segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Despedida da nossa Turminha!

20171118_144218Então, no último dia 18/11 foi o último encontro de Catequese da nossa turminha!!!

Foi um período de muito aprendizado, tanto para eles como para mim… cada turma de catequese que eu tenho deixa uma marca que não se apaga e contribui para que eu possa crescer, como catequista e como ser humano!

Ah, e não esqueçam de dar seguimento na vida Cristã de vocês… e no ano que vem já tem a Crisma! As inscrições se iniciam em janeiro… não deixem de participar!!!

Que Jesus Eucarístico possa ser fonte de luz na vida de cada um e cada uma de vocês e que Deus os abençoe sempre!!!

Um grande beijo!!!

Obs: Já estou com saudades!!! kkkkkkkk

Ensaio para a 1ª Comunhão (5)

Entrega da Oração do Creio - 21.05.2017 (8)

terça-feira, 14 de novembro de 2017

A importância do Padrinho e Madrinha de Batismo

euSer madrinha ou padrinho de batismo de uma criança é mais que alegria, é uma honra!  Com toda essa alegria, vem também os compromissos.

Você sabe o que é  o "Batismo"?  Veja o que nos diz o Catecismo da Igreja Católica:

1214. Chama-se Batismo, por causa do rito central com que se realiza: baptizar (baptizeis, em grego) significa «mergulhar», «imergir». A «imersão» na água simboliza a sepultura do catecúmeno na morte de Cristo, de onde sai pela ressurreição com Ele (6) como «nova criatura» (2 Cor 5, 17; Gl 6, 15).

Se você  vai convidar alguém ou foi convidado a ser padrinho de batismo de alguém, vale a pena ler o que nos diz o Código de Direito Canônico:

Cân. 874 – Para que alguém seja admitido para assumir o encargo de padrinho, é necessário que:

1º seja designado pelo próprio batizando, por seus pais ou por quem lhes faz as vezes, ou, na falta deles, pelo próprio pároco ou ministro, e tenha aptidão e intenção de cumprir esse encargo;

2º tenha completado dezesseis anos de idade, a não ser que outra idade tenha sido determinada pelo bispo diocesano ou pareça ao pároco ou ministro que se deva admitir uma exceção por justa causa;

3º seja católico, confirmado (seja crismado), já tenha recebido o sacramento da Eucaristia e leve uma vida de acordo com a fé e o encargo que vai assumir;

4º não se encontre atingido por nenhuma pena canônica legitimamente irrogada ou declarada;

5º não seja pai nem mãe do batizando;

6º quem é batizado e pertence a uma comunidade eclesial não-católica só seja admitido junto com o padrinho católico, e apenas como testemunha do batismo.

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Algumas pessoas acham que a Igreja faz exigências demais... mas na verdade elas precisam conhecer mais a Fé que professam. Quanto mais conhecemos e estudamos os fundamentos da Santa igreja Católica, percebemos o quanto ela é sábia e prudente.

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Sejamos nós também prudentes e façamos boas escolhas para o bem de todos os envolvidos!  Que tal fazer o convite com cartões personalizados?  Só falta você imprimir e preencher com os nomes dos padrinhos!

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Publicado originalmente na 1ª Edição da Revista dos Catequistas Unidos

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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Querigma de Maria

anaPeça que as crianças olhem a figura e deixe que elas digam o que seu formato tem a ver com Maria. Apresente então uma figura de cada vez dizendo (leia várias vezes em casa, entenda o texto, reze... Que você possa conversar com as crianças olhando nos olhos delas, sem ler):

Maria é a flor mais linda do jardim de Deus! E esse coração no meio, o que significa?

Amarelo – Maria é Cheia de Graça (Lc 1,28)

AMOR DE DEUS - porque ele está cheio de amor, carinho, felicidade graça. Maria tem um coração amoroso, bondoso, sempre pronto a amar cada um de nós seus filhos.

Quando o Anjo Gabriel foi levar o recado de Deus para Maria, ele disse: “Ave, cheia de graça”. Ave é um cumprimento e cheia de graça quer dizer cheia de amor, fidelidade, alegria, paz, etc.

Foi o amor de Deus por mim e por você que fez com que Ele escolhesse Maria e a preparasse para ser a Cheia de Graça, a filha predileta do Pai. Maria era uma pessoa importantíssima em Seu plano de amor para todas as pessoas de todos os tempos. Assim como a cor amarela envolve toda essa figura, também o Amor de Deus envolveu Maria e fez nela grandes coisas. O Amor de Deus também envolve você, pois Deus ama você imensamente!

Preto – Maria é a Imaculada Conceição. Imaculada = sem pecado. Conceição = concepção, concebida. Concebida sem pecado.

PECADO - porque ela foi concebida sem o pecado original, nos ensina a ter um coração obediente, que busca dizer não ao pecado.

O pecado que nos impede de sentir esse amor de Deus, em Maria não teve nenhum poder, pois ela é a Imaculada Conceição, isto é, ela foi concebida e nasceu sem o pecado original (pecado da desobediência a Deus cometido por Adão e Eva). Todos nós nascemos com esse pecado, mas Maria não. O pecado original foi apagado em nós quando recebemos o sacramento do batismo. Assim como o pecado não teve lugar na vida de Maria, também não pode ter na sua vida.

Vermelho – Maria é a Mãe de Jesus (Lc 1, 31), Mãe de Deus (Mt 1,23)

SALVAÇÃO – porque ela gerou Jesus em seu ventre, foi o canal para nos trazer a salvação.

Devemos dizer não ao pecado em todos os instantes de nossa vida justamente por causa do Filho de Maria.

“... porque realizou em mim maravilhas Aquele que é poderoso e cujo nome é santo”.

São palavras de Maria no cântico do Magnificat (Lc 1, 49). E a maior e mais importante maravilha que Deus fez em Maria foi gerar no ventre dela, por obra do Espírito Santo, Jesus Cristo, nosso Salvador. Ele morreu na cruz por causa de nossos pecados e ao terceiro dia ressuscitou, dando-nos uma vida nova, vida de ressuscitados e de filhos amados de Deus. Ele venceu a morte, o mal e o pecado! Jesus já pagou o preço de nosso resgate com seu sangue precioso, o sangue de um Deus. Somos livres para amar e seguir Jesus!

Verde – Maria é a serva do Senhor (Lc 1, 38)

FÉ E CONVERSÃO – porque ela disse sim para Deus sem medo, sabia de todas as mudanças que iriam ter em sua vida, mas mesmo assim disse sim com coragem e audácia.

Maria acreditou nas palavras de Deus ditas através do anjo Gabriel, que ela seria a mãe de Jesus, o Filho de Deus e que “o Espírito Santo desceria sobre ela e a força do Altíssimo a envolveria com sua sombra”. Maria é o exemplo de pessoa cheia de fé, pois sua atitude foi de entrega e de serviço; “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”. (Lc 1, 38). Devemos imitar Maria, crer em Deus, crer em Jesus Cristo e mudar de vida, trocar os nossos planos pelos de Deus, fazendo a Sua Vontade que é infinitamente melhor que a nossa.

Branco – Maria é a Esposa do Espírito Santo (Lc 1, 35) e Rainha da Paz.

ESPÍRITO SANTO – Ela é cheia do Espírito Santo, foi a primeira viver o pentecostes.

Dizemos que Maria é esposa do Espírito Santo porque Ele gerou nela Jesus Cristo, Filho de Deus.. “Vocês não sabem que o Espírito Santo habita em vocês?” Nós também, pelo nosso batismo, recebemos o Espírito Santo e precisamos todos os dias pedir que Ele envolva todo nosso ser. Devemos pedir todos os dias; “Enche-me, Espírito Santo!”. Ele nos ajuda a amar como Jesus ensinou e como Maria amou: perdoando, repartindo, tratando a todos com respeito e atenção.


Azul – Maria é a Estrela da Evangelização – Nossa Mãe (Jo 19,27) e Bem Aventurada (Lc 1, 48).

COMUNIDADE - Maria viveu em comunidade e nos ensina a viver amando e respeitando uns aos outros. Ela seguiu o mandamento de Jesus: Amar uns aos outros. E seu amor foi tão grande que ela foi escolhida por Jesus para ser a mãe de cada um de nós.

Deus é uma família: Pai, Filho e Espírito Santo.

Por Jesus, nós também somos da família de Deus.

Nossa família tem uma Mãe, porque Jesus nos deixou uma Mãe.

Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe:

“Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe”.

Naquele momento João representava cada um de nós.

Com Maria e os irmãos formamos uma comunidade cristã, pois temos em comum o amor por Jesus e por Ele vivemos em unidade. Deus nos quer uma comunidade de amor que celebra a fé, partilha o pão, se une em oração, perdoa-se e ajuda-se sempre e segue a doutrina dos apóstolos.

ana1Maria é Bem Aventurada (Lc 1, 48) – Bem Aventurada quer dizer muito feliz, aquela que tem a felicidade do Céu. Maria, como mãe de Jesus e nossa mãe, quer que todos os seus filhos também tenham a felicidade do Céu. Viver em comunidade é o meio mais eficaz para se ter essa felicidade verdadeira. Somos cidadãos do Céu e lá é o nosso lugar!

por Ana Paula Brito Generoso

Publicado originalmente na 1ª Edição da Revista dos Catequistas Unidos

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domingo, 12 de novembro de 2017

1ª Comunhão da nossa turminha

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Então, hoje foi a 1ª Comunhão Eucarística da nossa turminha! Foi um período de bastante aprendizado, tanto para eles quanto para mim! Descobrimos muitas coisas juntos, fizemos brincadeiras, mas acima de tudo, ficamos um pouco mais perto de Jesus!

Maaaaaas, a caminhada ainda não acabou! Este foi apenas mais um passo dentro da Iniciação Cristã dessa gurizada! No que vem iniciarão um novo Sacramento, o Crisma, que dará mais força na vivência de vocês no discipulado de Cristo!

Que Deus abençoe a todos vocês e contem comigo sempre que precisarem!!! Um mega beijo em cada um de vocês!

Ah. e não esqueçam… semana que vem temos nosso último encontro, onde vcs receberão a lembrança da 1ª Comunhão de vocês!

Obs: Vocês viram que a nossa Missa de hoje foi transmitida ao vivo no Facebook? Então, abaixo deixo para que vcs possam assistir!



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1º Encontro de Catequese - Blog

A vida que começa com a morte

Um encontro diferente!

imaNo início de novembro, celebramos dia de finados. Como falar de finados, sem falar dela, a temível MORTE. Esse não é um assunto que nós catequistas gostamos de abordar com nossos catequizandos. Será que nossas crianças, adolescentes, jovens, foram preparados para encarar a morte de frente, a perda de um ente querido? Precisamos sentar e dialogar com eles sobre esse assunto, deixar que coloquem pra fora seus medos, dúvidas. E isso tem que ser feito de forma natural, assim como é a morte. Talvez seja o momento para que também o catequista enfrente seus fantasmas.

Vamos lá, mas como fazer acontecer um encontro com esse tema?

O catequista sempre gosta de preparar uma ambientação para o encontro de catequese, algo que remeta ao tema do encontro, certo? 

E aí? Qual ambientação usar para o tema da Morte, dia de finados?

Não se preocupe com esse detalhe, pois temos uma ambientação prontinha, o CEMITÉRIO, ou melhor, o “monte santo”, como deve ser chamado.

Cemitério? Como assim? Que loucura é essa?  Loucura nada, uma catequese mais pés no chão, impossível!

Tenho feito juntamente com outras catequistas da minha paróquia essa experiência e tem sido a cada ano mais envolvente e gratificante. Claro que para muitos, a ideia de se fazer catequese num cemitério foi vista como loucura. Olha, foi uma das mais ricas loucuras catequéticas que já fiz! E digo a vocês, façam essa experiência, envolva os pais, convide uma pessoa que toque um violão e vá sem medo levar nossa maior riqueza: a Vida eterna. Todo mundo quer ir pro céu, mas ninguém quer morrer, nos dizia Pe Léo.

Como falar da vida eterna sem falar da morte?

“É morrendo que se vive para a vida eterna”.14907659_1037239109708151_1945477124468243211_n

Disponibilizo um material esclarecedor sobre o assunto de dom Juventino Kestering.  Partilhem conosco suas experiências, terei o imenso prazer em publicar no meu blog, assim contagiaremos outros tantos catequistas. Envie sua partilha e fotos para o email : iccintra@hotmail.com

Grande abraço!

CREIO NA VIDA ETERNA

Num diálogo com catequistas as perguntas se direcionaram para questões como “vida eterna, morte, céu, inferno”.

14906921_1037238933041502_320749732783922124_nUm catequista perguntou: “Eu sei que a morte é uma realidade, creio na vida eterna, acredito no céu, mas tenho muita dificuldade de falar sobre estes assuntos na catequese. Gostaria de receber algumas orientações”.

Estimados catequistas, há uma tendência de evitar estas realidades nas conversas, estudos e na catequese.

Cresce uma mentalidade de viver o momento presente, aproveitar bem este tempo de vida e não pensar muito no dia de amanhã. É claro que, também, não se pode viver em tensão e medo diante da certeza da morte e da vida futura.14907177_1037239203041475_5749967943735566608_n

Neste mês, lembramos o dia dos finados. É bom aproveitar esta data para dar

uma boa catequese sobre os citados temas. Alguns pontos são fundamentais não só para a catequese, mas para a vida cristã.

MAIOR CERTEZA: RESSURREIÇÃO

O fundamento de nossa fé baseia-se na certeza de que nossa vida não termina com a morte. Cremos na ressurreição e na vida eterna. Aliás, isto nós professamos ao rezar o “Creio em Deus Pai”.

A morte deve ser entendida em três dimensões:

a) A morte é o fim da vida terrestre. Nossa vida é medida pelo tempo, ao longo do qual passamos por mudanças, envelhecemos e, como acontece com todos os seres vivos da terra, a morte aparece como fim normal da vida.

b) A morte é conseqüência do pecado. O pecado entrou no mundo e desorganizou os desígnios de Deus. Como conseqüência do pecado, do mal e do coração carregado de maldade, a morte entrou no mundo.

c) A morte é transformada por Jesus Cristo. Jesus Cristo passou pela morte, apesar de não ter pecado. Mas não ficou na morte. Três dias após o seu sepultamento ele ressuscitou. É na ressurreição de Jesus que a nossa vida adquire um novo sentido. “Se Cristo não ressuscitou inútil é a nossa fé”, afirma São Paulo (1Cor 15, 14). “Por que buscais entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui, ele ressuscitou” (Lc 24, 5).

MISSÃO DA CATEQUESE

A catequese tem uma missão fundamental para orientar os catequizandos e a comunidade cristã sobre o verdadeiro sentido da vida, da ressurreição e da eternidade. Quem perde o horizonte da ressurreição debate-se no cotidiano da vida em busca de razões e angustia-se ao pensar que um dia deverá enfrentar a morte... e deixar tudo.

Viver sem esperança e certeza de vida eterna faz os sonhos serem pequenos, a vida limitada, os trabalhos sem finalidade, o sofrimento sem sentido e a luta de cada dia sem perspectiva.

Refletir sobre a morte, crer na ressurreição e na vida eterna é professar a fé na certeza de que a vida vem de Deus e volta para Deus. Em Jesus cremos que a morte não é o fim, mas a passagem para a vida nova em Cristo.

A Bíblia nos diz: “Esta é a vontade de meu Pai, que todo aquele que vê o Filho e nele crê, tenha a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia. Em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna” (Jo 6, 40).

“Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Jo 11, 26).

“Não queremos que ignoreis coisa alguma a respeito dos mortos, para que não vos entristeçais com os outros homens que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, cremos também que Deus levará com Jesus os que nele morrerem” (1Tes 4, 13).

A catequese precisa ser anunciadora da esperança. A vida tem sentido porque cremos na ressurreição e na vida eterna. A fé é seta que aponta para o infinito. Não nascemos para o finito, o transitório e o perecível. Nascemos para a eternidade, para o “novo céu e a nova terra, onde não há mais choro nem lágrimas” (Ap 21, 4).

Sem esperança a vida não tem rumo, nem sentido e nem respostas. A fé na ressurreição e a certeza da vida eterna é fundamento da nossa esperança e a razão para construirmos o Reino de Deus.

Dom Juventino Kestering

por Imaculada Cintra

Publicado originalmente na 1ª Edição da Revista dos Catequistas Unidos

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sábado, 11 de novembro de 2017

Eu amo ser catequista!

A minha turminha de catequese tem 27 crianças com idade entre 07 e 09 anos. São muito pequenos, portanto preciso ser criança como eles, falar a linguagem deles.  A gente sempre brinca, canta, faz desenho e conversa bastante.

O tema do encontro que trago para vocês, foi o nascimento do Menino Jesus: o Presépio, o Natal, a Família de Nazaré…

sheilaAqui fui eu tentando desenhar no quadro o diálogo de Jesus e Maria quando se reencontram no templo:

Além do tema do livro, aproveitei para falar um pouco sobre a Missa, pois eles ainda não conseguem se concentrar e entender o grande momento de oração que é a Santa Missa e, como estou fazendo um curso de liturgia na paróquia, aproveitei para antecipar este tema também com eles.

Conversei com eles sobre as festinhas de aniversário... sobre a alegria de receber e de serem recebidos. Alegria de ganhar novos presentes e depois poder doar os antigos para os menos  favorecidos.

Depois contei que a Missa também é uma grande festa para nós, comparando com as nossas festas teremos:

Tabela adaptada da apostila postada no site www.catequisar.com.br

Eu perguntei para eles se alguma coisa tinha mudado nas suas vidas desde que começaram a frequentar a Catequese…  Eles disseram que sim, que passaram a ajudar mais a mamãe em casa, a respeitar os outros e a não fazer coisas erradas na escola. Eu fiquei muito feliz e disse que a Missa e a Catequese nos tornam Missionários e temos que levar aos outros que convivem conosco as coisas que aprendemos na Igreja.

Então entreguei uns coraçõezinhos, feitos com EVA e com um pedacinho de ímã atrás e pedi que eles colassem na geladeira da casa deles, sem falar nada, para ver quem iria reparar no recadinho de Deus para eles. No próximo encontro vão me contar qual a reação da família… Vejam como ficaram:

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As frases foram estas:

Jesus te ama! E eu também!!!

Converse com Deus. Ele é seu melhor amigo.

Sinta-se especial.

Deus ama você.

É bom ser importante,  mas é mais importante ser bom.

“Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.” Jesus Cristo

Lembre-se sempre de Deus, pois Ele nunca te esquece…

O Senhor é meu pastor, nada me faltará. (Sl 23,1)

Seu sorriso pode ser a semente de um mundo mais feliz!

Confia no Senhor com todo o teu coração.(Pr 3,5)

A amizade é uma bênção de Deus.

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Sheila Jorge

Publicado originalmente na 1ª Edição da Revista dos Catequistas Unidos

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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Como ser um catequista melhor?

eEncontramos na Internet muitas listas para ter sucesso em qualquer área da vida. E para nós, catequistas, também há diversas listas desde "como ser um bom catequista" até as "regras de ouro do encontro de catequese". Encontrei uma lista com dicas para ser um catequista melhor. Achei interessante, mas comecei a ler e não concordei com algumas coisas. Então, resolvi eu mesma escrever sobre como se tornar um catequista melhor. Essas dicas são para mim também, porque preciso melhorar. Vamos conversar francamente ? 

Então vamos. 

Vou começar contando para vocês que estou fazendo estágio na catequese! Isso mesmo. Depois de 13 anos de caminhada, iniciei uma formação para catequistas da Escola Catequética- CAC. Para finalizar o primeiro  ano do curso, somos encaminhados a uma paróquia para observar uma turma de catequese. Mas não podemos participar, dar palpite, corrigir...só observar, anotar tudo  e entregar um relatório. E uma das coisas que já gostei é o testemunho de vida que os catequistas demonstram ter.  Claro que todo mundo sabe disso: que nossa vida deve ser um testemunho! Que devemos viver os ensinamentos de Cristo para poder, ao falar de Deus, nosso discurso não caia no vazio. 

Mas, uma vez, uma catequista me ensinou muito sobre testemunho. Ela disse que quando nós não conseguimos viver um determinado preceito da Igreja e de Cristo, nós podemos falar para as pessoas, com sinceridade, que ainda não conseguimos viver este preceito, mas que estamos em oração e confiantes que iremos superar essa dificuldade. Esta conversa foi uma catequese. Guardo este ensinamento e falo sempre que tenho oportunidade. Nós, catequistas, temos nossos problemas, dificuldades, nossas limitações, somos pecadores, erramos, caímos... Catequistas não são "doutores da lei". São pessoas comprometidas com Jesus, em construção e formação contínua. Queremos ser catequistas melhores, cristãos mais comprometidos. E como podemos ser catequistas melhores? O que devemos fazer? O que nos falta? O que impede de sermos mais comprometidos e mais engajados com a catequese e com a Igreja? 

Bom, a primeira atitude para se tornar um catequista melhor está resumida numa palavra: doação. É preciso ter disponibilidade de tempo. Tem  catequista envolvido em muitas pastorais e não consegue conciliar.   A catequese é prioridade. Quantas pastorais você participa? As reuniões e os eventos frequentemente costumam chocar com os compromissos da catequese? Se sim, reflita melhor sobre seu chamado para ser catequista e quais são as suas prioridades.  Com disponibilidade, você poderá planejar melhor os encontros e participar das atividades que a coordenação da catequese propor, porque o compromisso com a catequese não é só o "encontro de catequese". Aqui costumamos falar em "catequista de sala": Aquele que só vai para o encontro de catequese, mas não participa de nenhuma atividade.f

Pense agora num atleta que treina diariamente para evoluir, melhorar seus resultados, ganhar uma olimpíada. Não existe atleta ouro sem esforço e dedicação. Catequista é atleta de Cristo. 

Então, se prepare bem: estude os documentos da Igreja, leia as encíclicas, o Diretório Nacional da Catequese, o catecismo. Tudo isso vai te ajudar a planejar o encontro de catequese. Planeje. Prepare com amor. Não vá para a catequese, sem ter lido e estudado o tema, sem saber como você vai conduzir. Jogue fora estas palavras: despreparo, improviso. 

Cuide também da sua espiritualidade,  faça leitura orante da Bíblia, busque intimidade com o Senhor. Faça pequenos exercícios de amor, caridade, compaixão para consigo mesma (o) e com o outro. 

Acolher é fundamental para quem quer ser um bom catequista. Ás vezes acho que passamos tanto tempo na frente do computador que estamos perdendo a alegria de encontrar com o outro. Queremos resolver tudo pela Internet, planejamos pela Internet, enviamos parabéns pelo facebook...e calma!  

Precisamos encontrar nossos irmãos de caminhada, abraçá-los, caminhar com eles... Sorrir, brincar, ser companhia... O papa Francisco fala em "apostolado do ouvido", precisamos encontrar tempo para ouvir o outro catequista que caminha com a gente.  Não adianta estar bem no conhecimento da doutrina católica, se a parte do relacionamento com os outros está capenga.. Um bom catequista é alguém que conhece de metodologia catequética e também, não menos importante, alguém que sabe interagir bem com as pessoas, acolher a todos, a todos, não só o catequista que te ajuda nos encontros. (É um desafio, não acha?)

E para finalizar: seja crítico.   Todo cristão deve ser sal e luz do mundo, deve influenciar a sociedade. Esteja atento ao que acontece ao seu redor, no seu bairro, na cidade, no seu país, e no mundo. O conhecimento crítico da realidade vai te ajudar não só a planejar seu encontro de catequese, mas também a saber se posicionar, defender os mais fracos, ter mais sensibilidade com o sofrimento do outro, e saber interferir para mudar essas realidades. 

A matéria da catequese é Jesus, e como conhecer Jesus? Só falando dele? Só com apostilas? 

Um bom catequista  ajuda o catequizando a percorrer o caminho de iniciação à vida cristã e a fazer a experiência com Jesus. 

Um bom catequista forma discípulos de Jesus, não só prepara para os sacramentos.

Obrigada. Deus ama você!

Cris Menezes

Publicado originalmente na 1ª Edição da Revista dos Catequistas Unidos

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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Revista Digital dos Catequistas Unidos - 2ª Edição

Atenção Galera!!!

Saiu do forno a 2ª Edição da Revista Digital dos Catequistas Unidos!!!

Uma publicação recheada de conteúdo que tem por objetivo formar e informar a todos catequistas…

Vamos ler? Clique Aqui!

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domingo, 29 de outubro de 2017

Entenda por que Nossa Senhora é Rainha e Mãe da fé

Maria como Rainha e Mãe da fé

Neste ano jubilar mariano, no qual celebramos os 300 anos de Aparecida e os 100 anos de Fátima, é significativo meditarmos sobre Nossa Senhora como Rainha e Mãe da fé, pois, se a incredulidade de Eva fez o pecado e a morte entrarem no mundo, por sua fé, a Virgem Maria fez com que o Filho de Deus, a vida (cf. Jo 14, 6) e a santidade (1 Pd 1, 14) se encarnassem no ventre da Virgem de Nazaré. Dessa forma, ao crer no anúncio do anjo e obedecer a vontade de Deus (cf. Lc 1, 26-38), nossa Rainha abriu as portas do Paraíso, que haviam se fechado pela desobediência de Eva.

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A fé incomparável da Virgem Maria

A virtude teologal da fé em Maria é superior a de todos os homens e anjos, pois ela via tudo com olhar de fé:

“Via o Filho na manjedoura de Belém e cria-o Criador do mundo. Via-o fugir de Herodes, sem, entretanto, deixar de crer que era Ele o verdadeiro Rei dos reis. Pobre e necessitado de alimento, ela O viu, mas reconheceu Seu domínio sobre o universo. Viu-O reclinado no feno e confessou-O onipotente. Observou que Ele não falava, mas Lhe venerou a infinita sabedoria. Ouviu-O chorar e O bendisse como as delícias do paraíso. Viu, finalmente, como morria vilipendiado na cruz, e, embora outros vacilassem, conservou-se firme, crendo sempre que ele era Deus” 1 .

São João testemunha que a Mãe de Deus estava junto à cruz de Jesus no Calvário (cf. Jo 19,25). Embora todos vacilassem, ela permaneceu firme, na sua jamais abalada fé na divindade de seu Filho Jesus Cristo, e em tudo que Ele havia revelado, especialmente quanto à sua ressurreição. Em memória de seu ato de fé, no Ofício das Trevas tradicionalmente se conserva uma vela acesa. Por isso, São Leão atribuiu a Nossa Senhora a seguinte passagem do livro dos Provérbios: “A sua candeia não se apagará durante a noite” (31,18).

Santo Alberto Magno dizia que a Virgem Maria exercitou a fé por excelência. Enquanto até os discípulos vacilaram em dúvidas, ela permaneceu firme na fé. Por causa dessa grandiosa e inabalável fé, São Metódio atribuiu a ela o título de “Virgem da luz de todos os fiéis”. Por sua vez, São Cirilo de Alexandria a saudava como Rainha da fé.

A Virgem Maria e a vivência da fé

Santo Ildefonso nos exorta a imitar a Virgem Maria na fé, ou seja, a viver conforme a nossa fé, pois já dizia São Tiago: “Assim como o corpo sem a alma é morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tg 2,26). Sendo assim, não podemos nos dizer cristãos pela fé e pelas palavras, e não ser cristãos pelas obras. Ou mudamos de nome ou de vida. Se cremos que há uma eternidade feliz à espera dos bons e uma infeliz para os maus, não podemos viver como se não crêssemos nessa doutrina.

São Luís Maria ensina que um dos efeitos da consagração a Virgem Maria é a participação da sua fé:

“A Santíssima Virgem vos dará uma parte na fé, a maior que já houve na terra, maior que a de todos os patriarcas, profetas, apóstolos e todos os santos. Agora, reinando nos céus, ela já não tem esta fé, pois vê claramente todas as coisas em Deus, pela luz da glória. Com assentimento do Altíssimo, ela, entretanto, não a perdeu ao entrar na glória; guardou-a para seus fiéis servos e servas na Igreja militante”.

Imitemos a fé da Virgem Maria

Sendo assim, quanto mais ganhamos a benevolência desta Rainha e Mãe da fé, mais profunda será a nossa fé em toda a nossa conduta:

“…uma fé pura, que vos levará à despreocupação por tudo que é sensível e extraordinário; uma fé viva e animada pela caridade que fará com que vossas ações sejam motivadas por puro amor; uma fé firme e inquebrantável como um rochedo, que vos manterá firme e contente no meio das tempestades e tormentas; uma fé ativa e penetrante que, semelhante a uma chave misteriosa, vos dará entrada em todos os mistérios de Jesus Cristo, nos novíssimos do homem e no coração do próprio Deus; fé corajosa que vos fará empreender sem hesitações, e realizar grandes coisas para Deus e a salvação das almas; fé, finalmente, que será vosso fanal luminoso, vossa via divina, vosso tesouro escondido da divina Sabedoria e vossa arma invencível, da qual vos servireis para aclarar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte, para abrasar os tíbios e os que necessitam do ouro candente da caridade, para dar vida aos que estão mortos pelo pecado, para tocar e comover, por vossas palavras doces e poderosas, os corações de mármore e derrubar os cedros do Líbano, e para, enfim, resistir ao demônio e a todos os inimigos da salvação” 3 .

Assim, se quisermos alcançar a salvação, imitemos a fé da Virgem Maria, Rainha e Mãe da fé. Mas se quisermos progredir na vida espiritual, buscar a santidade, a consagração a Nossa Senhora, segundo o método de São Luís, é um caminho fácil, rápido, perfeito e seguro de chegar a Jesus Cristo 4. Por meio da consagração, cresceremos de fé em fé, pois não dependeremos somente de nossos esforços. Mas a Santíssima Virgem nos comunicará a sua fé e, consequentemente, produziremos bons frutos pela caridade.

Nossa Senhora, Rainha e Mãe da fé, rogai por nós!

Referências:

1 SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO. Glórias de Maria, p. 424.
2 SÂO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria, 214.
3 Idem, 214.
4 Cf. idem, 152.

 

Natalino Ueda

Natalino Ueda é brasileiro, católico, formado em Filosofia e Teologia.  É o autor do blogTodo de Maria, que tem como temas principais a devoção mariana e a consagração a Nossa Senhora segundo o método de São Luís Maria Grignion de Montfort.

(Fonte)

domingo, 15 de outubro de 2017

O Brasil tem 30 novos Santos: Papa canoniza mártires de Cunhaú e Uruaçu

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Cidade do Vaticano (RV) – A Igreja tem 35 novos Santos, e entre eles, 30 brasileiros. Em cerimônia presidida pelo Papa Francisco na manhã deste domingo (15/10) na Praça São Pedro, foram canonizados os mártires de Cunhaú e Uruaçu, os Protomártires do México – considerados os primeiros mártires do continente americano - além do sacerdote espanhol Faustino Míguez, fundador do Instituto Calasanzio, Filhas da Divina Pastora, e do Frade Menor Capuchinho italiano Angelo d’Acri.


Após ser cantado o Veni Creator, o Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, acompanhado pelos Postuladores das Causas, dirigiu-se até o Santo Padre pedindo para que se procedesse à canonização dos Beatos, com a leitura de seus nomes.
A seguir, foi lida uma breve biografia dos novos Santos e entoada a Ladainha de todos os Santos, pedindo que por meio da Virgem Maria e de todos os Santos seja sustentado o ato que está para ser cumprido. Por fim, o Santo Padre leu a fórmula de canonização.

Homilia

Se se perde o amor de vista, “a vida cristã torna-se estéril, torna-se um corpo sem alma, uma moral impossível, um conjunto de princípios e leis a serem respeitadas sem um porquê”.
Inspirando-se no Evangelho de Mateus proposto pela Liturgia do dia, o Papa recorda em sua homilia que ”o Reino de Deus é comparável a uma Festa de Núpcias”. Nós, “somos os amados, os convidados” para estas núpcias, mas “o convite pode ser recusado”. Neste sentido, somos chamados a “renovar a cada dia a opção de Deus”, vivendo segundo o amor verdadeiro, superando a resignação e os caprichos de nosso eu”.

Nós somos os convidados

Francisco inicia sua reflexão explicando que o protagonista da festa de núpcias “é o filho do rei, o noivo, no qual facilmente se vislumbra Jesus”. Mas na parábola, não se fala da noiva, “mas de muitos convidados, desejados e esperados: são aqueles que trazem as vestes nupciais:
“Tais convidados somos nós, todos nós, porque o Senhor deseja «celebrar as bodas» com cada um de nós. As núpcias inauguram uma comunhão total de vida: é o que Deus deseja ter com cada um de nós. Por isso o nosso relacionamento com Ele não se pode limitar ao dos devotados súditos com o rei, ao dos servos fiéis com o patrão ou ao dos alunos diligentes com o mestre, mas é, antes de tudo, o relacionamento da noiva amada com o noivo”.

Vida cristã é uma história de amor com Deus

Em outras palavras – explica Francisco – o Senhor “não se contenta com o nosso bom cumprimento dos deveres e a observância de suas leis, mas quer uma verdadeira comunhão de vida conosco, uma relação feita de diálogo, confiança e amor”:
“Esta é a vida cristã, uma história de amor com Deus, na qual quem toma gratuitamente a iniciativa é o Senhor e nenhum de nós pode gloriar-se de ter a exclusividade do convite: ninguém é privilegiado relativamente aos outros, mas cada um é privilegiado diante de Deus. Deste amor gratuito, terno e privilegiado, nasce e renasce incessantemente a vida cristã”.

Francisco pergunta porém, se em nosso dia-a-dia nos recordamos de dizer “ao menos uma vez”, “Senhor, vos amo. Vós sois a minha vida”:
“Com efeito, se se perde de vista o amor, a vida cristã torna-se estéril, torna-se um corpo sem alma, uma moral impossível, um conjunto de princípios e leis a respeitar sem um porquê. Ao contrário, o Deus da vida espera uma resposta de vida, o Senhor do amor espera uma resposta de amor”.

Reavivar a memória do primeiro amor

O Papa alerta para o perigo “de uma vida cristã rotineira, onde nos contentamos com a «normalidade», sem zelo nem entusiasmo e com a memória curta”.
Neste sentido, somos chamados a reavivar a memória do primeiro amor: “somos os amados, os convidados para as núpcias, e a nossa vida é um dom, sendo-nos dada em cada dia a magnífica oportunidade de responder ao convite”.

A recusa do convite

Mas este convite pode ser recusado. O Evangelho – observa o Papa – relata que muitos convidados disseram não, pois “estavam presos aos próprios interesses”, “ao seu campo, ao seu negócio”.
A palavra “seu” – frisa Francisco – “é a chave para entender o motivo da recusa”. Nos afastamos do amor, “não por malvadez”, mas porque se prefere “as seguranças, a autoafirmação, as comodidades”:
“Então reclinamo-nos nas poltronas dos lucros, dos prazeres, de qualquer passatempo que nos faça estar um pouco alegres. Mas deste modo envelhece-se depressa e mal, porque se envelhece dentro: quando o coração não se dilata, fecha-se, envelhece. E quando tudo fica dependente do próprio eu – daquilo com que concordo, daquilo que me serve, daquilo que pretendo –, tornamo-nos rígidos e maus, reagimos maltratando por nada, como os convidados do Evangelho que chegam ao ponto de insultar e até matar aqueles que levaram o convite, apenas porque os incomodavam”.

Deus é o oposto do egoísmo

“Deus é o oposto do egoísmo, da autorreferencialidade”, pois diante de nossas contínuas recusas e fechamentos, “não adia a festa. Não se resigna, mas continua a convidar”:
“Vendo os «nãos», não fecha a porta, mas inclui ainda mais. Às injustiças sofridas, Deus responde com um amor maior. Nós muitas vezes, quando somos feridos por injustiças e recusas, incubamos ressentimento e rancor. Ao contrário Deus, ao mesmo tempo que sofre com os nossos «nãos», continua a relançar, prossegue na preparação do bem mesmo para quem faz o mal. Porque assim faz o amor; porque só assim se vence o mal”.

Hoje – portanto – “este Deus que não perde jamais a esperança, nos compromete a fazer como ele, a viver segundo o amor verdadeiro, a superar a resignação e os caprichos de nosso “eu” suscetível e preguiçoso".

As vestes dos convidados

O Papa destaca então, um último aspecto do Evangelho do dia: “as vestes dos convidados, que são indispensáveis”. Ou seja, não basta responder ao convite dizendo sim e basta, “mas é preciso vestir” “o hábito do amor vivido cada dia”, porque “não se pode dizer “Senhor, Senhor”, sem viver e praticar a vontade de Deus. Precisamos nos revestir a cada dia do seu amor, de renovar a cada dia a opção de Deus”:
“Os Santos canonizados hoje, sobretudo os numerosos Mártires, indicam-nos esta estrada. Eles não disseram «sim» ao amor com palavras e por um certo tempo, mas com a vida e até ao fim. O seu hábito diário foi o amor de Jesus, aquele amor louco que nos amou até ao fim, que deixou o seu perdão e as suas vestes a quem O crucificava. Também nós recebemos no Batismo a veste branca, o vestido nupcial para Deus.”

Perdão do Senhor, passo decisivo para entrar na sala das núpcias

Que “peçamos a Ele, pela intercessão destes nossos irmãos e irmãs santos, a graça de optar por trazer cada dia esta veste e de a manter branca”, o que é possível, “antes de mais nada, indo sem medo receber o perdão do Senhor, o passo decisivo para entrar na sala das núpcias e celebrar a festa do amor com Ele”.

Segundo a Sala de Imprensa da Santa Sé, 35 mil fiéis participaram da celebração. (JE)

(Fonte)

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Tem novidade no mundo digital…

Queridos irmãos e irmãs, a Paz de Cristo!

É com grande alegria que apresentamos a mais nova ferramenta de comunicação para os Catequistas: A Revista Digital dos Catequistas Unidos!

Este está sendo um projeto pensado com bastante carinho, buscando aproximar ainda mais os Catequistas na internet que buscam aprofundar seus conhecimentos e também compartilhar suas experiências na vida pastoral.

Clique na Imagem para acessar a Revista!!!

A cada mês, será uma nova edição com conteúdo formativo e informativo, preparado por Catequistas que vivenciam o dia-a-dia da Iniciação à Vida Cristã.

Você gostou do nosso projeto? Quer fazer parte dele? Converse conosco através dos contatos abaixo e junte-se a nós!

Site: http://catequistasunidos.wixsite.com/catequistasunidos

Fanpage: https://www.facebook.com/catequistas.unidos/

Um fraterno abraço!

Equipe Catequistas Unidos

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Terapia de reorientação sexual e doutrina da Igreja

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A história da atriz Claudia Jimenez com os homens foi, por muitos anos, muito conturbada. Ela abusada sexualmente por um vizinho quando tinha apenas 7 anos. Na juventude, ela não gostava de sua aparência e se sentia rejeitada pelos homens. Além disso, nutria "uma relação não muito satisfatória" com o pai. A “saída” encontrada por Claudia para lidar com essas questões foi buscar afeto nas mulheres.

"Não tinha sensualidade, era muito mais gorda do que sou hoje. Não tinha forma nem vaidade. Achava que não tinha cacife para seduzir um homem. Como tinha de ser amada, me joguei nas mulheres".

- Claudia Jimenez (Fonte: Site da Folha)

Certamente, o problema não era ela ser obesa (tem muita gordinha aí muito bem resolvida com seu corpo), mas sim ter auto-estima baixa, coisa que afeta até as meninas mais saradas. Claudia fala com muito afeto da sua última parceira, com que conviveu por dez anos. Mas também descreve com entusiasmo a primeira relação que teve com um homem, aos 49 anos. E, desde então, pelo visto, só quer saber do sexo oposto!

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A orientação sexual de Claudia mudou. Bem diferente do que diz a letra da música da Lady Gaga (I was born this way), Claudia não nasceu lésbica. E assim como ela, existem milhares de pessoas que não estão satisfeitas com sua condição de homossexuais. Elas não têm doença mental, mas sofrem um conflito, e desejam ajuda profissional para resolver isso. O que a sociedade tem a dizer a essas pessoas? As únicas duas opções que existiam até há poucos dias eram:

- Venha pra minha igreja que Jesus vai te curar.

- É ótimo ser gay, você é obrigado a ser feliz assim, você já nasceu assim e tem que viver e morrer assim.

É isso... Pra lidar com esse conflito de sexualidade, só restava à pessoa correr atrás de um milagre ou entubar seu drama. Quer ajuda profissional? Impossível. Muitas dessas pessoas buscavam socorro na psicologia, mas em vão. No Brasil, a Resolução 1/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP) proíbe os psicólogos de oferecerem terapia de reorientação sexual.

Mas tudo mudou no último dia 15 de setembro, quando um juiz do Distrito Federal, por meio de uma liminar, derrubou a tal proibição do CFP. Quem quiser ler a liminar na íntegra, clique aqui. Vamos resumir o que diz a liminar:

  1. HOMOSSEXUALIDADE NÃO É DOENÇA (a cantora Anitta e o filósofo Leandro Karnal parece que não leram essa parte do texto);
  2. O CFP não deve proibir os psicólogos de oferecerem auxílio a todos aqueles que livremente os procurarem ajuda para deixarem de ser homossexuais.

Como era de se esperar, boa parte da mídia desqualificou a liminar e distorceu o seu conteúdo. Do jeito que estão falando, parece até que vão caçar todos os gays do Brasil, enfiar num camburão (prateado e purpurinado que nem o “Priscilla") e obrigar todo mundo a se submeter à “cura gay”.

Para provocar a hostilidade imediata das massas, tacharam as terapias de reorientação sexual de “cura gay”. Mas psicólogo não é médico e não receita remédio. O psicólogo simplesmente analisa a história de vida da pessoa e a ajuda a ver as coisas mais claramente, dando-lhe suporte para superar seus conflitos emocionais. Aceitem: os homossexuais devem ser LIVRES para se sentirem ou não satisfeitos com sua condição. A questão é essa aqui:

  • Tá feliz sendo gay? Então joga o picumã pra esse bafafá e segue em paz com a tua vida. A oferta de terapias de reorientação sexual não te afeta em nada. Faz a egípcia, que o papo não é contigo!
  • Tá infeliz com sua condição de gay? Quer ajuda profissional pra mudar? Então tome posse dos seus direitos. Se você quer, você pode receber terapia.

Você é contra as terapias de reorientação sexual? Tudo bem... então NÃO FAÇA essas terapias!!! (não é assim que dizem para nós, cristãos? “É contra o casamento gay? Então não case com um gay!”).

Mas essas terapias de reorientação sexual são eficazes? Não há evidências científicas nem contra nem a favor. Penso que na maioria dos casos (opinião minha) a terapia tem alcance limitado e não fará um homossexual se tornar hétero, mas será de grande ajuda para a compreensão das origens de sua homossexualidade, possibilitando que a pessoa se conheça melhor e alcance a paz de espírito.

Mas, como bem disse o psiquiatra Daniel Martins, o juiz entende que "cada um é livre para fazer o que bem entender, e se a pessoa quer mudar sua orientação sexual, deixemos seu psicólogo tentar". 

E a Igreja Católica, o que diz sobre essas terapias? As diretrizes da “Carta aos bispos da Igreja Católica sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais“ não cita a necessidade de procura de nenhuma terapia de reorientação sexual. De fato, a Igreja se distancia amplamente de grande parte das seitas protestantes, que pregam que para o homossexual viver integralmente a fé cristã ele, necessariamente, deve se tornar heterossexual. Isso não tem nada a ver com catolicismo!

A cura a se buscar é do pecado. Ficar eternamente pensando em "curas", esperando que Deus dê solução de todos os nossos problemas terrenos, para vivermos como Adão e Eva antes do pecado original é, resumindo, fuga da cruz. 

(Fonte)

terça-feira, 25 de julho de 2017

Por que devo fazer o sinal da cruz quando passo por uma igreja?

Conheça a importância do sinal da cruz para o cristão

O sacrifício de Jesus Cristo é o sinal maior do amor de Deus por nós. Para que pudéssemos nos ver livres do pecado, Aquele que viveu livre dele foi condenado e crucificado, e, em Seu sacrifício, traçou sobre o mundo o sinal da cruz. Nas Palavras do Papa Francisco, “a cruz de Jesus é a nossa única esperança verdadeira! Eis por que a Igreja ‘exalta’ a santa cruz, e eis por que nós cristãos abençoamos com o sinal da cruz”. Podemos ler, nos Evangelhos de Lucas e Mateus, o convite dirigido a nós por Jesus: “Negue-se a si mesmo, tome a sua cruz” (Mt 16,24 e Lc 9,23). Traçar sobre nosso corpo esse sinal é professar nossa fé sem palavras.

Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Em que momentos podemos ou devemos fazer o sinal da cruz?

Na celebração da Santa Missa, em observância ao rito litúrgico, há momentos em que o sinal da cruz se apresenta como obrigatório, como se faz no início e ao fim da celebração. Também é traçado o sinal da cruz em reverência à leitura do Evangelho, com o polegar da mão direita, sobre si mesmo, na testa, na boca e no peito. Nesses momentos, ao traçar sobre o corpo o sinal da cruz, que se faça com a devida devoção, eis que é na sagrada liturgia que se opera a santificação dos homens e na qual, por meio de sinais sensíveis, prestamos o culto público de Deus. E a todo momento, em nosso cotidiano, ao professar a fé pelo sinal da cruz, lembremo-nos das palavras de São Paulo: “De fato, Cristo não me enviou para batizar, mas para anunciar o Evangelho, sem recorrer à sabedoria da linguagem, a fim de que não se torne inútil a cruz de Cristo, pois a linguagem da cruz é louca para aqueles que se perdem. Mas para aqueles que se salvam, para nós, é poder de Deus” (1Cor 1,17-18).

Professar a fé sem palavras é expressão sutil e humilde de devoção e não deve ser empregue sem a adequada veneração, sob o risco de fazê-lo de modo supersticioso. Com efeito, não há obrigatoriedade em traçar o sinal da cruz ao passar por uma igreja, o que não diminui seu significado. É que, no Cerimonial dos Bispos, no número 110, verifica-se a citação de uma antiga prática cristã no uso da água benta, que diz: “Seguindo louvável costume, todos, ao entrar na igreja, molham a mão na água benta, contida na respectiva pia, e fazem com ela o sinal da cruz, como recordação do seu próprio batismo”. Daí, verifica-se o costume de muitas pessoas em traçar o sinal da cruz ao entrar na igreja, que, em sinal de respeito e devoção, foi se estendendo para o exterior do templo, até que tomou a forma que vemos muitos cristãos praticarem atualmente, de traçar sobre si o sinal da cruz ao passar na frente de uma igreja.

Faça o sinal da cruz 

Certos de que a força de Deus nos acompanha em nossas provações diárias, façamos do sinal da cruz um gesto de fortalecimento e profissão de fé, atentos para que sempre que o traçarmos, seja com o coração repleto de devoção. Como nos ensina o Santo Papa João Paulo II: “Quem quer que seja que acolha Deus em Cristo, acolhe-O mediante a cruz. E quem acolheu Deus em Cristo, exprime isso mesmo mediante esse sinal: quem O aceitou, efetivamente, benze-se com o sinal da cruz sobre a fronte, sobre os ombros e sobre o peito, para manifestar e para professar que, na cruz, encontra-se de novo totalmente a si mesmo, alma e corpo, e que com este sinal abraça e aperta ao peito Cristo e o seu reino”.

REFERÊNCIAS

A BÍBLIA SAGRADA. Edição Pastoral. 86 ed. São Paulo: Paulus. 2012.

PAPA FRANCISCO. Angelus. 14 set. 2014. Disponível em: <http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/angelus/2014/documents/papa-francesco_angelus_20140914.pdf>

PAPA JOÃO PAULO II. Palavras no final da via-sacra. 4 abr. 1980. Disponível em: < http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/speeches/1980/april/documents/hf_jp-ii_spe_19800404_via-crucis.html>

SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA O CULTO DIVINO. Cerimonial dos Bispos. Cerimonial da Igreja.

Luis Gustavo Conde
(Fonte)

domingo, 16 de abril de 2017

Páscoa, festa da Ressurreição de Cristo

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“Com a sua morte destruiu a morte e com sua Ressurreição deu-nos a vida.”

A Páscoa já era celebrada solenemente pelo povo judeu desde Moisés, para comemorar a passagem do Mar Vermelho, onde sucumbiram as forças do Faraó que perseguia o povo de Deus. Foi a passagem da escravidão do Egito para a liberdade da Terra Prometida por Deus a Abraão. Por isso os judeus a celebravam, e ainda celebram solenemente.

Cristo celebrava a Páscoa como bom judeu, fiel às Sagradas Escrituras, e celebrou-a juntamente com os seus Apóstolos na Última Ceia, onde nos deixou o memorial da sua Paixão: a Eucaristia.

A Páscoa cristã, que tem as sua imagem na dos judeus, é a celebração da Ressurreição de Cristo, a vitória da Vida sobre a morte, o triunfo da graça sobre o pecado, da luz sobre as trevas. Cristo desceu à mansão da morte para destruir a morte. “Com a sua morte destruiu a morte e com sua Ressurreição deu-nos a vida.”

Esta é a alegria e a esperança cristã. O verdadeiro cristão jamais se dá por vencido porque sabe que já é vitorioso Naquele que venceu a morte.

Cada criança ao ser batizada participa desta Morte e da mesma Ressurreição de Cristo; é regenerada; e vive uma vida nova na liberdade dos filhos de Deus.

Jesus, sendo Deus e Homem ao mesmo tempo, trazendo em si de modo harmonioso as duas naturezas, pôde morrer como homem e oferecer á Justiça divina, como Deus,  um sacrifício de valor Infinito, e assim pôde conquistar para todos os homens de todos os lugares e de todos os tempos, o resgate do pecado e da morte.

Após a Ressurreição Jesus instituiu no mesmo domingo desta, o Sacramento do perdão, a Confissão; na verdade Ele estava ansioso para distribuir aos homens o perdão que Ele haveria de conquistar com sua morte e Ressurreição; por isso no mesmo dia em que ressurgiu dos mortos Ele enviou os seus Apóstolos a perdoar aos pecados em seu Nome. “Aqueles a quem vocês perdoarem os pecados, os pecados serão perdoados” (João 20,22).

Cristo ressuscitou e vive entre nós; isto é um fato histórico que os Evangelhos narram. São Paulo afirma na Carta aos Coríntios que “Ele apareceu para mais de quinhentos, dos quais muitos ainda são vivos”.

A verdade da Ressurreição de Cristo é que explica a força dos Apóstolos a saírem pelo mundo pregando Jesus vivo e presente entre eles. Nesta certeza eles enfrentaram o império romano e o tornaram cristão. Nesta certeza eles enfrentaram os dentes dos leões sob Nero, Dioclesiano, Vespasiano, Domiciano e outros imperadores que os massacraram. Foi na força da Ressurreição de Jesus que a Igreja sempre venceu todos os seus inimigos: as heresias, o comunismo, o nazismo, o ateísmo, o racionalismo, as perseguições terríveis da Revolução Francesa e as do século XX na Espanha e no México.

Acreditar que a Igreja chegou até nós com 2000 anos de vitórias, sem acreditar na Ressurreição de Cristo, seria acreditar num milagre maior do que a própria Ressurreição.

Cristo Ressuscitou e vive entre nós. Ele disse aos Apóstolos antes da Ascensão ao Céu: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”.

Coragem meu irmão, Jesus venceu a morte, venceu a dor, venceu o pecado… não tenha medo, porque Ele caminha conosco.
Feliz Páscoa!

Prof. Felipe Aquino

(Fonte)

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