sábado, 27 de fevereiro de 2016

Retiro de Ministros da Rede

Hoje foi um dia muito especial… meu 1º Retiro com a turma de Ministros da nossa Paróquia… Tá, eu sei que ainda não sou Ministro (vou receber meu mandato em 17 de abril), mas este nosso encontrou me possibilitou conhecer um pouco mais a Importância deste serviço e também fortaleceu a minha vontade em servir a Deus e a comunidade por meio desta Missão… Tenho plena certeza de que, se Deus me escolheu para servi-lo, é por que ele sabe que o farei com todo o meu amor e dedicação… “Eis-me aqui, Senhor…”!

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Os enganos que o demônio usa para que deixemos o caminho da virtude

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O engano do qual se serve o demônio para nos atacar se manifesta quando seguimos o caminho da virtude com retidão. Ele consiste em diversos bons desejos que provocam em nós a queda da virtude para o vício.

Por exemplo: uma pessoa doente suporta a sua enfermidade com grande valentia. O que fará o astuto inimigo, sabendo que ela poderá dessa forma alcançar a virtude da paciência? Sugerirá à pessoa enferma muitas boas ações que ela poderia realizar se estivesse em situação diversa, e fará o possível para convencê-la de que serviria melhor a Deus e seria mais útil a si mesma e aos demais se tivesse saúde. Esse desejo vai crescendo a tal ponto que põe em desassossego a pessoa que não consegue realizar o que quer. E quanto mais cresce o desejo, mais cresce a inquietação, da qual o inimigo se aproveita para conduzi-la pouco a pouco à impaciência e à rebeldia contra a doença, não por esta mesma, mas pelo impedimento de realizar as boas obras às quais tanto aspirava, buscando um bem maior.

Tendo-a conduzido a esse ponto, é fácil ao diabo fazer com que a pessoa se esqueça da sua principal obrigação (servir a Deus) para buscar somente os meios de se livrar da doença.

Ao ver que isso não acontece, ela se inquieta de tal maneira que perde totalmente a paciência; e então, sem se dar conta, perde a virtude que praticava e cai no vício contrário.

A maneira de se opor a esse engano é não alimentar bons desejos que não possam ser realizados no momento, evitando assim a inquietação de não os poder realizar. Para isso, com humildade, paciência e resignação, convence-te de que teus desejos não teriam o efeito esperado, pois és mais fraca e incapaz do que imaginas. Ou então pensa que Deus, por algum desígnio oculto ou devido aos teus pecados, não deseja que realizes essa boa obra, mas sim que te humilhes e te rebaixes, aceitando com paciência a Sua vontade (1Pd 5,6).

Do mesmo modo, se o teu diretor espiritual ou qualquer outra causa te impedem de praticar alguma devoção do teu gosto, especialmente receber a comunhão, não te deixes abater e nem te inquietes no desejo dela, mas, despojando-te de toda vontade própria, entrega-te à vontade do Senhor, dizendo contigo:

“Se a divina providência não visse em mim ingratidão e pecado, eu não estaria agora impedida de receber a Eucaristia. Já que o Senhor me revela desta maneira a minha indignidade, seja Ele para sempre bendito e louvado. Confio plenamente em tua bondade, meu Deus, e creio firmemente que por este modo não desejas senão que me incline à tua vontade e te obedeça em tudo, abrindo meu coração para que nele entres espiritualmente e o consoles, fortalecendo-o contra os inimigos que pretendem afastar-me de Ti. Que se cumpra tudo o que é agradável aos Teus olhos. Que a Tua vontade seja agora e para sempre o meu alimento e sustento, meu Criador e Redentor. Só esta graça Te peço, meu divino Amor, que minha alma seja purificada e limpa de qualquer coisa que te possa desagradar, que esteja sempre adornada de virtudes e preparada para a tua vinda, bem como para tudo o que quiseres pedir a esta tua indigna criatura”.

Se observares estes princípios, podes estar certa de que, sempre que não te for possível realizar algum bom propósito, seja por alguma deficiência da tua natureza, seja pela ação do demônio que te quer afastar do caminho da virtude, seja porque o próprio Deus quer provar dessa forma a tua resignação à Sua vontade, será justamente nessa resignação que realizarás a vontade divina. Precisamente nisso consiste a verdadeira devoção e o serviço que Ele espera de nós.

A fim de que nunca percas a paciência nas provações, venham de onde vierem, quero advertir-te que, mesmo usando dos meios lícitos que Deus concede aos Seus servos, não o faças com a intenção de ver-te livre das provações, mas apenas por que Deus o quer. Pois não sabemos se é Sua vontade livrar-nos das provações. Se assim não fizeres, facilmente cairás na impaciência ao ver que as coisas não sucedem segundo a tua expectativa, ou tua paciência será defeituosa, pouco agradável a Deus e de pouco mérito.

Finalmente, previno-te sobre um engano muito sutil do nosso amor-próprio, que é muito hábil em dissimular e até defender, em certas ocasiões, os nossos defeitos. Um exemplo é quando um doente se impacienta com a sua enfermidade e tenta justificar essa  impaciência alegando para ela uma causa justa. Ele dirá que a sua impaciência não se deve à enfermidade, mas ao remorso por ser ele mesmo o seu causador, ou pelo incômodo que causa aos que cuidam dele, ou por outros danos que podem advir dessa doença.

O mesmo se dá com o ambicioso, que, perturbado por não haver obtido a dignidade que desejava, não atribui essa perturbação à sua própria soberba e vaidade, mas a outras razões que, entretanto, em nada o preocupam quando não estão em jogo os seus interesses. Como o enfermo, que tanto se compadece dos que se ocupam dele, mas não sofre igualmente quando essas mesmas pessoas se dedicam a outros doentes.

É um sinal evidente de que a raiz de suas lamentações não está nas razões alegadas, mas unicamente no fato de terem seus desejos contrariados. Para não caíres nesse erro,  procura suportar sempre com paciência e humildade o sofrimento e a dor, venham de onde vierem.

(Fonte)

Oração de São João Paulo II à Sagrada Eucaristia

Oração de São João Paulo II na adoração perpétua à Sagrada Eucaristia

1. “Senhor, ficai conosco”

Essas palavras pronunciaram-nas pela primeira vez os discípulos de Emaús. Em seguida, no decurso dos séculos pronunciaram-nas, vezes infinitas, os lábios de tantos discípulos e confessores vossos, ó Cristo.

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As mesmas palavras pronuncio eu hoje como Bispo de Roma e primeiro servo deste templo, que surgiu no lugar do martírio de São Pedro.

Pronuncio-as para convidar-vos, Cristo, na Vossa presença eucarística, a acolher a quotidiana adoração, prolongada pelo dia inteiro, neste templo, nesta basílica e nesta capela.

Ficai conosco hoje e ficai, daqui em diante, todos os dias, conforme o desejo do meu coração, que satisfaz o apelo de tantos corações de várias partes, por vezes afastadas, e sobretudo de tantos que habitam nesta Sé Apostólica.

Ficai! A fim de podermos nos encontrar convosco na prece de adoração e de ação de graças, na prece de expiação e de súplica, a que são convidados todos os visitantes desta basílica.

Ficai! Vós que estais ao mesmo tempo coberto no mistério eucarístico da fé e juntamente descoberto sob as espécies do pão e do vinho, as quais tomastes neste sacramento. Ficai! para que se reconfirme incessantemente a Vossa presença neste templo, e todos aqueles que nele entram notem que ele é a Vossa casa, “o tabernáculo de Deus entre os homens” (Apoc 21, 3) e, visitando esta basílica, encontrem nela a fonte mesma “de vida e de santidade que brota do Vosso coração eucarístico”.

2. Anunciamos, Senhor, a Vossa morte e proclamamos a Vossa ressurreição

Damos início a essa adoração perpétua, cotidiana, do Santíssimo Sacramento no princípio do Advento do Ano do Senhor de 1981, ano em que foram celebrados jubileus e aniversários importantes para a Igreja, ano de relevantes acontecimentos.

Tudo isso se realizou e se realiza entre a Vossa primeira e Vossa segunda vinda.

A Eucaristia é o testemunho sacramental da Vossa primeira vinda, com a qual foram reconfirmadas as palavras dos profetas e satisfeitas as expectativas. Deixastes-nos, ó Senhor, o Vosso Corpo e o Vosso Sangue sob as espécies do pão e do vinho, para que afirmem a sucedida redenção do mundo — a fim de que o Vosso Mistério Pascal atinja todos os homens, como sacramento de vida e salvação. A Eucaristia é, ao mesmo tempo, constante prenúncio da Vossa segunda vinda, o sinal do Advento definitivo e, ao mesmo tempo, da expectativa de toda a Igreja:

“Anunciamos, Senhor, a Vossa morte e proclamamos a Vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!”

Desejamos, cada dia e cada hora, adorar-Vos, escondido sob as espécies do pão e do vinho, para renovar a esperança da “chamada para a glória” (cf. 1 Ped 5,10), cujo início Vós constituístes, com o Vosso corpo glorificado, “à direita do Pai”.

3. Um dia, Senhor, perguntastes a Pedro: “Amas-Me?”.

Perguntaste-lo por não menos de três vezes — e por três vezes respondeu o apóstolo: “Senhor, Vós sabeis que Vos amo” (Jo 21,15-17).

A resposta de Pedro, sobre cujo sepulcro foi erguida essa basílica, exprima-se mediante essa adoração de cada dia e do dia inteiro, que hoje iniciamos.

O indigno sucessor de Pedro na Sé romana — e todos aqueles que participam na adoração da Vossa Presença Eucarística — atestem mediante cada visita sua e façam de novo ressoar aqui a verdade encerrada nas palavras do Apóstolo:

“Senhor, Vós sabeis tudo, Vós bem sabeis que Vos amo”.

Capela do Santíssimo, Basílica Vaticana, Quarta-feira, 2 de Dezembro de 1981.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Catequese do Papa sobre a misericórdia de Deus - 24/02/16

 

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CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
24 de fevereiro de 2016

Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal

Queridos irmãos e irmãs, bom dia.

Prosseguimos as catequeses sobre misericórdia na Sagrada Escritura. Em diversos trechos, fala-se dos poderosos, dos reis, dos homens que estão “no alto”, e também da sua arrogância e de seus abusos. A riqueza e o poder são realidades que podem ser boas e úteis ao bem comum, se colocadas a serviço dos pobres e de todos, com justiça e caridade. Mas quando, como muitas vezes acontece, são vividas como privilégio, com egoísmo e prepotência, transformam-se em instrumentos de corrupção e morte. É o que acontece no episódio da vinha de Nabot, descrito no Primeiro Livro dos Reis, no capítulo 21, sobre o qual nos concentramos hoje.

Neste texto, conta-se que o rei de Israel, Acab, quer comprar a vinha de um homem de nome Nabot, porque esta vinha fica ao lado do palácio real. A proposta parece legítima, até mesmo generosa, mas em Israel as propriedades terrenas eram consideradas quase inalienáveis. De fato, o livro do Levítico prescreve: “A terra não se venderá para sempre, porque a terra é minha e vós estais em minha casa como estrangeiros ou hóspedes” (lv 25, 23). A terra é sagrada, é um dom do Senhor, que como tal deve ser protegido e conservado, enquanto sinal da benção divina que passa de geração em geração e garantia de dignidade para todos. Compreende-se, então, a resposta negativa de Nabot ao rei: “Deus me livre de ceder-te a herança de meus pais!” (1 Re 21, 3).

O rei Acab reage a esta recusa com amargura e desdenho. Sente-se ofendido – ele é o rei, o poderoso – diminuído na sua autoridade de soberano, e frustrado na possibilidade de satisfazer o seu desejo de posse. Vendo-o tão abatido, sua mulher Jezabel, uma rainha pagã, que tinha incrementado os cultos idólatras e fazia matar os profetas do Senhor (cfr 1 Re 18, 4), – não era bruta, era má! – decide intervir. As palavras com que se dirige ao rei são muito significativas. Sintam a maldade que está por trás dessa mulher: “Não és tu, porventura, o rei de Israel? Vamos! Come, não te incomodes. Eu te darei a vinha de Nabot de Jezrael” (v. 7). Ela coloca ênfase sobre o prestígio e sobre o poder do rei que, segundo o seu modo de ver, é questionado pela recusa de Nabot. Um poder que ela, em vez disso, considera absoluto, e pelo qual todo desejo do rei poderoso se torna ordem. O grande Santo Ambrósio escreveu um pequeno livro sobre este episódio. Chama-se “Nabot”. Fará bem a nós lê-lo neste tempo de Quaresma. É muito belo, é muito concreto.

Jesus, recordando essas coisas, nos diz: “Sabeis que os chefes das nações as subjugam e que os grandes as governam com autoridade. Não seja assim entre vós. Todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, se faça escravo vosso. E o que quiser tornar-se entre vós o primeiro, se faça vosso escravo” (Mt 20, 25-27). Se se perde a dimensão do serviço, o poder se transforma em arrogância e se torna domínio e opressão. É justamente isso que acontece no episódio da vinha de Nabot. Jezabel, a rainha, de modo não convencional, decide eliminar Nabot e coloca em ação o seu plano. Serve-se da aparência enganadora de uma lei perversa: envia, em nome do rei, cartas aos anciãos e aos notáveis da cidade ordenando que pelos falsos testemunhos acusem publicamente Nabot de ter maldito Deus e o rei, um crime a punir com a morte. Assim, morto Nabot, o rei pode tomar posse de sua vinha. E esta não é uma história de outros tempos, é também história de hoje, dos poderosos que, para ter mais dinheiro, exploram os pobres, exploram as pessoas. É a história do tráfico de pessoas, do trabalho escravo, das pessoas que trabalham na informalidade e com o salário mínimo para enriquecer os poderosos. É a história dos políticos corruptos, que querem mais e mais! Por isso dizia que nos fará bem hoje ler aquele livro de Santo Ambrósio sobre Nabot, porque é um livro da atualidade.

Eis onde leva o exercício de uma autoridade sem respeito pela vida, sem justiça, sem misericórdia. E eis a que coisa leva a sede de poder: torna-se ganância que quer possuir tudo. Um texto do profeta Isaías é particularmente iluminante a respeito. Nesso, o Senhor adverte contra a ganância dos ricos latifundiários que querem possuir sempre mais casas e terrenos. E diz o profeta Isaías:

“Ai de vós que ajuntai casa a casa,
e que acrescentai campo a campo,
até que não haja mais lugar
e que sejais os únicos proprietários da terra” (Is 5, 8).

E o profeta Isaías não era comunista! Deus, porém, é maior que a maldade e que os jogos sujos feitos pelos seres humanos. Na sua misericórdia envia o profeta Elias para ajudar Acab a se converter. Agora voltemos a página, e como segue a história? Deus vê este crime e bate ao coração de Acab e o rei, colocado diante do seu pecado, entende, se humilha e pede perdão. Que belo seria se os poderosos exploradores de hoje fizessem o mesmo! O Senhor aceita o seu arrependimento; todavia, um inocente foi morto e a culpa cometida terá consequências inevitáveis. O mal realizado deixa traços dolorosos e a história dos homens carrega feridas.

A misericórdia mostra também neste caso o caminho mestre que deve ser percorrido. A misericórdia pode curar as feridas e pode mudar a história. Abra o teu coração à misericórdia! A misericórdia divina é mais forte que o pecado dos homens. É mais forte, este é o exemplo de Acab! Nós conhecemos seu poder, quando recordamos a vinda do Inocente Filho de Deus que se fez homem para destruir o mal com o seu perdão. Jesus Cristo é o verdadeiro rei, mas o seu poder é completamente diferente. O seu trono é a cruz. Ele não é um rei que mata, mas, ao contrário, dá a vida. O seu andar em direção a todos, sobretudo aos mais frágeis, derrota a solidão e o destino de morte a que conduz o pecado. Jesus Cristo, com a sua proximidade e ternura, leva os pecadores no espaço da graça e do perdão. E essa é a misericórdia de Deus.

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

O veneno da inveja e suas consequências

“Há poucos homens capazes de prestar homenagem ao sucesso de um amigo, sem qualquer inveja.” (Ésquilo)

Não posso garantir que a frase acima seja do autor em questão, mas uma coisa sei: ela carrega consigo a verdade de que muitos se alegram com as dores do outro. Contraditório? Não.

Quando alguém não consegue uma vitória que havia buscado, há uma solidariedade por vezes camuflada. Nem todos se alegram, mas é verdade também que nem todos se compadecem. É mais fácil ser solidário na dor que se alegrar com as conquistas dos amigos. Ver a felicidade alheia causa sintomas que roubam a paz que falta no olhar de quem vê o sorriso da vitória.

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Triste ainda é ver a inveja destruir amizades

Um sorriso que não nasce dos nossos próprios lábios sempre é fácil de ser digerido. Bom mesmo é sorrir com nossas conquistas e ver o olhar do outro querendo consumir em prestações a nossa felicidade. Triste realidade de quem vive na dependência do consumismo alheio. Mais triste ainda é ver a inveja destruir amizades.

Cada um é um no projeto singular da existência humana. Se Deus nos fez diamantes, Ele irá, ao longo da vida, lapidar-nos para que sejamos um diamante mais bonito; mas nunca deixaremos de ser um diamante para nos tornarmos topázio. Precisamos aceitar nossas belezas e deixar que o outro seja tão belo quanto ele foi criado. Esse processo leva tempo, requer maturidade e confiança na graça de Deus, pois Ele nos fez únicos para sermos luz no mundo.

A inveja talvez tenha sua raiz na incapacidade que uma pessoa carrega em si de fazer a diferença a partir de suas próprias capacidades. Quando o jardim do outro parece mais bonito do que o nosso próprio jardim, deixamos o cuidado do nosso tempo ao descuido e passamos a vida a contemplar as flores que não nos pertencem; deixamos as nossas morrerem secas pela inveja que não nos permite cuidar de nossa própria vida.

A inveja deixa sim os olhos grandes, mas de incapacidades, que poderiam ter se transformado em lindos jardins. Não é o elogio que faz o outro feliz, mas a capacidade que temos de cuidar de nossa própria vida e deixar o outro seguir seus próprios caminhos. Quem se preocupa demais com a vida alheia é porque já não tem mais tempo de cuidar de suas próprias demandas. Transformou sua vida no mito de Narciso, mas, em vez de contemplar sua própria face, enxerga sempre no lago de seus pensamentos o rosto da felicidade alheia. Perdeu seus olhos em um mundo que nunca será seu. O tempo que se usa vigiando a vida do outro seria muito mais bem aproveitado se cuidasse de suas próprias fragilidades humanas.

Padre Flávio Sobreiro

Bacharel em Filosofia pela PUCCAMP e Teólogo pela Faculdade Católica de Pouso Alegre (MG), padre Flávio Sobreiro é vigário paroquial da Paróquia Santo Antônio, em Jacutinga (MG), e padre da Arquidiocese de Pouso Alegre (MG).

Para saber mais sobre o sacerdote e acompanhar seus artigos na internet, acesse: www.padreflaviosobreiro.com

(Fonte)

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