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domingo, 19 de abril de 2009

Família e catequese

Por: Jairo Coelho
Seminarista da Diocese de Santarém-PA Estudante de Teologia e Jornalismo Coord. de catequese
Paróquia Sant'ana - Belém-PA
E-mail: jairo.coelho@hotmail.com

Ao criar o homem a sua imagem e semelhança e dar-lhe a mulher por companheira, Deus quis constituir a família como célula primeira e vital da sociedade. Porém, as famílias estão se deteriorando progressivamente, ameaçadas pela crise de valores que temos testemunhado em nossos dias. A família não é mais um celeiro de santidade, mas um criadouro de caricaturas humanas sem espaço para a vivência dos valores evangélicos.

Muito se ouve falar sobre evangelização das e nas famílias. Mas esta continua sendo um grande desafio. Não sabemos como envolver as famílias, sobretudo, no processo de catequização dos filhos. É sabido que os pais devem ser os primeiros catequistas de seus rebentos. Entretanto, a realidade é bem diferente. Muitas crianças chegam aos encontros de catequese e não sabem sequer fazer o sinal da cruz. Toda a responsabilidade é repassada ao catequista, e não deve ser assim.

A iniciação cristã tem que começar em casa. A Bíblia Sagrada nos mostra o exemplo de Timóteo, o qual foi educado na fé por sua avó e sua mãe: “Conservo a lembrança daquela tua fé tão sincera, que foi primeiro a de tua avó Lóide e de tua mãe Eunice e que, não tenho a menor dúvida, habita em ti também”. (II Tim 1,5). Infelizmente isto é raro hoje em dia. Mas graças a Deus ainda existem famílias que conservam vivos os valores cristãos.

Entretanto, o que se vê, geralmente, são pais que simplesmente mandam ou deixam seus filhos na porta da Igreja e voltam para buscá-los horas depois. Parece não haver nenhuma preocupação com a evangelização da criança ou do adolescente. Muitos nem ao menos conhecem o catequista do filho, nunca o procuram para saber o que acontece nos encontros de catequese. A preocupação maior é com a cerimônia do dia em que o catequizando receberá o sacramento. Tanto é que quando procuram o catequista não é para saber o que o filho está aprendendo, mas como será a roupa que irá vestir no dia celebração.

Na tentativa de envolver as famílias, em muitas paróquias tem-se o costume de celebrar “missas da catequese”. No entanto, quase sempre quem participa são apenas os catequistas e os catequizandos.

O que fazer diante dessa realidade? Na paróquia de Sant’Ana, em Belém do Pará, algumas experiências têm dado certo. O ENCONTRÃO DAS FAMÍLIAS, por exemplo. A cada dois meses realizamos um encontro para as famílias dos catequizandos, não apenas para os pais, mas para todos os membros da família, no qual os próprios catequizandos apresentam, em forma de arte (teatro, dança, música, etc.), o conteúdo trabalhado durante os encontros de catequese. Ao final as famílias se confraternizam, partilhando o lanche que cada uma traz.

Outra experiência bem sucedida é a MISSÃO CATEQUÉTICA. Trata-se de visitas às famílias dos catequizandos. Cada catequista, juntamente com seus catequizandos, realizam visitas regulares às famílias para conhecerem a realidade de cada uma e juntos rezarem e partilharem suas experiências de fé e vida.

Nossas reuniões com os catequistas acontecem sempre na casa da família de um catequizando. O objetivo é partilhar com a família nossas alegrias e tristezas, nossas preocupações e nossas conquistas e assim envolvê-la na missão evangelizadora.

Muitas outras experiências por este Brasil a fora têm conseguido envolver as famílias e, portanto, devem ser incentivadas. É evidente que os resultados não são imediatos. Mas convém lembrar que a manifestação de Deus acontece em doses homeopáticas. Por isso, é preciso paciência e não desanimar diante das adversidades. Deus testa nossa perseverança e nem sempre suportamos, porque vivemos numa cultura do imediatismo. Todavia, o cristão não pode ser assim.

É urgente que nossas famílias voltem a ser celeiros de santidade. Para isso, a catequese deve ser um canal da graça de Deus, principalmente para aquelas famílias que se encontram desestruturadas. É indispensável fazer ecoar nesses lares a palavra de Deus. Logo, não podemos ficar parados de braços cruzados esperando que venham até nós, e sim somos nós que temos que ir ao encontro dessas famílias, cumprindo desta forma o mandato missional de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações...” (Mt 28, 19). Portanto, nossa maior alegria deve ser testemunhar o amor de Deus.

(Texto Extraído do site www.catequisar.com.br)

terça-feira, 7 de abril de 2009

Celebração do Tríduo Pascal

O espírito quaresmal nos encaminha para a Semana Santa, que precede a Páscoa.

Na segunda, terça e quarta-feira da Semana Santa, a Igreja prepara-se para o Tríduo Pascal, contemplando o Servo sofredor. Nesse período, aparecem como figuras eloquentes, Maria, a Mãe de Jesus, Maria Madalena, que perfuma o corpo do Senhor, Pedro e Judas.

Na liturgia romana o Tríduo Pascal é ponto culminante: "não se trata de um tríduo preparatório para a festa da Páscoa, mas são três dias de Cristo crucificado, morto e ressuscitado. Tem início na celebração da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, na missa vespertina, terminando com o domingo de Páscoa". São dias dedicados a celebrações e orações especiais.

Na Quinta-feira Santa comemoramos a última Ceia da páscoa hebraica que Jesus fez com os 12 apóstolos antes de ser preso e levado à morte na cruz. Durante esta ceia, Jesus instituiu a Eucaristia e o sacerdócio Cristão, prefigurando o evento novo da Páscoa cristã que haveria de se realizar dois dias depois.

O Cordeiro pascal a partir dessa ceia, é Ele próprio, que se oferece num voluntário sacrifício de expiação, de louvor e de agradecimento ao Pai, mareando assim a definitiva aliança de Deus com toda a humanidade redimida do poder do maligno e da morte.

A simbologia do sacrifício é expressa pela separação dos dois elementos: o pão e o vinho, a carne e o sangue, o Corpo e o Espírito de Jesus, inseparavelmente unidos e separados, sinal misterioso ao mesmo tempo de vida e de morte.

Esse evento do mistério de Jesus é também profecia e realização do primado do amor e do serviço na sua vida e na dos que crêem, o
que se tornou manifesto no gesto do lava-pés.

Depois do longo silêncio quaresmal, a liturgia canta o Glória. Ao término da liturgia eucarística, tiram-se as toalhas do altar-mor para indicar o abandono que o Senhor vai encontrar agora; a santa Eucaristia, que não poderá ser consagrada no dia seguinte, é exposta solenemente com procissão interna e externa a igreja e a seguir recolocada sobre o altar da Deposição até a meia-noite para adoração por parte dos fiéis.

Na Sexta-feira Santa a Igreja não celebra a Eucaristia. Recorda a Morte de Cristo por uma celebração da Palavra de Deus, constando de leituras bíblicas, de preces solenes, adoração da cruz e comunhão sacramental.

A noite do Sábado Santo é a "mãe de todas as vigílias", a celebração central de nossa fé, nela a Igreja espera, velando, a ressurreição de Cristo, e a celebra nos sacramentos.

A liturgia da Noite Pascal tem as seguintes partes: Celebração da Luz, Liturgia da Palavra, Liturgia Batismal e Liturgia Eucarística.

O Tríduo Pascal termina com as Vésperas do Domingo da Ressurreição. Na verdade o Cristo ressuscitou, aleluia! A ele o poder e a glória pêlos séculos eternos.

Uma feliz e abençoada Páscoa!

Pe. Ademir Gonçalves, C.Ss. R.

(Texto Extraído do site www.catequisar.com.br)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Mensagem - A visita

O membro de um grupo, sem aviso prévio, deixou de participar de suas atividades. Após algumas semanas, o líder decidiu visitá-lo.

Era uma noite muito fria, e ele encontrou o homem em casa, sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.

Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas vindas, conduziu-o a uma grande cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando. O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silêncio total que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno da lenha que ardia.

Depois de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram. Cuidadosamente, escolheu uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a de lado. Voltou-se então, a sentar-se permanecendo silencioso e imóvel.

O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto.

Lentamente, a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo apagou-se de uma vez. Em pouco tempo, o que antes era uma festa de calor e de luz, não passava de um negro, frio e apagado pedaço de carvão, recoberto de uma espessa camada de fuligem acinzentada.

Nenhuma palavra tinha sido dita desde o formal cumprimento inicial entre os dois. Antes de se preparar para sair, o líder manipulou novamente o carvão frio, devolvendo-o ao fogo. Quase que imediatamente, ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele.

Quando já havia alcançado a porta para partir, seu anfitrião disse:

- Obrigado pela visita e pela belíssima lição. Estou voltando ao convívio do grupo. Deus te abençoe !

Aos membros vale lembrar que eles fazem parte da chama, e que, longe do grupo, perdem todo o brilho. Aos líderes, que eles são responsáveis por manter acesa a chama de cada um e por promoverem a união entre seus membros para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.

(Texto Extraído do site www.catequisar.com.br)

Terço do Espírito Santo

No Princípio : Pai-Nosso ... Ave-Maria ... Creio ...

Nas contas grandes do Pai-Nosso :

Recebereis a força do Espírito Santo e sereis minha testemunha .

Nas contas pequenas da Ave-Maria :

Vinde Espírito Santo .

No fim do Terço :

Vinde , Espírito Santo , enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.

Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.

Oremos : Ó Deus , que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo ,

fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e

gozemos sempre da Sua consolação. Por Cristo , Senhor nosso.

(Texto Extraído do site www.catequisar.com.br)
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