sábado, 19 de novembro de 2016

Encerramento da Catequese

Então, hoje foi o último encontro da nossa turminha de Catequese!

Foram 2 anos de uma convivência muito rica, onde pudemos aprender muita coisa juntos e conquistamos uma uma amizade que, com certeza, será para a vida toda!!!

Foi maravilhoso ter passado este tempo com vocês! Que Deus conduza sempre seus passos e que possamos manter firme esta chama no coração de vocês… E eu estarei sempre aqui, para ajudar e orientar vocês sempre que precisarem!

Amo vocês!!!

Nossa úlltima foto juntos - 16/11/2016

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Entrega do Creio - 19.06.2016 (24)

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terça-feira, 21 de junho de 2016

Sim, eu Creio!

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No último domingo, 19/06, as crianças da Eucaristia 2 da nossa comunidade receberam a Oração do Creio, como sinal de nosso comprometimento e de nossa fé na Santa Igreja Católica... Dando assim mais um passo importante para o processo da Iniciação à Vida Cristã.

 

A minha turminha de 11 catequizandos se fez presente neste momento tão significativo para nossa caminhada na Catequese; foi muito bom ver todos eles, juntamente de suas famílias, participando, rezando e afirmando: Sim, eu Creio!!!

Que possamos viver esse “Creio” sempre em nossa vida, louvando, bendizendo e adorando nosso Senhor Jesus!

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CREIO

sexta-feira, 3 de junho de 2016

E a nossa Pastoral Virtual da Catequese está de Aniversário!!!

Há 5 anos se formava um grupo disposto a divulgar o Evangelho a todos os lugares, como Jesus pede em Mc 16, 15. Só que usando a Internet como ferramenta... 
E o resultado disso foi uma grande e feliz parceria! O que parecia utopia, provou ser algo concreto e possível de se realizar. Hoje, sómos um grupo tão unido, que a nossa amizade supera a barrera da distância. Gravatái, fica perto do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Fortaleza... Bastão alguns cliques, para que possamos espalhar a boa nova no outro lado do Brasil (quiçá, do outro lado do mundo!). 

Que Jesus Cristo continue nos abençoando e nos capacitando para que o grupo dos Catequistas Unidos permaneça junto, forte, atuante na busca por semear a Palavra a todos os povos!!! Shalom!!!



Catequese do Papa sobre o valor da humildade - 01/06/16

brasão do Papa Francisco
CATEQUESE Praça São Pedro – Vaticano Quarta-feira, 1º de junho de 2016
Boletim da Santa Sé
  Tradução: Jéssica Marçal

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Quarta-feira passada ouvimos a parábola do juiz e da viúva, sobre a necessidade de rezar com perseverança. Hoje, com outra parábola, Jesus quer nos ensinar qual é a atitude correta para rezar e invocar a misericórdia do Pai; como se deve rezar; a atitude correta para rezar. É a parábola do fariseu e do publicano (cfr Lc 18, 9-14).

Ambos os protagonistas vão ao templo para rezar, mas agem de modos muito diferentes, obtendo resultados opostos. O fariseu reza “estando de pé” (v.11), e usa muitas palavras. A sua é, sim, uma oração de agradecimento dirigida a Deus, mas na realidade é uma exposição dos próprios méritos, com sentido de superioridade para com os “outros homens”, qualificados como “ladrões, injustos, adúlteros”, como, por exemplo, – e aponta aquele outro que estava ali – “este publicano” (v. 11). Mas o problema está justamente aqui: aquele fariseu reza a Deus, mas na verdade olha para si mesmo. Reza para si mesmo! Em vez de ter diante dos olhos o Senhor, tem um espelho. Mesmo encontrando-se no templo, não sente a necessidade de se prostrar diante da majestade de Deus; está de pé, se sente seguro, como se fosse ele o patrão do templo! Ele elenca as boas obras realizadas: é irrepreensível, observador da lei além do devido, jejua “duas vezes na semana” e paga o dízimo de tudo aquilo que possui. Em suma, mais que rezar, o fariseu se congratula da própria observação dos preceitos. No entanto, a sua atitude e as suas palavras estão distantes do modo de agir do falar de Deus, que ama todos os homens e não despreza os pecadores. Ao contrário, aquele fariseu despreza os pecadores, também quando aponta o outro que está ali. Em resumo, o fariseu que se diz justo negligencia o mandamento mais importante: o amor por Deus e pelo próximo.

Não basta, portanto, nos perguntarmos quanto rezamos, devemos também nos perguntar como rezamos, ou melhor, como é o nosso coração: é importante examiná-lo para avaliar os pensamentos, os sentimentos, e erradicar arrogância e hipocrisia. Mas eu pergunto: pode-se rezar com arrogância? Não. Pode-se rezar com hipocrisia? Não. Somente devemos rezar colocando-nos diante de Deus assim como somos. Não como o fariseu que rezava com arrogância e hipocrisia. Somos todos tomados pelo frenesi do ritmo cotidiano, muitas vezes à mercê das sensações, atordoados, confusos. É necessário aprender a reencontrar o caminho rumo ao nosso coração, recuperar o valor da intimidade e do silêncio, porque é ali que Deus nos encontra e nos fala. Somente a partir dali podemos, por nossa vez, encontrar os outros e falar com eles. O fariseu se encaminhou ao templo, está seguro de si, mas não percebe ter perdido o caminho do seu coração.

O publicano, em vez disso – o outro – apresenta-se no templo com alma humilde e arrependido: “parado à distância, não ousava nem mesmo levantar os olhos ao céu, mas batia no peito” (v. 13). A sua oração é brevíssima, não é tão longa como aquela do fariseu: “Ó Deus, tenha piedade de mim pecador”. Nada mais. Bela oração! De fato, os coletores de impostos – dito apenas “publicanos” – eram considerados pessoas impuras, submetidos aos dominadores estrangeiros, eram mal vistos pelo povo e, em geral, associados aos “pecadores”. A parábola ensina que se é justo ou pecador não pela própria pertença social, mas pelo modo de se relacionar com Deus e pelo modo de se relacionar com os irmãos. Os gestos de arrependimento e as poucas e simples palavras do publicano testemunham a sua consciência acerca da sua mísera condição. A sua oração é essencial. Age com humildade, seguro somente de ser um pecador necessitado de piedade. Se o fariseu não pedia nada porque já tinha tudo, o publicano só pode implorar a misericórdia de Deus. E isso é belo: implorar a misericórdia de Deus! Apresentando-se de “mãos vazias”, com o coração nu e se reconhecendo pecador, o publicano mostra a todos nós a condição necessária para receber o perdão do Senhor. No fim, justamente ele, tão desprezado, se torna um ícone do verdadeiro crente.

Jesus conclui a parábola com uma sentença: “Eu vos digo: estes – isso é, o publicano – diferente do outro, voltou pra sua casa justificado, porque aquele que se exalta será humilhado, quem, em vez disso, se humilha será exaltado” (v. 14). Destes dois, quem é o corrupto? O fariseu. O fariseu é justamente o ícone do corrupto que finge rezar, mas só consegue se vangloriar diante de um espelho. É um corrupto e finge rezar. Assim, na vida, quem acredita ser justo e julga os outros e os despreza, é um corrupto e um hipócrita. A soberba compromete cada boa ação, esvazia a oração, afasta de Deus e dos outros. Se Deus prefere a humildade não é para nos lamentarmos: a humildade é, em vez disso, condição necessária para ser levantado por Ele, de forma a experimentar a misericórdia que vem encher os nossos vazios. Se a oração do soberbo não alcança o coração de Deus, a humildade do miserável o escancara. Deus tem uma fraqueza: a fraqueza pelos humildes. Diante de um coração humilde, Deus abre totalmente o seu coração. É esta humildade que a Virgem Maria exprime no cântico Magnificat: “Olhou para a humildade da sua serva […] de geração em geração a sua misericórdia para aqueles que o temem” (Lc 1, 48. 50). Que ela nos ajude, nossa Mãe, a rezar com coração humilde. E nós repitamos por três vezes, aquela bela oração: “Ó Deus, tenha piedade de mim pecador”.

domingo, 29 de maio de 2016

Os Catequistas Unidos estão em festa!!!

No próximo dia 03 de junho o grupo Catequistas Unidos estará comemorando seu 5º aniversário. 
Como parte dessa comemoração, preparamos um vídeo para que você possa conhecer um pouco da nossa ação de Evangelização... Vamos assistir???

 

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Qual a origem da festa de Corpus Christi?

A Festa de “Corpus Christi” é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas. Nesta festa os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.

A Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia.

Aconteceu que quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, ocorreu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia.
O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.

Em 11/08/1264 o Papa aprovou a Bula “Transiturus de mundo”, onde prescreveu que na 5ª feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor. São Tomás de Aquino foi encarregado pelo Papa para compor o Ofício da celebração. O Papa era um arcediago de Liège e havia conhecido a Beata Cornilon e havia percebido a luz sobrenatural que a iluminava e a sinceridade de seus apelos.

Em 1290 foi construída a belíssima Catedral de Orvieto, em pedras pretas e brancas, chamada de “Lírio das Catedrais”. Antes disso, em 1247, realizou-se a primeira procissão eucarística pelas ruas de Liège, como festa diocesana, tornando-se depois uma festa litúrgica celebrada em toda a Bélgica, e depois, então, em todo o mundo no séc. XIV, quando o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial.

Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.

Todo católico deve participar dessa Procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois é a única onde o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade. Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do Senhor que vem visitar o seu povo.
Começaram assim as grandes procissões eucarísticas, as adorações solenes, a Bênção com o Santíssimo no ostensório por entre cânticos. Surgiram também os Congressos Eucarísticos, as Quarenta Horas de Adoração e inúmeras outras homenagens a Jesus na Eucaristia. Muitos se converteram e todo o mundo católico.
 
Eucaristia: Presença real de Jesus no pão e no vinho consagrados
Todos os católicos reconhecem o valor da Eucaristia. Podemos encontrar vários testemunhos da crença da real presença de Jesus no pão e vinho consagrados na missa desde os primórdios da Igreja.

Mas, certa vez, no século VIII, na freguesia de Lanciano (Itália), um dos monges de São Basílio foi tomado de grande descrença e duvidou da presença de Cristo na Eucaristia. Para seu espanto, e para benefício de toda a humanidade, na mesma hora a Hóstia consagrada transformou-se em carne e o Vinho consagrado transformou-se em sangue. Esse milagre tornou-se objeto de muitas pesquisas e estudos nos séculos seguintes, mas o estudo mais sério foi feito em nossa era, entre 1970/71 e revelou ao mundo resultados impressionantes:

A Carne e o Sangue continuam frescos e incorruptos, como se tivessem sido recolhidos no presente dia, apesar dos doze séculos transcorridos.

O Sangue encontra-se coagulado externamente em cinco partes; internamente o sangue continua líquido.

Cada porção coagulada de sangue possui tamanhos diferentes, mas todas possuem exatamente o mesmo peso, não importando se pesadas juntas, combinadas ou separadas.

São Carne e Sangue humanos, ambos do grupo sanguíneo AB, raro na população do mundo, mas característico de 95% dos judeus.

Todas as células e glóbulos continuam vivos.

A carne pertence ao miocárdio, que se encontra no coração (e o coração sempre foi símbolo de amor!). 

Mesmo com esse milagre, entre os séculos IX e XIII surgiram grandes controvérsias sobre a presença real de Cristo na Eucaristia; alguns afirmavam que a ceia se tratava apenas de um memorial que simbolizava a presença de Cristo. Foi somente em junho de 1246 que a festa de Corpus Christi foi instituída, após vários apelos de Santa Juliana que tinha visões que solicitavam a instituição de uma festa em honra ao Santíssimo Sacramento. Em outubro de 1264 o papa Urbano IV estendeu a festa para toda a Igreja. Nessa festa, o maior dos sacramentos deixados à Igreja mostra a sua realidade: a Redenção.

A Eucaristia é o memorial sempre novo e sempre vivo dos sofrimentos de Jesus por nós. Mesmo separando seu Corpo e seu Sangue, Jesus se conserva por inteiro em cada uma das espécies. É pela Eucaristia, especialmente pelo Pão, sinal do alimento que fortifica a alma, que tomamos parte na vida divina, nos unindo a Jesus e, por Ele, ao Pai, no amor do Espírito Santo. Essa antecipação da vida divina aqui na terra mostra-nos claramente a vida que receberemos no Céu, quando nos for apresentado, sem véus, o banquete da eternidade.

O centro da missa será sempre a Eucaristia e, por ela, o melhor e o mais eficaz meio de participação no divino ofício. Aumentando a nossa devoção ao Corpo e Sangue de Jesus, como ele próprio estabeleceu, alcançaremos mais facilmente os frutos da Redenção!

 Prof. Felipe Aquino

domingo, 22 de maio de 2016

Santa Rita de Cássia

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O nascimento

Santa Rita nasceu em um pequeno povoado chamado Roccaporena, situado na região de Cássia, na Província da Úmbria, no centro da Itália. Na Úmbria nasceram muitos filhos ilustres, entre eles São Francisco de Assis, São Bento e Santa Clara, além de Santa Rita.

Os pais de Santa Rita, Antônio Mancini e Amata Ferri, formavam um casal exemplar e eram conhecidos pelos seus concidadãos como "pacificadores de Jesus Cristo". Gozavam de imenso prestígio e autoridade no meio daquela gente por causa de suas virtudes. Sua ocupação diária era visitar os vizinhos mais necessitados levando a eles ajuda espiritual e material.

Para que sua felicidade fosse completa, porém, faltava ao casal um filho que estreitasse ainda mais seu amor. Apesar da idade avançada de Amata, eles não deixaram de confiar em Deus e foi assim que o Senhor atendeu às suas preces: conta a história que um anjo apareceu à ela e lhe revelou que daria à luz uma menina que seria a admiração de todos pois fora escolhida por Deus para manifestar a todos os seus prodígios.

Em 1381 nasceu esta admirável criatura que foi batizada em Santa Maria dos Pobres, em Cássia, porque o pequeno povoado de Roccaporena somente passou a ter uma pia batismal em 1720. O nome de Rita, diminutivo de Margarida (Margherita, em italiano) foi revelado pelo anjo, e com esse nome a Santa se tornou conhecida para sempre.

Quando Antônio e Amata iam trabalhar nos campos, colocavam sua filhinha em um cestinho de vime que levavam consigo e abrigavam-na à sombra das árvores.

Um dia, enquanto lavradores e pássaros cantavam em uníssono, a criança sonhava com os olhos voltados para o céu azul. Foi quando um grande enxame de abelhas brancas a envolveu fazendo um zumbido especial. Muitas delas entravam em sua boca e aí depositavam mel, sem a ferroar, como se não tivessem ferrões. Nenhum gemido da criança aconteceu para chamar a atenção de seus pais; ao contrário, a pequena Rita dava gritinhos de alegria.

Enquanto isso, um lavrador que estava próximo feriu-se com uma foice recebendo um grande talho na mão direita. Dirigindo-se imediatamente para Cássia a fim de receber os necessários cuidados médicos, ao passar perto da criança viu as abelhas que sumbiam ao redor de sua cabeça. Parou e agitou as mãos para livrá-la do enxame. No mesmo instante, sua mão parou de sangrar e o ferimento se fechou. Ele deu gritos de surpresa, o que chamou a atenção de Antônio e Amata que correram ao local. O enxame, por poucos instantes disperso, voltou ao seu lugar e mais tarde, quando Rita foi para o mosteiro de Cássia, as abelhas ficaram nas paredes do jardim interno.

Este fato é relatado por todos os biógrafos da Santa e transmitido pelas tradições e pinturas que a ele se referem. A Igreja, tão exigente para aceitar as tradições, insere esta circunstância nas lições do Breviário. Tendo atribuído o nascimento de Rita a um milagre, seus pais também atribuíram este acontecimento a um prodígio divino.

Infância e juventude

Rita era para seus pais um precioso dom concedido à fé e às orações, e assim eles se esmeraram em educar a sua filha nos sentimentos religiosos. Analfabetos, procuravam transmitir à criança seus conhecimentos da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Santa Virgem Maria e dos santos populares.

Apenas chegara à idade da razão e apareceram em Rita os primeiros sinais de virtude que, sob influência da graça divina, desenvolveram-se em sua bela alma.

Rita era um anjo, dócil, respeitosa e obediente para com seus velhos pais, a quem amava com delírio. Os ensinamentos que seus pais lhe davam levaram-na a decidir, aos 8 anos de idade, a consagrar a sua virgindade a Jesus, esposo das virgens.

Gostava tanto da vida retirada que seus pais lhe permitiram ter um oratório dentro de casa; alí passava os dias meditando no amor de Jesus e purificando seu inocente corpo com penitências.

Aos 16 anos já pensava no modo de confirmar definitivamente sua consagração a Jesus Cristo por meio dos votos perpétuos. Rita chegou a pedir, de joelhos, licença para entrar no convento. Seus pais, porém, com a idade avançada, guiados pelo amor natural e não querendo deixá-la só neste mundo, resolveram casá-la com um jovem que pedira sua mão. Não se sabe exatamente qual a idade de Rita nessa época. Certos autores dizem que ela tinha 18 anos.

Que lutas e que dores para o coração dessa jovem! Ela se via ntre o amor à virgindade e a obediência devida a seus pais. Não tinha coragem de dar a um homem o coração que desde a infância consagrara a Deus e, por outro lado, causavam-lhe piedade seus velhos pais, muito idosos, aos quais se acostumara a obedecer nas mínimas coisas.

Esposa e mãe

O jovem que pedira a mão de Rita era Paulo Fernando, descrito como um homem pervertido, de caráter feroz e sem temor a Deus, com o qual não se podia discutir e que seria capaz de provocar um verdadeiro escândalo se Rita e seus pais não consentissem nesse casamento. Foi assim que Rita se viu obrigada a esse casamento.

Quanto padeceu ela no longo período de 18 anos que viveu com seu esposo! Injuriada sem motivo, não tinha uma palavra de ressentimento; sem os direitos que à ela cabiam, não se queixava e era tão obediente que nem à Igreja ia sem a permissão de seu brutal marido.

A mansidão, a docilidade e prudência da esposa, porém, suavizaram aquela rude impetuosidade, conseguindo transformar em manso cordeiro aquele leão furioso. Fernando não pôde resistir a tanta abnegação e mudou completamente de vida, tornando-se um marido respeitoso.

Rita sentia-se muito feliz por ver o seu marido convertido ao bom caminho. Não se cansava de dar graças a Deus por tamanho benefício. Sentia-se feliz por educar nos princípios da religião os dois filhinhos que o céu lhe dera: João Tiago e Paulo Maria.

Mas durou pouco tempo aquela felicidade de esposa e mãe! Quando menos esperava tudo mudou, e de um modo muito violento e trágico: seu marido foi ferozmente assassinado pelos inimigos que fez em sua vida de violência. Rita tomou todas as providências para um sepultamento digno para seu marido, multiplicando suas orações e penitências em sufrágio da sua alma. Praticou, ainda, o supremo ato heróico de perdoar os seus assassinos.

Refeita da primeira dor causada pela morte do marido, a piedosa mulher concentrou toda sua atenção e solicitude em seus dois filhos. A mãe atenta percebia que os dois jovens apresentavam sintomas de desejos de vingança, o que ela não podia aceitar. Rita percebeu que seus filhos não mais a escutavam com a mesma docilidade e que a voz do sangue os arrastaria mais tarde ao mal.

Quando se viu em tal situação, a mãe dedicada tomou uma resolução heróica e pediu a Jesus Crucificado que levasse os seus filhos inocentes se fosse humanamente impossível evitar que se tornassem criminosos.

Um após outro caíram doentes os meninos e Rita os tratou com o máximo cuidado, velando para que nada lhes faltasse e procurando todos os remédios necessários para lhes conservar a vida, mesmo à custa dos maiores sacrifícios.

Sabia que era seu dever socorrê-los e queria cumprir generosamente esse dever. Os meninos morreram. Foi breve o intervalo da morte de um e do outro. Eles morreram cerca de um ano depois da morte do pai. Rita depositou os corpos de seus filhos ao lado de seu marido e ficou só no mundo; só, mas com seu Deus.

Em busca do antigo sonho

Desligada dos laços do matrimônio e dos cuidados maternais pela morte do esposo e dos filhos, Rita passou a se dedicar com afinco à prática das virtudes, às obras de caridade e à oração. A caridade para com o próximo era inesgotável. Não se contentando em dar o que tinha, trabalhava com suas próprias mãos para poder fazer mais. E convidava suas amigas e conhecidas para que fizessem o mesmo.

Tudo isto, porém, não bastava para aquela alma inflamada pelo amor divino. Em seus sonhos de menina, Rita sempre tinha aspirado ao claustro como a um asilo de paz para sua alma. Quando ia à cidade, ao passar diante das portas dos mosteiros onde teria podido servir a Deus com todas as suas forças, parecia-lhe que uma força interior e poderosa a atraía e ela experimentava uma santa inveja das virgens que ali estavam encerradas.

Mas, que abismo entre os seus primeiros anos e seu estado atual! Embora a voz que a chamava ao estado religioso continuasse forte, poderosa e insistente, Rita sabia que não podia mais levar o frescor virginal de sua vida de menina e achava-se indigna de viver entre as virgens consagradas a Deus. Rita encorajou-se, porém, e resolveu fazer uma tentativa.

Bateu à porta do convento das agostinianas de Santa Maria Madalena e expôs à superiora o seu ardente desejo. Seu aspecto humilde e piedoso causou excelente impressão na religiosa; mas o convento, que somente recebia jovens solteiras, jamais havia aberto suas portas para uma viúva, e a pobre mulher se viu rejeitada. Imaginem em que estado de alma Rita voltou a Roccaporena!

Ela continuou com suas orações, suas mortificações, suas boas obras e, tendo retomado a confiança, voltou ainda por duas vezes à porta do mosteiro de Santa Maria Madalena, sofrendo duas novas rejeições. Rita se abandonou à vontade de Deus, recomendando-se mais do que nunca a seus santos protetores.

Quando Deus a viu perfeitamente resignada e confiante, teve compaixão dela e, uma noite, quando estava em oração, ouviu chamar: "Rita! Rita!". Ela não viu ninguém e, pensando ter se enganado, voltou às suas orações. Mas, pouco depois, ouviu novamente: "Rita! Rita!". Desta vez, teve a certeza de que não se enganara. Levantando-se, abriu a porta e foi à rua. Eram 3 homens e Rita não tardou a reconhecê-los: eram seus protetores São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino, que a convidaram para segui-los.

Em êxtase, como num sonho, ela os seguiu e em pouco tempo estava em Cássia, diante do convento de Santa Maria Madalena. As religiosas dormiam e a porta estava bem trancada. A mesma porta que por três vezes se fechara diante dela, a porta que lhe era a entrada do paraíso terrestre. Era impossível abrir essa porta por meios humanos, mas os santos que Deus enviara para acompanhá-la fizeram com que Rita se encontrasse no interior do mosteiro.

Quando as religiosas desceram para se reunir no coro, ficaram estupefatas ao encontrar a santa mulher que tinha sido insistentemente rejeitada. Como entrara ela, se o mosteiro estava completamente fechado e não havia sinal algum de abertura ou arrombamento? As freiras se impressionaram com o relato que Rita fez do acontecido e, diante de um milagre tão estupendo, reconheceram os desígnios de Deus e admitiram jubilosas em sua companhia aquela criatura que era mais angelical que humana.

A vida no convento

A primeira coisa que Rita fez, ao ser admitida no convento, foi repartir entre os pobres todos os bens que possuía. Livre dos empecilhos terrenos, admirável era a sua obediência, profunda era a sua humildade, grandes eram as suas mortificações e penitências.

Para colocar à prova a obediência da noviça, a superiora do convento ordenou-lhe que regasse de manhã e à tarde um galho seco, provavelmente um ramo de videira ressequido e já destinado ao fogo. Rita não ofereceu dificuldade alguma, e de manhã e de tarde, com admirável simplicidade, cumpria essa tarefa, enquanto as irmãs a observavam com irônico sorriso. Isso durou cerca de um ano, segundo certas biografias da santa.

Um belo dia as irmãs se assombraram: a vida reapareceu naquele galho ressequido, surgiram brotos, apareceram folhas e uma bela videira se desenvolveu maravilhosamente dando a seu tempo deliciosas uvas. E essa videira, velha de vários séculos, ainda hoje está viçosa no convento.

Em 1443 veio à Cássia para pregar a Quaresma São Tiago de La Marca. O sermão da paixão de Nosso Senhor sensibilizou profundamente Rita que havia comparecido junto com as outras religiosas para ouvir a pregação.

Santa Rita de CássiaVoltando ao convento, profundamente emocionada com o que ouvira, prostrou-se diante da imagem do crucifixo que se achava em uma capela interior e suplicou ardentemente a Jesus que lhe concedesse participar de suas dores. E eis que um espinho se destacou da coroa do crucifixo, veio a ela e entrou tão profundamente em sua testa que a fez cair desmaiada e quase agonizante. Quando voltou a si, a ferida lá estava atestando o doloroso prodígio.

Enquanto as chagas de São Francisco e de outros santos tinham a cor do sangue puro e não eram repugnantes, a de Rita se converteu numa ferida purulenta e fétida, de maneira que a pobre vítima, para não empestear a casa, teve de ser recolhida a uma cela distante onde uma religiosa lhe levava o necessário para viver. Ela suportou a ferida durante 15 anos.

Em 1450 foi celebrado o jubileu em toda a Cristandade e como algumas irmãs estavam se preparando para ir a Roma, Rita manifestou um ardente desejo de as acompanhar, mas seu estado de saúde estava se agravando devido à ferida que o espinho havia deixado em sua testa.

Sendo assim as irmãs acharam que Rita não deveria ir. Então ela pediu a Deus para a ferida desaparecer e foi mais uma vez atendida e conseguiu acompanhar as irmãs agostinianas a Roma, com grande proveito para sua alma. Mas logo que voltou da viagem a ferida reapareceu e também uma enfermidade incurável que lhe causava um grande sofrimento.

Incapaz de se alimentar durante os últimos dias de sua vida, Rita alimentava-se apenas da Santa Comunhão. Em meio às dores que castigavam seu corpo ela conservava a alegria do espírito e um sorriso encantador brilhava constantemente em seu rosto.

A morte de Santa Rita

No último período de sua vida aconteceu um fato que era a prova do carinho que Deus dispensava à sua Serva. Durante um rigoroso inverno, pessoas de Rocaporena descobriram na horta de Rita uma roseira coberta de lindas rosas e uma figueira com frutos maduros e saborosos. Rita ficou feliz com esta maravilhosa notícia e sentiu-se profundamente consolada e louvava cada vez mais a Deus.

Explicam esses fatos o piedoso costume de enfeitarem a imagem da Santa, particularmente no dia de sua Festa, com rosas, figos, cachos de uvas e abelhas. A Santa Igreja mesma parece querer perpetuar o milagre das rosas aprovando a Bênção das Rosas que se faz no dia da Festa ou no dia 22 de cada mês, para alívio dos enfermos.

A doença da Santa estava cada dia piorando e as dores tinham se tornado insuportáveis. Com orações e santas aspirações ela se preparou para receber os sacramentos finais e entre expressões de amor a Jesus e Maria sua alma se libertou dos vínculos que a prendiam à terra. Finalmente, com mais de 70 anos de idade e 40 de vida religiosa, faleceu Santa Rita em Cássia no velho Convento das Agostinianas no dia 22 de maio de 1457, recheada com visões celestiais e depois de ter recebido com muita piedade os últimos sacramentos.

Neste momento mãos invisíveis tangeram os sinos do convento e da vila de Cássia entoando um hino triunfal das esposas eternas, convidando a comunidade e a população para fazer um coro na glorificação da alma daquela que viveu e morreu na santidade.

A morte de Rita foi acompanhada de muitos milagres. Na cela onde ela faleceu apareceu uma luz de grande esplendor e um perfume especial se fez sentir em todo o mosteiro. A ferida do espinho, antes de aspecto repugnante tornou-se brilhante, limpo e da cor de rubi. Centenas de pessoas compareciam ao convento para ver a "Santa" cujo cadáver ficou em exposição além do tempo legal. As religiosas cantavam hinos de agradecimento a Deus por ter exaltado no céu e na terra sua serva.

Beatificaçao e canonização

O culto à bem aventurada da vila de Cássia rapidamente se estendeu sobre a Itália e as nações de Portugal e Espanha, onde por causa dos milagres obtidos por sua intercessão o povo lhe deu o nome de " Santa das Causas Impossíveis".

Em 1628 Urbano VIII lavrou o decreto de beatificação da Santa com um especial indulto do Papa Bento XIII de 1727.

Muitos contratempos fizeram com que se protelasse a canonização, que só aos 24 de Maio de 1900 se realizou sob o pontificado de Leão XIII. Contudo, já em 1577 se erguia em Cássia uma igreja à Santa das causa desesperadas e impossíveis.

Muitos contratempos fizeram com que se protelasse a canonização, que só aos 24 de Maio de 1900 se realizou sob o pontificado de Leão XIII. Contudo, já em 1577 se erguia em Cássia uma igreja à Santa das causa desesperadas e impossíveis.

domingo, 15 de maio de 2016

A volta dos Catequistas Unidos!!!

SeloCatequistasUnidos

O ano era 2011… um apanhado de Catequistas de várias partes do Brasil, liderados pela Cláudia, do blog Catequese na Net, se reunem (virtualmente) e criam o grupo “Catequistas Unidos”!

Mas, qual seria o objetivo desse grupo?

Todos nós, além de sermos Catequistas, utilizávamos Blogs para evangelizar também pela Web… Então, resolvemos unir forças por meio desse grupo, para divulgar a Boa Nova com mais força, com mais intensidade. E deu muito certo!

Mas, o que tinha tudo para ser apenas um grupo de blogueiros catequistas, acabou gerando amizades, que apesar de serem apenas via internet, se mostraram verdadeiras e sinceras… Uma coisa que lembro com muito carinho desse grupo é que fizemos até um amigo secreto, acreditam??? em dezembro daquele mesmo ano, foi uma festa!!! presentes indo de um lado para o outro do Brasil!!! A minha amiga secreta foi a Clécia, do blog Catequese Caminhando, e mandei meu presente lá para Feira de Santana, na Bahia… e quem me tirou foi a Angela, do Blog Nos Passos de Jesus, que me enviou 2 livros e um CD como presentes lá de Santa Teresa, no Espírito Santo (Ah, e guardo ainda os presentes com muito carinho viu???).

Porém, infelizmente, depois de um tempo nós fomos “esfriando” o grupo… A vida foi nos levando para várias direções diferentes e o grupo acabou ficando para trás… Claro que a maioria de nós continuava com sua missão de Catequistas, mas não conseguiamos mais dar seguimento no grupo…

Maaaaas, hoje, com grande alegria anuncio que o nosso grupo está voltando a ativa… e com força total!!!

A data de hoje é propícia para esse retorno; Comemoramos a Solenidade de Pentecostes, a festa do Espírito Santo; e nutridos deste espírito é que vamos dizendo SIM a nossa vocação. Como diz Jesus no Evangelho de hoje (Jo 20, 19-23): “Como o Pai me enviou, também eu vos envio…”!

Se Ele nos envia, devemos aceitar nossa Missão com alegria, pois divulgamos a Boa Nova em nome dele.

Outro motivo para me alegrar é que hoje também comemoro meu aniversário! 34 anos! Puxa, tô ficando velho, rsrsrsr… Peço que Deus esteja sempre comigo em minha caminhada, me dando forças para sempre seguir em frente, independente das dificuldades que eu encontrar pelo caminho!

Ah, vamos dar uma olhadinha nos Blogs que estão retomando a caminhada do grupo “Catequistas Unidos”? Basta clicar no nome do blog para acessá-lo:

* Blog do Catequista Roberto (Roberto Garcia)

* Catequese com Crianças (Jonathan Cruz)

* Catequese Kids (Layse Bispo)

* Catequese na Net (Cláudia de Jesus Pinheiro)

* Catequista Wania (Wania Dias)

* Catequizando com Amor (Érica Magro Pires)

* Catequizando com Jesus (Patrícia Bonot)

* Jardim da Boa Nova (Késia Lima)

* Nos Passos de Jesus (Angela Rassele Corteletti)

* Semeando Paz (Sheila Jorge)

* Sou Catequista de IVC (Imaculada Cintra)

* Tia Paula (Ana Paula Brito Generoso)

* Vinde Todos Evangelizar (Silvanety Gonçalves Martins David)

Aos poucos outros catequistas vão aderindo ao grupo e nós iremos divulgando seus blogs…

Que a Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos e que o Espírito Santo, que desce como fogo, nos abençoe e nos guarde em nome do Pai + do Filho + e do Espírito + Santo. Amém!

sábado, 16 de abril de 2016

2º Encontro de Catequese - 16/04/2016

Hoje o nosso encontro de Catequese teve como tema “O Tempo e a Terra de Jesus”.

Fizemos a leitura de Lc 2,1-7, que nos fala sobre o decreto do imperador Augusto, que ordena que seja feito um recenseamento em todo o seu império, o que fez José ter que se deslocar juntamente com Maria, que estava grávida de Jesus, até sua cidade natal, Belém, para fazer seu registro.

Depois de conversar um pouco sobre o texto e o que ele quis dizer para nós, localizamos a Terra de Jesus no Mapa Mundi e observamos a distância que fica do nosso País…

E logo depois fizemos uma atividade super legal, chamado “O Jogo das Palavras”. Dividimos a turma em duas equipes; Os cartões de cor rosa contiam perguntas sobre a terra no tempo de Jesus; os cartões de cor azul continham as respostas para essas perguntas.

A equipe pegava uma pergunta e depois tinha 1 minuto para encontrar a resposta. Foi muito divertido!!!

Até o encontro da semana que vem!!!

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Encontro de Catequese - 16.04 (15)

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domingo, 10 de abril de 2016

1º Encontro de Catequese–09/04/2016

Ontem, dia 09/04/2016, tivemos o 1º encontro de Catequese do ano da nossa turma de Eucaristia 2.

Depois de formações e reuniões com a equipe Arquidiocesana da Inciação à Vida Cristã, chegou a hora de colocarmos em prática o novo método catequético implantado nas Paróquias.

O que posso dizer é que foi ótima essa primeira experiência, pois a didática utilizada despertou o interesse nas crianças, aguçou a curiosidade e as fez participar mais do encontro.

Ontem, nós trabalhamos e refletimos sobre o leitura bíblica de Ap 3, 20-21, que fala sobre Jesus batendo em nossa porta, e que se O ouvirmos e abrirmos a porta, Ele entrará em nossa casa e cearemos juntos!

Esse texto nos fez refletir muito sobre como escutar as batidas na porta, como reconhecermos a presença Dele junto de nós e também que existem coisas e situações que às vezes nos impedem de escutar essas “batidas”.

Peço que o Espírito Santo ilumine nossa caminhada, e que possamos absorver todos os ensinamentos que a Palavra de Deus tem a nos oferecer e que possamos sempre estar dispostos a escutar as “batidas” de Jesus em nossa porta e que estejamos sempre dispostos a deixá-lo entrar. Amém!

Encontro de Catequese - 09.04

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domingo, 20 de março de 2016

A importância do Domingo de Ramos

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A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de Suas dores e humilhações

A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, porque celebra a entrada de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho – o símbolo da humildade – e aclamado pelo povo simples, que O aplaudia como “Aquele que vem em nome do Senhor”. Esse povo tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro de Betânia havia poucos dias e estava maravilhado. Ele tinha a certeza de que este era o Messias anunciado pelos profetas; mas esse mesmo povo tinha se enganado no tipo de Messias que Cristo era. Pensava que fosse um Messias político, libertador social que fosse arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.

Para deixar claro a este povo que Ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, mas o grande Libertador do pecado, a raiz de todos os males, então, o Senhor entra na grande cidade, a Jerusalém dos patriarcas e dos reis sagrados, montado em um jumentinho; expressão da pequenez terrena. Ele não é um Rei deste mundo! Dessa forma, o Domingo de Ramos dá o início à Semana Santa, que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras.

Esses ramos significam a vitória: “Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas”. Os ramos santos nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus, membros de Cristo, participantes da Igreja, defensores da fé católica, especialmente nestes tempos difíceis em que esta é desvalorizada e espezinhada. Os ramos sagrados que levamos para nossas casas, após a Missa, lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.

O sentido da Procissão de Ramos

O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rapidamente. E nos mostra que a nossa pátria não é neste mundo, mas sim na eternidade, que aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda da casa do Pai. A Missa do Domingo de Ramos traz a narrativa de São Lucas sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus: Sua angústia mortal no Horto das Oliveiras, o Sangue vertido com o suor, o beijo traiçoeiro de Judas, a prisão, os maus-tratos causados pelas mãos do soldados na casa de Anãs, Caifás; Seu julgamento iníquo diante de Pilatos, depois, diante de Herodes, Sua condenação, o povo a vociferar “crucifica-o, crucifica-o”; as bofetadas, as humilhações, o caminho percorrido até o Calvário, a ajuda do Cirineu, o consolo das santas mulheres, o terrível madeiro da cruz, Seu diálogo com o bom ladrão, Sua morte e sepultura.

Entrada “solene” de Jesus em Jerusalém

A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de Suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que O homenageou, motivada por Seus milagres, agora vira as costas a Ele e muitos pedem a Sua morte. Jesus, que conhecia o coração dos homens, não estava iludido. Quanta falsidade há nas atitudes de certas pessoas! Quantas lições nos deixam esse Domingo de Ramos! O Mestre nos ensina, com fatos e exemplos, que o Reino d’Ele, de fato, não é deste mundo. Que Ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas para derrubar um inimigo muito pior e invisível: o pecado. E para isso é preciso se imolar; aceitar a Paixão, passar pela morte para destruir a morte; perder a vida para ganhá-la. A muitos o Senhor Jesus decepcionou; pensavam que Ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas Ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre.

Muitos pensam: “Que Messias é esse? Que libertador é esse? É um farsante! É um enganador que merece a cruz por nos ter iludido”. Talvez Judas tenha sido o grande decepcionado. O Domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja e, consequentemente, a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei Sagrada de Deus, que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um Cristianismo “light”, adaptado aos seus gostos e interesses, e segundo as suas conveniências. Impera, como disse Bento XVI, “a ditadura do relativismo”. O Domingo de Ramos nos ensina que seguir o Cristo é renunciar a nós mesmos, morrer na terra como o grão de trigo para poder dar fruto, enfrentar os dissabores e ofensas por causa do Evangelho do Senhor. Ele nos arranca das comodidades e das facilidades, para nos colocar diante d’Aquele que veio ao mundo para salvá-lo.

segunda-feira, 14 de março de 2016

E começa o ano Catequético…

Ontem (13/03), na Catedral Metropolitana de Porto Alegre, cerca de 2.000 pessoas estiveram presentes para receber de Dom Jaime Spengler e de Dom Leomar Brustolin o envio para a Missão comunitária da Iniciação à Vida Cristã para o ano de 2016.

Após vários encontros de catequistas de todas as etapas para estudos e formações, chegou a hora de colocarmos a Missão que nos foi confiada a disposição da comunidade. Será um ano de muitos desafios e de muios aprendizados, pois iremos renovar a nossa forma de “ser Catequese”.

Que Deus abençoe nossos(as) Catequistas!!!

Catequistas da Rede presentes na Missa de Envio

sexta-feira, 4 de março de 2016

Catequese do Papa Francisco - A Igreja não precisa de dinheiro sujo

Falando de misericórdia e correção, Papa frisou que Deus corrige com amor, não quer sacrifícios; a Igreja não precisa de dinheiro sujo, disse como exemplo.

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O Papa Francisco dedicou a catequese desta quarta-feira, 2, ao tema “misericórdia e correção”. Ele falou de Deus como o pai que ama e, justamente por isso, corrige seus filhos quando necessário.

Mas o caminho da misericórdia divina é aquele da correção afetuosa, que deixa a porta aberta à esperança. Francisco explicou que Deus não quer sacrifícios rituais, mas sim indica o caminho da justiça; como diz o profeta Isaías, a Deus não agrada o sangue de touros e cordeiros, sobretudo se a oferta é feita com as mãos sujas com o sangue dos irmãos.

Nesse ponto, o Papa fez uma crítica a algumas pessoas que fazem doações à Igreja mas com “dinheiro sujo”. “Penso em alguns benfeitores da Igreja, com boas ofertas, mas esta oferta é fruto de tanta gente explorada, maltratada, escravizada com o trabalho mal pago. Eu digo a estas pessoas: levem de volta este cheque, queime-o. O povo de Deus, isso é, a Igreja, não precisa de dinheiro sujo, mas de corações abertos à misericórdia de Deus”.

O Pai afetuoso que não renega seus filhos

A reflexão da catequese veio da leitura do livro do profeta Isaías, em que Deus, como pai afetuoso e atento, dirige-se a Israel acusando-o de infidelidade e corrupção para levá-lo de volta ao caminho da justiça.

“Deus, mediante o profeta, fala ao povo com a amargura de um pai desiludido: fez os filhos crescerem e agora eles se rebelaram contra Ele”. Mas mesmo ferido, Deus deixa o amor falar e apela à consciência de seus filhos para que se regenerem, explicou o Papa. Essa é a missão educativa dos pais, fazer os filhos crescerem na liberdade, responsáveis, capazes de fazer obras boas para si e para os outros. Mas por causa do pecado, a liberdade se torna pretensão de autonomia e orgulho, ressaltou Francisco, e por isso Deus apela à consciência de seu povo.

“Deus nunca nos renega, nós somos o seu povo. O mais maldoso dos homens, a mais maldosa das mulheres, o mais maldoso dos povos são seus filhos. E esse é Deus: nunca nos renega! Diz sempre: ‘filho, vem’. E esse é o amor do nosso Pai; essa misericórdia de Deus. Ter um pai assim nos dá esperança, confiança”.

O Papa enfatizou que onde se rejeita Deus não há vida possível, mas mesmo esse momento doloroso acontece em vista da salvação: a provação é dada para que o povo experimente a amargura de quem abandona Deus. “O sofrimento, consequência inevitável de uma decisão autodestrutiva, deve fazer o pecador refletir para abri-lo à conversão e ao perdão (…) Este é o caminho da misericórdia divina”.

terça-feira, 1 de março de 2016

Dez ensinamentos da Bíblia para as horas difíceis

1 – “Nada temas, pois eu te resgato, eu te chamo pelo nome, és meu!” (Is 43,2)

2 – “‘Uns põem sua força nos carros, outros nos cavalos: Nós, porem, a temos em o Nome do Senhor, nosso Deus”. (Salmo 19,8)

3 – “E toda essa multidão saberá que não é com espada e nem com lança que o Senhor triunfa, pois a batalha é do Senhor, e ele vos entregou em nossas mãos”. (1 Samuel 17,47)

4 – “Bendito o homem que deposita a confiança no Senhor, e cuja esperança é o Senhor”. (Jeremias 17,7)

5 – “Não temais, não vos deixais atemorizar diante dessa multidão imensa, pois a guerra não compete a vós, mas a Deus”. (2 Crônicas 20,15)

6 – “Não vos assusteis, não tenhais medo deles. O Senhor, vosso Deus, que marcha diante de vós, combaterá Ele mesmo em vosso lugar, como sempre o fez sob os vossos olhos”. (Deuteronômio 1,29-30)

7 – “Não os temas, lembra-te do que fez o Senhor, teu Deus, ao Faraó e a todos os egípcios” (Deuteronômio 7,18)

8 – “Coragem! e sede forte. Nada vos atemorize, e não os temais, porque é o Senhor vosso Deus que marcha a vossa frente: ele não vos deixará nem vos abandonará”. (Dt 31,6)

9 – “Porque a vitória no combate não depende do número, mas da força que desce do céu… O próprio Deus os esmagará aos nossos olhos. Não os temais” (1 Mac 3,19-22).

10 – “Esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé” (1 João 5,4)

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(Fonte)

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Retiro de Ministros da Rede

Hoje foi um dia muito especial… meu 1º Retiro com a turma de Ministros da nossa Paróquia… Tá, eu sei que ainda não sou Ministro (vou receber meu mandato em 17 de abril), mas este nosso encontrou me possibilitou conhecer um pouco mais a Importância deste serviço e também fortaleceu a minha vontade em servir a Deus e a comunidade por meio desta Missão… Tenho plena certeza de que, se Deus me escolheu para servi-lo, é por que ele sabe que o farei com todo o meu amor e dedicação… “Eis-me aqui, Senhor…”!

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Os enganos que o demônio usa para que deixemos o caminho da virtude

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O engano do qual se serve o demônio para nos atacar se manifesta quando seguimos o caminho da virtude com retidão. Ele consiste em diversos bons desejos que provocam em nós a queda da virtude para o vício.

Por exemplo: uma pessoa doente suporta a sua enfermidade com grande valentia. O que fará o astuto inimigo, sabendo que ela poderá dessa forma alcançar a virtude da paciência? Sugerirá à pessoa enferma muitas boas ações que ela poderia realizar se estivesse em situação diversa, e fará o possível para convencê-la de que serviria melhor a Deus e seria mais útil a si mesma e aos demais se tivesse saúde. Esse desejo vai crescendo a tal ponto que põe em desassossego a pessoa que não consegue realizar o que quer. E quanto mais cresce o desejo, mais cresce a inquietação, da qual o inimigo se aproveita para conduzi-la pouco a pouco à impaciência e à rebeldia contra a doença, não por esta mesma, mas pelo impedimento de realizar as boas obras às quais tanto aspirava, buscando um bem maior.

Tendo-a conduzido a esse ponto, é fácil ao diabo fazer com que a pessoa se esqueça da sua principal obrigação (servir a Deus) para buscar somente os meios de se livrar da doença.

Ao ver que isso não acontece, ela se inquieta de tal maneira que perde totalmente a paciência; e então, sem se dar conta, perde a virtude que praticava e cai no vício contrário.

A maneira de se opor a esse engano é não alimentar bons desejos que não possam ser realizados no momento, evitando assim a inquietação de não os poder realizar. Para isso, com humildade, paciência e resignação, convence-te de que teus desejos não teriam o efeito esperado, pois és mais fraca e incapaz do que imaginas. Ou então pensa que Deus, por algum desígnio oculto ou devido aos teus pecados, não deseja que realizes essa boa obra, mas sim que te humilhes e te rebaixes, aceitando com paciência a Sua vontade (1Pd 5,6).

Do mesmo modo, se o teu diretor espiritual ou qualquer outra causa te impedem de praticar alguma devoção do teu gosto, especialmente receber a comunhão, não te deixes abater e nem te inquietes no desejo dela, mas, despojando-te de toda vontade própria, entrega-te à vontade do Senhor, dizendo contigo:

“Se a divina providência não visse em mim ingratidão e pecado, eu não estaria agora impedida de receber a Eucaristia. Já que o Senhor me revela desta maneira a minha indignidade, seja Ele para sempre bendito e louvado. Confio plenamente em tua bondade, meu Deus, e creio firmemente que por este modo não desejas senão que me incline à tua vontade e te obedeça em tudo, abrindo meu coração para que nele entres espiritualmente e o consoles, fortalecendo-o contra os inimigos que pretendem afastar-me de Ti. Que se cumpra tudo o que é agradável aos Teus olhos. Que a Tua vontade seja agora e para sempre o meu alimento e sustento, meu Criador e Redentor. Só esta graça Te peço, meu divino Amor, que minha alma seja purificada e limpa de qualquer coisa que te possa desagradar, que esteja sempre adornada de virtudes e preparada para a tua vinda, bem como para tudo o que quiseres pedir a esta tua indigna criatura”.

Se observares estes princípios, podes estar certa de que, sempre que não te for possível realizar algum bom propósito, seja por alguma deficiência da tua natureza, seja pela ação do demônio que te quer afastar do caminho da virtude, seja porque o próprio Deus quer provar dessa forma a tua resignação à Sua vontade, será justamente nessa resignação que realizarás a vontade divina. Precisamente nisso consiste a verdadeira devoção e o serviço que Ele espera de nós.

A fim de que nunca percas a paciência nas provações, venham de onde vierem, quero advertir-te que, mesmo usando dos meios lícitos que Deus concede aos Seus servos, não o faças com a intenção de ver-te livre das provações, mas apenas por que Deus o quer. Pois não sabemos se é Sua vontade livrar-nos das provações. Se assim não fizeres, facilmente cairás na impaciência ao ver que as coisas não sucedem segundo a tua expectativa, ou tua paciência será defeituosa, pouco agradável a Deus e de pouco mérito.

Finalmente, previno-te sobre um engano muito sutil do nosso amor-próprio, que é muito hábil em dissimular e até defender, em certas ocasiões, os nossos defeitos. Um exemplo é quando um doente se impacienta com a sua enfermidade e tenta justificar essa  impaciência alegando para ela uma causa justa. Ele dirá que a sua impaciência não se deve à enfermidade, mas ao remorso por ser ele mesmo o seu causador, ou pelo incômodo que causa aos que cuidam dele, ou por outros danos que podem advir dessa doença.

O mesmo se dá com o ambicioso, que, perturbado por não haver obtido a dignidade que desejava, não atribui essa perturbação à sua própria soberba e vaidade, mas a outras razões que, entretanto, em nada o preocupam quando não estão em jogo os seus interesses. Como o enfermo, que tanto se compadece dos que se ocupam dele, mas não sofre igualmente quando essas mesmas pessoas se dedicam a outros doentes.

É um sinal evidente de que a raiz de suas lamentações não está nas razões alegadas, mas unicamente no fato de terem seus desejos contrariados. Para não caíres nesse erro,  procura suportar sempre com paciência e humildade o sofrimento e a dor, venham de onde vierem.

(Fonte)

Oração de São João Paulo II à Sagrada Eucaristia

Oração de São João Paulo II na adoração perpétua à Sagrada Eucaristia

1. “Senhor, ficai conosco”

Essas palavras pronunciaram-nas pela primeira vez os discípulos de Emaús. Em seguida, no decurso dos séculos pronunciaram-nas, vezes infinitas, os lábios de tantos discípulos e confessores vossos, ó Cristo.

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As mesmas palavras pronuncio eu hoje como Bispo de Roma e primeiro servo deste templo, que surgiu no lugar do martírio de São Pedro.

Pronuncio-as para convidar-vos, Cristo, na Vossa presença eucarística, a acolher a quotidiana adoração, prolongada pelo dia inteiro, neste templo, nesta basílica e nesta capela.

Ficai conosco hoje e ficai, daqui em diante, todos os dias, conforme o desejo do meu coração, que satisfaz o apelo de tantos corações de várias partes, por vezes afastadas, e sobretudo de tantos que habitam nesta Sé Apostólica.

Ficai! A fim de podermos nos encontrar convosco na prece de adoração e de ação de graças, na prece de expiação e de súplica, a que são convidados todos os visitantes desta basílica.

Ficai! Vós que estais ao mesmo tempo coberto no mistério eucarístico da fé e juntamente descoberto sob as espécies do pão e do vinho, as quais tomastes neste sacramento. Ficai! para que se reconfirme incessantemente a Vossa presença neste templo, e todos aqueles que nele entram notem que ele é a Vossa casa, “o tabernáculo de Deus entre os homens” (Apoc 21, 3) e, visitando esta basílica, encontrem nela a fonte mesma “de vida e de santidade que brota do Vosso coração eucarístico”.

2. Anunciamos, Senhor, a Vossa morte e proclamamos a Vossa ressurreição

Damos início a essa adoração perpétua, cotidiana, do Santíssimo Sacramento no princípio do Advento do Ano do Senhor de 1981, ano em que foram celebrados jubileus e aniversários importantes para a Igreja, ano de relevantes acontecimentos.

Tudo isso se realizou e se realiza entre a Vossa primeira e Vossa segunda vinda.

A Eucaristia é o testemunho sacramental da Vossa primeira vinda, com a qual foram reconfirmadas as palavras dos profetas e satisfeitas as expectativas. Deixastes-nos, ó Senhor, o Vosso Corpo e o Vosso Sangue sob as espécies do pão e do vinho, para que afirmem a sucedida redenção do mundo — a fim de que o Vosso Mistério Pascal atinja todos os homens, como sacramento de vida e salvação. A Eucaristia é, ao mesmo tempo, constante prenúncio da Vossa segunda vinda, o sinal do Advento definitivo e, ao mesmo tempo, da expectativa de toda a Igreja:

“Anunciamos, Senhor, a Vossa morte e proclamamos a Vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!”

Desejamos, cada dia e cada hora, adorar-Vos, escondido sob as espécies do pão e do vinho, para renovar a esperança da “chamada para a glória” (cf. 1 Ped 5,10), cujo início Vós constituístes, com o Vosso corpo glorificado, “à direita do Pai”.

3. Um dia, Senhor, perguntastes a Pedro: “Amas-Me?”.

Perguntaste-lo por não menos de três vezes — e por três vezes respondeu o apóstolo: “Senhor, Vós sabeis que Vos amo” (Jo 21,15-17).

A resposta de Pedro, sobre cujo sepulcro foi erguida essa basílica, exprima-se mediante essa adoração de cada dia e do dia inteiro, que hoje iniciamos.

O indigno sucessor de Pedro na Sé romana — e todos aqueles que participam na adoração da Vossa Presença Eucarística — atestem mediante cada visita sua e façam de novo ressoar aqui a verdade encerrada nas palavras do Apóstolo:

“Senhor, Vós sabeis tudo, Vós bem sabeis que Vos amo”.

Capela do Santíssimo, Basílica Vaticana, Quarta-feira, 2 de Dezembro de 1981.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Catequese do Papa sobre a misericórdia de Deus - 24/02/16

 

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Praça São Pedro – Vaticano
24 de fevereiro de 2016

Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal

Queridos irmãos e irmãs, bom dia.

Prosseguimos as catequeses sobre misericórdia na Sagrada Escritura. Em diversos trechos, fala-se dos poderosos, dos reis, dos homens que estão “no alto”, e também da sua arrogância e de seus abusos. A riqueza e o poder são realidades que podem ser boas e úteis ao bem comum, se colocadas a serviço dos pobres e de todos, com justiça e caridade. Mas quando, como muitas vezes acontece, são vividas como privilégio, com egoísmo e prepotência, transformam-se em instrumentos de corrupção e morte. É o que acontece no episódio da vinha de Nabot, descrito no Primeiro Livro dos Reis, no capítulo 21, sobre o qual nos concentramos hoje.

Neste texto, conta-se que o rei de Israel, Acab, quer comprar a vinha de um homem de nome Nabot, porque esta vinha fica ao lado do palácio real. A proposta parece legítima, até mesmo generosa, mas em Israel as propriedades terrenas eram consideradas quase inalienáveis. De fato, o livro do Levítico prescreve: “A terra não se venderá para sempre, porque a terra é minha e vós estais em minha casa como estrangeiros ou hóspedes” (lv 25, 23). A terra é sagrada, é um dom do Senhor, que como tal deve ser protegido e conservado, enquanto sinal da benção divina que passa de geração em geração e garantia de dignidade para todos. Compreende-se, então, a resposta negativa de Nabot ao rei: “Deus me livre de ceder-te a herança de meus pais!” (1 Re 21, 3).

O rei Acab reage a esta recusa com amargura e desdenho. Sente-se ofendido – ele é o rei, o poderoso – diminuído na sua autoridade de soberano, e frustrado na possibilidade de satisfazer o seu desejo de posse. Vendo-o tão abatido, sua mulher Jezabel, uma rainha pagã, que tinha incrementado os cultos idólatras e fazia matar os profetas do Senhor (cfr 1 Re 18, 4), – não era bruta, era má! – decide intervir. As palavras com que se dirige ao rei são muito significativas. Sintam a maldade que está por trás dessa mulher: “Não és tu, porventura, o rei de Israel? Vamos! Come, não te incomodes. Eu te darei a vinha de Nabot de Jezrael” (v. 7). Ela coloca ênfase sobre o prestígio e sobre o poder do rei que, segundo o seu modo de ver, é questionado pela recusa de Nabot. Um poder que ela, em vez disso, considera absoluto, e pelo qual todo desejo do rei poderoso se torna ordem. O grande Santo Ambrósio escreveu um pequeno livro sobre este episódio. Chama-se “Nabot”. Fará bem a nós lê-lo neste tempo de Quaresma. É muito belo, é muito concreto.

Jesus, recordando essas coisas, nos diz: “Sabeis que os chefes das nações as subjugam e que os grandes as governam com autoridade. Não seja assim entre vós. Todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, se faça escravo vosso. E o que quiser tornar-se entre vós o primeiro, se faça vosso escravo” (Mt 20, 25-27). Se se perde a dimensão do serviço, o poder se transforma em arrogância e se torna domínio e opressão. É justamente isso que acontece no episódio da vinha de Nabot. Jezabel, a rainha, de modo não convencional, decide eliminar Nabot e coloca em ação o seu plano. Serve-se da aparência enganadora de uma lei perversa: envia, em nome do rei, cartas aos anciãos e aos notáveis da cidade ordenando que pelos falsos testemunhos acusem publicamente Nabot de ter maldito Deus e o rei, um crime a punir com a morte. Assim, morto Nabot, o rei pode tomar posse de sua vinha. E esta não é uma história de outros tempos, é também história de hoje, dos poderosos que, para ter mais dinheiro, exploram os pobres, exploram as pessoas. É a história do tráfico de pessoas, do trabalho escravo, das pessoas que trabalham na informalidade e com o salário mínimo para enriquecer os poderosos. É a história dos políticos corruptos, que querem mais e mais! Por isso dizia que nos fará bem hoje ler aquele livro de Santo Ambrósio sobre Nabot, porque é um livro da atualidade.

Eis onde leva o exercício de uma autoridade sem respeito pela vida, sem justiça, sem misericórdia. E eis a que coisa leva a sede de poder: torna-se ganância que quer possuir tudo. Um texto do profeta Isaías é particularmente iluminante a respeito. Nesso, o Senhor adverte contra a ganância dos ricos latifundiários que querem possuir sempre mais casas e terrenos. E diz o profeta Isaías:

“Ai de vós que ajuntai casa a casa,
e que acrescentai campo a campo,
até que não haja mais lugar
e que sejais os únicos proprietários da terra” (Is 5, 8).

E o profeta Isaías não era comunista! Deus, porém, é maior que a maldade e que os jogos sujos feitos pelos seres humanos. Na sua misericórdia envia o profeta Elias para ajudar Acab a se converter. Agora voltemos a página, e como segue a história? Deus vê este crime e bate ao coração de Acab e o rei, colocado diante do seu pecado, entende, se humilha e pede perdão. Que belo seria se os poderosos exploradores de hoje fizessem o mesmo! O Senhor aceita o seu arrependimento; todavia, um inocente foi morto e a culpa cometida terá consequências inevitáveis. O mal realizado deixa traços dolorosos e a história dos homens carrega feridas.

A misericórdia mostra também neste caso o caminho mestre que deve ser percorrido. A misericórdia pode curar as feridas e pode mudar a história. Abra o teu coração à misericórdia! A misericórdia divina é mais forte que o pecado dos homens. É mais forte, este é o exemplo de Acab! Nós conhecemos seu poder, quando recordamos a vinda do Inocente Filho de Deus que se fez homem para destruir o mal com o seu perdão. Jesus Cristo é o verdadeiro rei, mas o seu poder é completamente diferente. O seu trono é a cruz. Ele não é um rei que mata, mas, ao contrário, dá a vida. O seu andar em direção a todos, sobretudo aos mais frágeis, derrota a solidão e o destino de morte a que conduz o pecado. Jesus Cristo, com a sua proximidade e ternura, leva os pecadores no espaço da graça e do perdão. E essa é a misericórdia de Deus.

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

O veneno da inveja e suas consequências

“Há poucos homens capazes de prestar homenagem ao sucesso de um amigo, sem qualquer inveja.” (Ésquilo)

Não posso garantir que a frase acima seja do autor em questão, mas uma coisa sei: ela carrega consigo a verdade de que muitos se alegram com as dores do outro. Contraditório? Não.

Quando alguém não consegue uma vitória que havia buscado, há uma solidariedade por vezes camuflada. Nem todos se alegram, mas é verdade também que nem todos se compadecem. É mais fácil ser solidário na dor que se alegrar com as conquistas dos amigos. Ver a felicidade alheia causa sintomas que roubam a paz que falta no olhar de quem vê o sorriso da vitória.

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Triste ainda é ver a inveja destruir amizades

Um sorriso que não nasce dos nossos próprios lábios sempre é fácil de ser digerido. Bom mesmo é sorrir com nossas conquistas e ver o olhar do outro querendo consumir em prestações a nossa felicidade. Triste realidade de quem vive na dependência do consumismo alheio. Mais triste ainda é ver a inveja destruir amizades.

Cada um é um no projeto singular da existência humana. Se Deus nos fez diamantes, Ele irá, ao longo da vida, lapidar-nos para que sejamos um diamante mais bonito; mas nunca deixaremos de ser um diamante para nos tornarmos topázio. Precisamos aceitar nossas belezas e deixar que o outro seja tão belo quanto ele foi criado. Esse processo leva tempo, requer maturidade e confiança na graça de Deus, pois Ele nos fez únicos para sermos luz no mundo.

A inveja talvez tenha sua raiz na incapacidade que uma pessoa carrega em si de fazer a diferença a partir de suas próprias capacidades. Quando o jardim do outro parece mais bonito do que o nosso próprio jardim, deixamos o cuidado do nosso tempo ao descuido e passamos a vida a contemplar as flores que não nos pertencem; deixamos as nossas morrerem secas pela inveja que não nos permite cuidar de nossa própria vida.

A inveja deixa sim os olhos grandes, mas de incapacidades, que poderiam ter se transformado em lindos jardins. Não é o elogio que faz o outro feliz, mas a capacidade que temos de cuidar de nossa própria vida e deixar o outro seguir seus próprios caminhos. Quem se preocupa demais com a vida alheia é porque já não tem mais tempo de cuidar de suas próprias demandas. Transformou sua vida no mito de Narciso, mas, em vez de contemplar sua própria face, enxerga sempre no lago de seus pensamentos o rosto da felicidade alheia. Perdeu seus olhos em um mundo que nunca será seu. O tempo que se usa vigiando a vida do outro seria muito mais bem aproveitado se cuidasse de suas próprias fragilidades humanas.

Padre Flávio Sobreiro

Bacharel em Filosofia pela PUCCAMP e Teólogo pela Faculdade Católica de Pouso Alegre (MG), padre Flávio Sobreiro é vigário paroquial da Paróquia Santo Antônio, em Jacutinga (MG), e padre da Arquidiocese de Pouso Alegre (MG).

Para saber mais sobre o sacerdote e acompanhar seus artigos na internet, acesse: www.padreflaviosobreiro.com

(Fonte)

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