sábado, 26 de fevereiro de 2011

Criticismo e Correção Fraterna

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Não julgueis e não sereis julgados !

Com esta expressão Criticismo não pretendemos aqui defender a doutrina de Kant (1724-1804) que, sustentando a impossibilidade de a razão ultrapassar o domínio da experiência, considera como problema básico da filosofia, não o ontológico ou do ser, mas o crítico ou das condições e valor do conhecer.

O que pretendemos expor com esta expressão de Criticismo é qualquer coisa a que se poderá chamar mais propriamente Corre ção Fraterna, ultrapassando raças, ideologias e inimizades.

Um cristão pode fazer Criticismo ou será a Correção Fraterna alguma atitude não cristã ?

Como poderemos classificar o Criticismo de João Batista quando convida ao arrependimento; ou o de São Paulo quando se insurge contra o culto dos deuses Atenienses ou, finalmente e sobretudo a atitude de Cristo ao expulsar os vendilhões do Templo ?

Não foram todas elas atitudes de amor e desejos de perdão ?

Em cada uma destas situações, os problemas devem ser considerados, tal como foram diretamente dirigidos.

          Não podem ser desvirtuados nem encarados à maneira da avestruz que esconde a cabeça debaixo das asas. Aquela Correção era necessária. Todavia pode acontecer que haja caminhos bons e caminhos maus de Correção para que ela seja realmente Fraterna.

São Paulo dá o tom quando avisa que  é  preciso Corrigir com verdade e amor :

- “Praticando a verdade, cresceremos em todas as coisas pela caridade n’Aquele que é a Cabeça, o Cristo”. (Ef.4,15).

         E São Mateus diz :

        - “Não julgueis e não sereis julgados, pois conforme o juízo com que julgardes, assim sereis julgados; e, com a medida com que medirdes, assim sereis medidos”.(Mt.7,1)

Para fazer uma verdadeira Correção Fraterna podemos considerar alguns pontos essenciais :

1) Corrigir a tempo e oportunamente.  Algumas vezes se erra por ir antes do tempo, mas outras vezes pode já ser tarde demais.

2) Tentar corrigir uma coisa de cada vez. Embora haja muito a corrigir, tentar fazer tudo de uma vez, não é aconselhável e traz muita confusão. Normalmente uma Correção é um trabalho muito lento.

3) Começar por corrigir o que for mais fácil para a pessoa. Se começar pelo mais difícil, vai levar muito tempo a chegar ao mais fácil, o que leva a desanimar. Pequenas vitórias ajudam a construir uma vitória maior.

4) Fazer a correção em forma de pergunta ou de sugestão, se for possível. Como sugestão, torna-se mais fácil porque se faz diálogo e, no diálogo, melhor se aceitam as razões que houver e delas se parte mais facilmente para a correção. Autoritariamente, invocando direitos ou pergaminhos, não se vai muito longe.

5) Evitar as Generalizações.  É antipedagógico o dizer, por exemplo assim : - Fazes sempre o mesmo; Nunca fazes como eu te digo... É que isto nem sempre é  verdade e o exagero é desconfortante e pode gerar a revolta.

6) Lembrarmo-nos que o outro também é humano. Por vezes há certos caminhos de Correção em que se perde de todo o sentido da humanidade dos outros, invocando princípios de outra ordem como, religiosos, familiares, sociais, etc.

7) Fazer sentir que a correcção é uma atitude em que se pretende ajudar. E para ajudar é necessário que o outro sinta a necessidade e a força da ajuda. Há que mostrar uma atitude de amor e de carinho como as circunstâncias o inspirem e aceitem.

8) Antes de fazer seja o que for é preciso primeiro saber ouvir o próprio. Mesmo quando temos outras informações ou nós mesmos fomos testemunhas, é sempre necessário ouvir tudo da boca de quem julgamos culpado. Um erro nestas circunstâncias pode até ser um mal irreparável, por se perder a confiança.

9) Devemos saber nos colocar no lugar do outro. Como nós gostaríamos de ser tratados assim devemos procurar tratar os outros, embora com as adaptações sempre necessárias e oportunas. De outro modo, falta-nos a autoridade se somos réus dos mesmos defeitos.

10) Fazer da correção fraterna um exercício espiritual. Em última análise quando se procura fazer a Correção Fraterna deve se ter em mente, um crescimento de ordem espiritual, o que é uma motivação de maior valor e merecimento. Neste caso tem um valor extraordinário o nosso exemplo de vida espiritual, de oração e de Sacramentos, porque só assim haverá o que disse São Paulo : Verdade e amor.

        Seguindo estes princípios de correção fraterna, mais facilmente podemos transformar um inimigo num amigo, num gesto de muito amor e de muita humildade.

John Nascimento

Texto enviado pelo Catequista Bruno Velasco

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