação dos catequistas, a opção religiosa não será somente consentimento intelectual às formulações doutrinárias, com risco de superficialidade ou de fanatismos, mas se tornará adesão pessoal, permeada de valores humanos e cristãos, que os catequistas transmitem por seu testemunho de vida.

Um texto bonito de liturgia na festa dos apóstolos diz assim: “Vossos amigos, Senhor, anunciam a glória do vosso nome!” Os discípulos são verdadeiros amigos de Jesus Cristo, que os introduz na intimidade com Deus. A catequese é ação dos verdadeiros amigos de Deus. A catequese eficaz leva à amizade com Deus. E leva a doar a vida pelos irmãos incondicionalmente.

Dom Moacyr Grechi
Fonte: CNBB

(Texto Extraído do site www.catequisar.com.br)

O “Saber Fazer” na Catequese

O capítulo quinto do Diretório Nacional de Catequese, ao tratar da Catequese como educação na fé, começa falando da pedagogia, do “saber fazer” do próprio Deus. E diz: “Deus, como educador da fé, se comunica através dos acontecimentos da vida de seu povo... Sua pedagogia parte da realidade das pessoas” (DNC 139).

Sabe da vida quem presta atenção nos fatos e nas pessoas. Um(a) catequista desligado do mundo não estaria em condições de usar uma pedagogia que responda às necessidades de seu tempo e de seus interlocutores, mesmo que tivesse um grande conhecimento teórico da tradição, dos mistérios da fé e das próprias disciplinas da educação em geral.

Combinando bem com esse fio condutor inicial, o DNC lembra algo que parece óbvio, mas que tem sido esquecido em muitas situações: “Em vez de ir fornecendo respostas, teríamos que ouvir as perguntas que os catequizandos já trazem...” (DNC 165). Um encontro catequético, mesmo bem preparado, pode ser resposta a perguntas que ninguém fez nem está interessado em fazer, se antes não estivermos abertos à escuta das pessoas e da nossa realidade. São as inquietações e perguntas das pessoas que abrem a mente e o coração para a resposta religiosa. Mas a pergunta vem primeiro. Mesmo que sejam perguntas tão profundas que não têm resposta imediata, são elas que mantêm aberto o caminho da busca, onde Deus se revela. Saber escutar pessoas faz parte do indispensável acolhimento, sem o qual a Igreja não consegue se tornar atraente e capaz de cumprir sua missão. Mas o/a catequista não precisa só saber escutar individualmente quem está a seus cuidados. É preciso saber escutar o mundo em volta, o universo da comunicação, o momento histórico e a vida da comunidade. Falamos muito em comunicação moderna. Então se diz que a Igreja precisa se expressar via internet, ou na TV. Se ela fizer isso com competência, será muito bom, é claro. Mas estar em dia com a comunicação moderna não é só – e a meu ver nem principalmente – “dar o nosso recado” através dos variados recursos da mídia. É também saber ouvir o que está sendo dito no cinema, nas histórias em quadrinho, na TV, na obra dos grandes poetas e romancistas, na música popular, na fala de jornalistas competentes. A familiaridade com os temas e linguagens aí apresentados dá à catequese abordagens que prendem o interesse e podem facilitar o caminho para a apresentação da proposta evangelizadora. O DNC dá uma orientação que poderia ser bem mais desenvolvida na formação dos/as catequistas: “Os bons artistas têm o dom de expressar de forma impactante a experiência humana. A catequese pode aproveitar o talento desses parceiros” (DNC 165).

Há muitas oportunidades para a catequese aprofundar o seu “saber fazer” dentro do próprio ambiente eclesial. Uma comunidade que viva uma verdadeira comunhão e estimule a criatividade dentro da fidelidade ao essencial da mensagem será uma permanente escola de metodologia. O nosso conhecido método ver-julgar-agir-celebrar- rever, mesmo não sendo o único caminho possível, tem uma enorme capacidade de educar o/a próprio/a catequista, ajudando a fazer a interação fé e vida e convidando a um olhar mais atento sobre o que nos cerca. A recíproca também pode ser verdadeira: o comportamento da comunidade inspira o agir dos catequistas e o agir dos catequistas vai transformando também pedagogicamente a comunidade na direção da comunhão, do diálogo, da compreensão da situação vital de cada pessoa, da sensibilidade para a necessária transformação social.

Mas Igreja e sociedade não são dois mundos isolados. Descobrem-se bons modos de fazer catequese ouvindo a própria Igreja (e nossos documentos estão cheios de preciosas indicações) e também ouvindo o mundo secular, conhecendo experiências pedagógicas bem sucedidas, aplicando conhecimentos de ciências humanas. Por isso, o DNC observa: “Um catequista que gosta de aprender, também fora do âmbito da Igreja, será mais criativo e terá mais recursos para dar conta da sua missão” (DNC 151).

Alguém poderia perguntar: Não estaremos exigindo demais desse exército de catequistas que já é tão dedicado e tão gratuitamente generoso? Seria realmente pedir demais, se o primeiro beneficiário desse processo não fosse o/a próprio/a catequista. Uma pessoa empolgada pelo permanente aperfeiçoamento do seu “saber fazer” catequético vai se tornar mais competente na vida como um todo, vai crescer mais do que a acomodação permitiria. E isso é um grande prêmio, que os nossos catequistas bem merecem!

Therezinha Motta Lima da Cruz
Fonte: CNBB

(Texto Extraído do site www.catequisar.com.br)

Jovens catequistas

É bom ver tantos jovens catequistas querendo saber mais do que já sabem. É bom perceber que estão partindo para o estudo da fé e assumindo a missão de ensiná-la aos seus companheiros de idade.

1. Jovens transmitindo o Evangelho aos outros jovens

Se quiserem assumir o ministério da catequese para instruir seus colegas na fé, podem ter certeza que sofrerão pressões de todos os cantos. Se o fizerem por amor à Igreja e com desprendimento, chegarão à idade adulta com a paz de quem pensou o tempo todo em Jesus e na Igreja católica como um todo, mais do que em si mesmo ou no seu movimento.

Catequista vai além do seu grupo e do seu movimento de Igreja. Não repercute apenas as ideias do seu grupo. Repercute as ideias da Igreja. Dele se espera mais cultura e mais abrangência.

2. Alguém repercutiu para vocês

Alguém repercutiu para vocês (catechein quer dizer mais ou menos isso: repercutir) e vocês agora querem repercutir para outros que Jesus esteve aqui, foi para o Pai, mas continua conosco, se quisermos. E, o que é importante: de reconciliados estão se tornando reconciliadores. Não há catequese sem penitência e sem perdão.

Vocês vieram aqui (e se tornaram catequistas), provavelmente, porque ouviram o grito do Papa João Paulo II: "Avancem para as águas mais profundas". O Papa está pedindo mais profundidade na Igreja.

Talvez porque esteja vendo que em toda a parte há pessoas brincando de ser catequistas, sem nunca ter lido os documentos da Igreja, como Catequese Tradendae, Sacrossantum Concilium, Catequese com adultos, e alguns até sem terem lido o Catecismo da Igreja Católica - e há catequistas que nem sequer leram a Bíblia!

3. Ser um instrumento ajustado e afinado

Muitos têm boa vontade, mas lhes falta entender o que fazem. Muitos fazem porque todo o mundo está fazendo. O Papa quer jovens e gente mais culta e mais profunda para dar catequese. Especialmente, os jovens que são tão curiosos e querem saber tanta coisa. Pois que saibam e conheçam melhor a sua Igreja. Catequista vive da boca que anuncia, mas antes precisa viver dos olhos que lêem e aprendem.

Esses jovens devem mostrar a verdadeira face da Igreja.

Texto baseado no artigo "Catequistas que vão a fundo"
do Pe. Zezinho

(Texto Extraído do site www.catequisar.com.br)

domingo, 19 de abril de 2009

Família e catequese

Por: Jairo Coelho
Seminarista da Diocese de Santarém-PA Estudante de Teologia e Jornalismo Coord. de catequese
Paróquia Sant'ana - Belém-PA
E-mail: jairo.coelho@hotmail.com

Ao criar o homem a sua imagem e semelhança e dar-lhe a mulher por companheira, Deus quis constituir a família como célula primeira e vital da sociedade. Porém, as famílias estão se deteriorando progressivamente, ameaçadas pela crise de valores que temos testemunhado em nossos dias. A família não é mais um celeiro de santidade, mas um criadouro de caricaturas humanas sem espaço para a vivência dos valores evangélicos.

Muito se ouve falar sobre evangelização das e nas famílias. Mas esta continua sendo um grande desafio. Não sabemos como envolver as famílias, sobretudo, no processo de catequização dos filhos. É sabido que os pais devem ser os primeiros catequistas de seus rebentos. Entretanto, a realidade é bem diferente. Muitas crianças chegam aos encontros de catequese e não sabem sequer fazer o sinal da cruz. Toda a responsabilidade é repassada ao catequista, e não deve ser assim.

A iniciação cristã tem que começar em casa. A Bíblia Sagrada nos mostra o exemplo de Timóteo, o qual foi educado na fé por sua avó e sua mãe: “Conservo a lembrança daquela tua fé tão sincera, que foi primeiro a de tua avó Lóide e de tua mãe Eunice e que, não tenho a menor dúvida, habita em ti também”. (II Tim 1,5). Infelizmente isto é raro hoje em dia. Mas graças a Deus ainda existem famílias que conservam vivos os valores cristãos.

Entretanto, o que se vê, geralmente, são pais que simplesmente mandam ou deixam seus filhos na porta da Igreja e voltam para buscá-los horas depois. Parece não haver nenhuma preocupação com a evangelização da criança ou do adolescente. Muitos nem ao menos conhecem o catequista do filho, nunca o procuram para saber o que acontece nos encontros de catequese. A preocupação maior é com a cerimônia do dia em que o catequizando receberá o sacramento. Tanto é que quando procuram o catequista não é para saber o que o filho está aprendendo, mas como será a roupa que irá vestir no dia celebração.

Na tentativa de envolver as famílias, em muitas paróquias tem-se o costume de celebrar “missas da catequese”. No entanto, quase sempre quem participa são apenas os catequistas e os catequizandos.

O que fazer diante dessa realidade? Na paróquia de Sant’Ana, em Belém do Pará, algumas experiências têm dado certo. O ENCONTRÃO DAS FAMÍLIAS, por exemplo. A cada dois meses realizamos um encontro para as famílias dos catequizandos, não apenas para os pais, mas para todos os membros da família, no qual os próprios catequizandos apresentam, em forma de arte (teatro, dança, música, etc.), o conteúdo trabalhado durante os encontros de catequese. Ao final as famílias se confraternizam, partilhando o lanche que cada uma traz.

Outra experiência bem sucedida é a MISSÃO CATEQUÉTICA. Trata-se de visitas às famílias dos catequizandos. Cada catequista, juntamente com seus catequizandos, realizam visitas regulares às famílias para conhecerem a realidade de cada uma e juntos rezarem e partilharem suas experiências de fé e vida.

Nossas reuniões com os catequistas acontecem sempre na casa da família de um catequizando. O objetivo é partilhar com a família nossas alegrias e tristezas, nossas preocupações e nossas conquistas e assim envolvê-la na missão evangelizadora.

Muitas outras experiências por este Brasil a fora têm conseguido envolver as famílias e, portanto, devem ser incentivadas. É evidente que os resultados não são imediatos. Mas convém lembrar que a manifestação de Deus acontece em doses homeopáticas. Por isso, é preciso paciência e não desanimar diante das adversidades. Deus testa nossa perseverança e nem sempre suportamos, porque vivemos numa cultura do imediatismo. Todavia, o cristão não pode ser assim.

É urgente que nossas famílias voltem a ser celeiros de santidade. Para isso, a catequese deve ser um canal da graça de Deus, principalmente para aquelas famílias que se encontram desestruturadas. É indispensável fazer ecoar nesses lares a palavra de Deus. Logo, não podemos ficar parados de braços cruzados esperando que venham até nós, e sim somos nós que temos que ir ao encontro dessas famílias, cumprindo desta forma o mandato missional de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações...” (Mt 28, 19). Portanto, nossa maior alegria deve ser testemunhar o amor de Deus.

(Texto Extraído do site www.catequisar.com.br)

terça-feira, 7 de abril de 2009

Celebração do Tríduo Pascal

O espírito quaresmal nos encaminha para a Semana Santa, que precede a Páscoa.

Na segunda, terça e quarta-feira da Semana Santa, a Igreja prepara-se para o Tríduo Pascal, contemplando o Servo sofredor. Nesse período, aparecem como figuras eloquentes, Maria, a Mãe de Jesus, Maria Madalena, que perfuma o corpo do Senhor, Pedro e Judas.

Na liturgia romana o Tríduo Pascal é ponto culminante: "não se trata de um tríduo preparatório para a festa da Páscoa, mas são três dias de Cristo crucificado, morto e ressuscitado. Tem início na celebração da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, na missa vespertina, terminando com o domingo de Páscoa". São dias dedicados a celebrações e orações especiais.

Na Quinta-feira Santa comemoramos a última Ceia da páscoa hebraica que Jesus fez com os 12 apóstolos antes de ser preso e levado à morte na cruz. Durante esta ceia, Jesus instituiu a Eucaristia e o sacerdócio Cristão, prefigurando o evento novo da Páscoa cristã que haveria de se realizar dois dias depois.

O Cordeiro pascal a partir dessa ceia, é Ele próprio, que se oferece num voluntário sacrifício de expiação, de louvor e de agradecimento ao Pai, mareando assim a definitiva aliança de Deus com toda a humanidade redimida do poder do maligno e da morte.

A simbologia do sacrifício é expressa pela separação dos dois elementos: o pão e o vinho, a carne e o sangue, o Corpo e o Espírito de Jesus, inseparavelmente unidos e separados, sinal misterioso ao mesmo tempo de vida e de morte.

Esse evento do mistério de Jesus é também profecia e realização do primado do amor e do serviço na sua vida e na dos que crêem, o
que se tornou manifesto no gesto do lava-pés.

Depois do longo silêncio quaresmal, a liturgia canta o Glória. Ao término da liturgia eucarística, tiram-se as toalhas do altar-mor para indicar o abandono que o Senhor vai encontrar agora; a santa Eucaristia, que não poderá ser consagrada no dia seguinte, é exposta solenemente com procissão interna e externa a igreja e a seguir recolocada sobre o altar da Deposição até a meia-noite para adoração por parte dos fiéis.

Na Sexta-feira Santa a Igreja não celebra a Eucaristia. Recorda a Morte de Cristo por uma celebração da Palavra de Deus, constando de leituras bíblicas, de preces solenes, adoração da cruz e comunhão sacramental.

A noite do Sábado Santo é a "mãe de todas as vigílias", a celebração central de nossa fé, nela a Igreja espera, velando, a ressurreição de Cristo, e a celebra nos sacramentos.

A liturgia da Noite Pascal tem as seguintes partes: Celebração da Luz, Liturgia da Palavra, Liturgia Batismal e Liturgia Eucarística.

O Tríduo Pascal termina com as Vésperas do Domingo da Ressurreição. Na verdade o Cristo ressuscitou, aleluia! A ele o poder e a glória pêlos séculos eternos.

Uma feliz e abençoada Páscoa!

Pe. Ademir Gonçalves, C.Ss. R.

(Texto Extraído do site www.catequisar.com.br)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Mensagem - A visita

O membro de um grupo, sem aviso prévio, deixou de participar de suas atividades. Após algumas semanas, o líder decidiu visitá-lo.

Era uma noite muito fria, e ele encontrou o homem em casa, sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.

Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas vindas, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando. O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silêncio total que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno da lenha que ardia.

Depois de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram. Cuidadosamente, escolheu uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a de lado. Voltou-se então, a sentar-se permanecendo silencioso e imóvel.

O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto.

Lentamente, a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de uma vez. Em pouco tempo, o que antes era uma festa de calor e de luz, não passava de um negro, frio e apagado pedaço de carvão, recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada.

Nenhuma palavra tinha sido dita desde o formal cumprimento inicial entre os dois. Antes de se preparar para sair, o líder manipulou novamente o carvão frio, devolvendo-o ao fogo. Quase que imediatamente, ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.

Quando já havia alcançado a porta para partir, seu anfitrião disse:

- Obrigado pela visita e pela belíssima lição. Estou voltando ao convívio do grupo. Deus te abençoe !

Aos membros vale lembrar que eles fazem parte da chama, e que, longe do grupo, perdem todo o brilho. Aos líderes, que eles são responsáveis por manter acesa a chama de cada um e por promoverem a união entre seus membros para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.

(Texto Extraído do site www.catequisar.com.br)

Terço do Espírito Santo

No Princípio : Pai-Nosso ... Ave-Maria ... Creio ...

Nas contas grandes do Pai-Nosso :

Recebereis a força do Espírito Santo e sereis minha testemunha .

Nas contas pequenas da Ave-Maria :

Vinde Espírito Santo .

No fim do Terço :

Vinde , Espírito Santo , enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.

Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.

Oremos : Ó Deus , que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo ,

fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e

gozemos sempre da Sua consolação. Por Cristo , Senhor nosso.

(Texto Extraído do site www.catequisar.com.br)

terça-feira, 24 de março de 2009

MATERIAL PARA CATEQUESE

O site www.catequisar.com.br oferece a todos os catequistas os mais diversos tipos de materiais para utilizar nos seus encontros. Clique no link abaixo e confira. Eu recomendo!!!

http://www.catequisar.com.br/apostilas_diversas.htm

segunda-feira, 23 de março de 2009

Quaresma: a busca de um novo homem

Quaresma, período de penitência e preparação para a festa mais importante da fé cristã, a Páscoa. Embora seja um tempo penitencial, não é triste e depressivo, como muitos pensam. Trata-se de um tempo especial de purificação e de renovação da vida cristã para poder participar em plenitude e com mais alegria do mistério pascal de Cristo.

Durante quarenta dias somos convidados à experiência do deserto vivido por Jesus na tentação. O deserto, apesar de nos trazer a figura do sofrimento e da penúria, remete-nos à esperança de renascermos para uma vida nova, assim como o povo de Israel que, após a libertação da escravidão no Egito, chegou à Terra Prometida.

A Quaresma nos chama à renovação, conversão e “morte ao pecado”, para que possamos ressurgir para uma vida nova com Cristo na sua Páscoa. As cinzas, recebidas no início da Quaresma, são usadas como sinal desse arrependimento e luto pelo pecado. Dessa forma, reconhecemos que somos todos igualmente pecadores e pedimos ao Senhor a graça da conversão, a fim de mudar nossa vida pessoal e social.

A Igreja recomenda aos cristãos três principais obras de misericórdia que, de modo especial na Quaresma, devem ser praticadas frequentemente: a oração, para o recolhimento e proximidade com Deus; o jejum, renúncia alegre do supérfluo, como forma de ser solidário com aqueles que não têm o necessário; e a esmola, não de forma mesquinha de quem dá o que sobra, mas no sentido bíblico de ter amor e compaixão pelos excluídos e injustiçados. Esses gestos não podem fazer parte do nosso cotidiano como um mero costume ou formalismo, pois acabariam perdendo seu real significado, o de serem um método a serviço da vida, uma forma de possibilitar o encontro do homem consigo mesmo, com Deus e com os outros irmãos.

Como diz o documento “Sacrosanctum Concilium”, do Concílio Vaticano II, “a penitência do tempo quaresmal não seja somente interna e individual, mas também externa e social.” (SC, 110) Por isso a Igreja no Brasil organiza todos os anos, durante o tempo da Quaresma, desde 1964, a Campanha da Fraternidade que focaliza um aspecto de nossa vida em sociedade em que a fraternidade não está sendo vivida, a fim de que, como cristãos, possamos contribuir para que a humanidade alcance este objetivo. Este ano, ela tem como tema “Fraternidade e segurança pública” e como lema “A paz é fruto da justiça”.

Por ocasião da Quaresma, são retirados das celebrações litúrgicas os cantos de Glória e de Aleluia, que manifestam alegria e regozijo para dar lugar a um clima de maior recolhimento e penitência. Pelo mesmo motivo, o ambiente das igrejas requer sobriedade e despojamento não se usando flores nem outros enfeites para orná-lo.

A Quaresma é um tempo privilegiado para intensificar o caminho da própria conversão. Esse caminho supõe cooperar com a graça, para dar morte ao homem velho que atua em nós. Trata-se de romper com o pecado que habita em nossos corações, afastando-nos de tudo aquilo que nos separa do Plano de Deus e, por conseguinte, de nossa felicidade e realização pessoal.

Reflitamos a palavra de Cristo que nos diz: “Não se coloca vinho novo em odres velhos; do contrário, os odres se rompem, o vinho se derrama e os odres se perdem. Coloca-se, porém, o vinho novo em odres novos, e assim tanto um como outro se conservam.” (Mt 9, 17) Portanto, para que a Páscoa seja vivida com toda a sua riqueza espiritual, a Quaresma deve ser vista como um meio de conversão, uma proposta de caminhada em busca do nascimento de um homem novo.

Emanuel Costa Arantes é postulante da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos

(Texto Extraído do site www.catequisar.com.br)

Espírito Penitencial

Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO
ARCEBISPO METROPOLITANO DE JUIZ DE FORA, MG.

Falar em penitência nos dias de hoje soa anacrônico, coisa do passado. Depois de mais de três séculos do domínio da razão já chegáramos a um estágio da civilização, a uma sociedade científicamente estruturada.

O desenvolvimento e o progresso geraram uma riqueza incomensurável e a ciência desvenda o infinito do espaço e desce às profundezas do microcosmo. O mistério da vida é pesquisado e novas descobertas prolongam a vida humana na superação das doenças. O conhecimento se universaliza nas redes da internet.

Como se falar em penitência diante de uma consciência de vitalidade e de poder? Isto é coisa do passado, quando se sentia a fragilidade do ser humano e a inconsistência dos recursos.

Mas, eis que, quase repentinamente, esta civilização que se moldava pelo ganho, tudo transformado em mercadoria e que desconhece a proximidade do pobre que está a seu lado em multidão, desaba.

Quando éramos criança, gostávamos de fazer bolas soprando a água com sabão e disputávamos sobre quem as fazia maiores a refletir na sua esfera as cores dissociadas da luz, as cores do arco íris. E vendo-as navegar ao vento no pequeno espaço torcíamos para que não se arrebentassem logo.

Assim também o mundo inteiro da economia. Era uma imensa bola de sabão que pensávamos definitiva. Móvel de todo o progresso e do desenvolvimento, sustentava todo o custo das experiências e avanços da técnica e da ciência. Todo o bem-estar social. E, de hora para outra, é a crise.

E vamos ter de conviver com ela, por quanto tempo? E com suas mazelas de queda da produção, de quebras, falências e de desemprego. E tudo isso junto com a desonestidade e a malícia do coração. Vejam: o socorro com o dinheiro público, deslavadamente vai para o bolso de uns poucos como gratificação em empresa falida!

Diante do quadro que já bate às nossas portas, sentimos a efemeridade das construções do homem. Não que não haja soluções de reconstrução. Mas estas serão sempre marcadas pela transitoriedade, pois limitada é a razão humana, apesar de sua constante evolução, o que por si só comprova sua limitação.

O fundamento do espírito penitencial é a consciência de que não somos absolutos e onipotentes. Que reside em nosso coração a raiz do Mal, o orgulho e a soberba herdados de nossos primeiros pais que tentaram ser iguais a Deus, como nos relata o Livro sagrado.

A reconciliação do homem passa pela humilhação de Cristo, que, sendo Deus rebaixou-se à condição mortal e se entregou ao sacrifício e à morte. Sua paixão redime o homem e só ela é suficiente para a salvação.

Mas, esta redenção, oferecida a toda humanidade, respeita a nossa liberdade.

Exige a conversão, a renúncia ao pecado e às concupiscências que a ele conduzem. Um esforço para erradicar de nosso coração, dos coração da humanidade, a raiz do Mal.

Este esforço é penoso. Como o do próprio Cristo, que tendo assumido a nossa condição, teve de passar pelo sofrimento e pela cruz. Esse caminho é também o nosso se quisermos segui-lo

Como ensina São Paulo, temos que suprir o que falta ao sacrifício de Cristo, isto é, pelo sofrimento na luta contra nossas paixões e vícios.

Na carta ao Coríntios, o mesmo Apóstolo nos concita a este combate, exemplificando com os que lutam nos estágios. Eles batalham, de tudo se abstêm para conseguirem uma glória passageira, de alguns minutos no topo. Nós, porém, buscamos a vida eterna.

Pela penitência, nascida do coração e santificada pela união mística com o sofrimento redentor, podemos caminhar na direção da pátria definitiva.

No último capítulo do pequeno livro da Imitação de Cristo, livro II, o autor nos mostra que não há outra via para a realização em nós do mistério da redenção, senão o “caminho real da santa cruz.

Por mais avançada que seja a civilização ela nunca será perfeita. Temos que dela usar, mas nela não por a esperança. A nossa esperança, como a de todo o Universo, só pode se concretizar quando tudo subordinarmos ao império de Cristo (Rom 8,18-25), que, por sua morte destruiu o pecado e em Quem triunfaremos pela sua Ressurreição.

(Texto Extraído do site www.catequisar.com.br)

Vocação do catequista

Por: Jairo Coelho
Seminarista da Diocese de Santarém-PA Estudante de Teologia e Jornalismo Coord. de catequese
Paróquia Sant'ana - Belém-PA
E-mail: jairo.coelho@hotmail.com

“Deus é tão bom que sempre nos dá uma nova oportunidade”. Ouvi esta frase outro dia quando ia ao Instituto onde faço o curso de Teologia. Durante o percurso fui refletindo sobre o chamado que Deus faz a cada um de nós, sobre a nova oportunidade que Ele nos dá a cada dia. De fato, Deus não dá segunda chance, Ele dá uma nova chance. Quando alguém dá uma segunda chance a outra pessoa, pode ser que não dê uma terceira, e aquela seja a última oportunidade que o outro tem de acertar. Com Deus a coisa é diferente, Ele não se cansa de dá uma nova oportunidade, porque o seu amor é ilimitado. Eis, portanto, a missão do catequista: anunciar com palavras e, sobretudo, ações, o amor infinito de Deus.
De fato, é esse amor que nos impulsiona na missão a nós foi confiada. O catequista, portanto, deve ser um especialista no amor, porque é alguém que teve um encontro pessoal com Jesus Cristo e é comprometido com o seu projeto de construção e edificação do Reino.
O catequista é chamado a ser testemunha de Jesus Cristo. Testemunhar não significa discursar sobre, mas viver intensamente o Evangelho configurando-se Àquele que primeiro nos amou e nos escolheu: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi” (Jo 15, 16). Não se pode anunciar aquilo que ainda não se experimentou. O catequista precisa ter essa consciência de que a missão não é mérito seu, mas lhe foi confiada. Não se trata de realização pessoal, mas algo muito maior, ou seja, o catequista é um eleito de Deus para exercer esta vocação específica no seio da Igreja. Vocação esta que não pode ser vivida fora do contexto do amor.
Infelizmente existem muitos catequistas que estão sempre reclamando de tudo e de todos, principalmente de seus próprios catequizandos, “ninguém quer saber de nada...”. Vivem dando ultimatos às crianças e adolescentes: “se vocês não fizerem vocês vão vê...”. Com freqüência ameaçam abandonar a pastoral, “só vou ficar mais este ano, porque já não agüento mais...” e por aí vai. Não são felizes! O catequista não pode ser alguém infeliz.
Na Carta aos Gálatas encontramos o resumo de como deve ser a vida do catequista: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.” (Gl 2,20). Os catequizandos precisam enxergar isso nos seus catequistas, através de suas ações e não apenas de suas palavras. O catequista precisa deixar-se seduzir a cada dia por Deus e envolver-se por seu amor infinito, ao ponto de já não viver por si mesmo, mas por Cristo.
Desta forma, encarnando o Evangelho em sua vida, o catequista conseguirá atrair os seus catequizandos para Cristo, numa adesão incondicional ao projeto de Jesus. E sua alegria será infinita, porque sabe que apesar das suas limitações Deus continua agindo no mundo por meio dele, oferecendo sempre uma nova oportunidade à humanidade.

(Texto Extraído do site www.catequisar.com.br)

sexta-feira, 20 de março de 2009

Escolhe, pois, a vida!
Por: Seminarista Sebastião Gustavo Siqueira de Andrade
Diocese de Santarém Curso filosofia e Ciência da Religião
E-mail para contatos: gustavocarariaca@hotmail.com


A doutrina cristã faz-nos compreender o valor da vida, “Eu vim para que todos tenham vida” diz Jesus. Agora, que Igreja católica se posicionou contra a pesquisa com células-tronco embrionárias, todo crítico à sua doutrina julgam-na conservadora, aquela, cujo desejo é atrapalhar o “desenvolvimento” da ciência. A Igreja católica quer elucidar que há vida humana a partir da concepção.

Por isso, quando em 30 de maio de 2005, o então Procurador Geral da República Dr. Cláudio Fontelles ajuizou a Ação Direta de Inconstitucionalidade n.º 3510 (ADI 3510) contra o art. 5° da Lei de Biossegurança (Lei n.º 11.105/05) que protege o direito à vida e indica a igualdade de todos perante a lei, a Igreja católica o apoiou, e continua apoiando àqueles que desejam o respeito da ciência pela vida de embriões humanos.

É interessante, portanto, analisar a opinião de pessoas que ainda não compreenderam a real participação da Igreja católica nessa empreitada a favor da vida. Diversos críticos dizem que estamos voltando à Idade Média, sobretudo, à Santa Inquisição. Somente que a Igreja não é tutora desse projeto, mas por ter doutrinas similares a ele luta contra a pesquisa com células-tronco embrionárias. Ou seja, ela não se eximiu do papel de Igreja de Cristo, Igreja esta que tem a incumbência e o dever de anunciar aos homens um Reino de justiça e paz. Numa justiça, portanto, que é geradora e promotora de vida e dignidade.

Somos católicos, e o povo católico não deve inibir-se diante de situações que abalam a fé e dignidade da pessoa humana, no caso, a desvalorização à vida em sua concepção. A vida deve ser dignificada da concepção à sua morte natural.

Um jovem da ala esquerda marxista ao escrever um artigo contra a posição da Igreja católica diz que: “O embrião ainda não é considerado vida”. No entanto, ao dar prosseguimento ao desenvolvimento de seu pensamento, diz que “as células-tronco embrionárias podem dar vida a outras pessoas”. Pobre argumento, que sem perceber a qualidade das premissas de seu argumento, afirmou que no embrião há vida.

Todos têm direito de pensar, de opinar, de decidir, de sonhar. A igreja católica conhecendo o amor de Deus, que gera vida, quer que a humanidade, e, em especial, a sociedade brasileira seja defensora de vida. Por isso, como lema, a CF-2008 pede-nos: “Escolhe, pois, a vida!” (Dt 30, 19b), não uma vida mesclada pela ignorância, arrogância e insensibilidade do coração humano, mas uma vida amada em sua totalidade.

(Texto Extraído do site www.catequisar.com.br)

quinta-feira, 19 de março de 2009

Música - Sem Você - Rosa de Sarón

Show de bola a nova música do grupo católico Rosa de Sarón! Vale a pena conferir...(CLIQUE AQUI)

Olá Amigos, Paz e Bem

A partir desta data, estou disponibilizando um blog para quem gosta de compartilhar mensagens, textos, imagens, músicas e tudo que tem a ver com Deus e com o projeto Dele. Eu como Catequista ficarei muito feliz em ver que este blog estará, de alguma forma, nos unindo em torno de Cristo, pois este é o meu objetivo.

Um forte abraço do amigo

Roberto Garcia

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