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domingo, 29 de março de 2015

Domingo de Ramos

Domingo-de-Ramos-na-Paixão-do-SenhorO Domingo de Ramos abre por excelência a Semana Santa. Relembramos e celebramos a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, poucos dias antes de sofrer a Paixão, Morte e Ressurreição. Este domingo é chamado assim porque o povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão onde Jesus passava montado num jumento. Com folhas de palmeiras nas mãos, o povo o aclamava "Rei dos Judeus", "Hosana ao Filho de Davi", "Salve o Messias"... E assim, Jesus entra triunfante em Jerusalém despertando nos sacerdotes e mestres da lei muita inveja, desconfiança, medo de perder o poder. Começa então uma trama para condenar Jesus à morte e morte de cruz.

O povo o aclama cheio de alegria e esperança, pois Jesus como o profeta de Nazaré da Galiléia, o Messias, o Libertador, certamente para eles, iria libertá-los da escravidão política e econômica imposta cruelmente pelos romanos naquela época e, religiosa que massacrava a todos com rigores excessivos e absurdos.

Mas, essa mesma multidão, poucos dias depois, manipulada pelas autoridades religiosas, o acusaria de impostor, de blasfemador, de falso messias. E incitada pelos sacerdotes e mestres da lei, exigiria de Pôncio Pilatos, governador romano da província, que o condenasse à morte. 

Por isso, na celebração do Domingo de Ramos, proclamamos dois evangelhos: o primeiro, que narra a entrada festiva de Jesus em Jerusalém fortemente aclamado pelo povo; depois o Evangelho da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, onde são relatados os acontecimentos do julgamento de Cristo. Julgamento injusto com testemunhas compradas e com o firme propósito de condená-lo à morte. Antes porém, da sua condenação, Jesus passa por humilhações, cusparadas, bofetadas, é chicoteado impiedosamente por chicotes romanos que produziam no supliciado, profundos cortes com grande perda de sangue. Só depois de tudo isso que, com palavras é impossível descrever o que Jesus passou por amor a nós, é que Ele foi condenado à morte, pregado numa cruz.

O Domingo de Ramos pode ser chamado também de "Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor", nele, a liturgia nos relembra e nos convida a celebrar esses acontecimentos da vida de Jesus que se entregou ao Pai como Vítima Perfeita e sem mancha para nos salvar da escravidão do pecado e da morte. Crer nos acontecimentos da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, é crer no mistério central da nossa fé, é crer na vida que vence a morte, é vencer o mal, é também ressuscitar com Cristo e, com Ele Vivo e Vitorioso viver eternamente. É proclamar, como nos diz São Paulo: '"Jesus Cristo é o Senhor", para a glória de Deus Pai' (Fl 2, 11).

quinta-feira, 26 de março de 2015

A História da Páscoa

A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. É o dia santo mais importante da religião cristã. Naquele dia, cerca de 2000 anos atrás, Deus mostrou seu amor ao homem de uma maneira única e muito importante.

Jesus nasceu de pais judeus, na província romana da Judéia, a terra hoje conhecida como Palestina e Israel. Ele ensinou as pessoas sobre Deus, curou os enfermos, e ajudou as pessoas que estavam solitárias, tristes, e injustiçadas.
 
Na hora marcada, um dia antes da festa judaica da Páscoa, Jesus partiu para Jerusalém com seus discípulos.

No dia principal da festa, como Jesus se sentou com seus discípulos durante a ceia, lembrou a seus amigos que logo iria deixá-los. Deu-lhes de beber vinho e comer pão juntos em memória Dele, até o dia que Ele iria comer e beber junto com eles novamente no céu. Quando os cristãos se reúnem na Missa, eles  realizam esta cerimônia, chamada de EUCARISTIA.

E Jesus foi com seus discípulos a um jardim fora da cidade para rezar antes do calvário, Ele sabia o que estava por vir. Sabendo que o homem foi separado de Deus por causa do seu pecado, Ele se entregou voluntariamente à dor da morte e da separação de Deus, a fim de tomar o nosso castigo em nosso lugar. Foi difícil para ele, mas ele fez isso para que todos pudéssemos conhecer a Deus e estar perto dele, sem nossos erros ficando no caminho. Uma analogia simples é que nós somos como crianças que foram ruins e merecem punição e não o privilégio de ir para o céu. Jesus, porém, é como nosso irmão mais velho que, através da Sua morte, tomou nosso castigo por nós. Ao aceitar o Seu perdão, podemos ser perdoados, uma vida amorosa e feliz Ele quer que nós tenhamos, e estar com Ele no céu depois da morte.

Assim, antes do amanhecer do dia seguinte, os príncipes dos sacerdotes, que por esta altura tinha terminado os seus planos para matar Jesus, enviaram seus guardas para o jardim onde Jesus estava orando e levaram-no cativo.

Easter Jesus cross color

Um grupo de soldados romanos foi à procura de Jesus, prenderam, bateram muito em Jesus, eles vestiram um manto de púrpura e colocaram uma coroa de espinhos na cabeça dele. Então os soldados levaram Jesus para fora para crucificá-lo, o que significava pregá-lo numa cruz de madeira para ficar pendurado até morrer. Eles fizeram Jesus carregar a Sua cruz enorme até que ele caiu sob o peso dela. Um homem chamado Simão de Cirene ajudou Jesus a carregar a Sua cruz.

Eles o levaram ao topo de uma pequena colina chamada Gólgota, e  o crucificaram ali.

Easter Jesus on cross color

À noite, um homem chamado José de Arimatéia foi ter com Pilatos e pediu o corpo de Jesus. José e outros tiraram o seu corpo da cruz, envolveu-o num lençol, e puseram-no em um sepulcro novo, esculpido em rocha sólida, que José havia comprado para si. Uma enorme pedra foi rolada na entrada do sepulcro, e José e os outros foram embora.

Na madrugada de domingo, várias mulheres que eram seguidoras de Jesus foram ao túmulo. Quando chegaram, viram que a pedra tinha sido rolada para o lado, assim que entraram viram um jovem cujo rosto brilhava e cujas roupas eram brancas como a neve.
 
O homem com o rosto brilhando disse: "Não tenhais medo. Jesus não está aqui, mas Ele ressuscitou como havia dito. 

Easter Mary color

A partir desta história vem a tradição da Páscoa. Ela começa com Sexta-Feira Santa, que representa o dia em que Jesus morreu na cruz, e termina no Domingo de Páscoa, que é um dia para se regozijar porque Jesus ressuscitou dos mortos. Em Sua morte Ele tirou a barreira da iniquidade que nos separa de Deus e na Sua ressurreição Ele mostrou o seu poder de nos transformar e nos dar a Sua vida nova pelo Espírito Santo. Nós só temos que pedir, e Ele fará tudo isso por nós, porque Ele sofreu, morreu e ressuscitou, só para nós.

Sim, Jesus vive! E isso não é tudo. Ele viverá no coração de quem convida-o a  entrar. Ele vai perdoar os pecados e dar uma nova vida, uma vida de amor e de felicidade que fica melhor e melhor quanto mais se aprende sobre Jesus e seus caminhos através da oração e leitura da Bíblia e de outros cristãos. Ele disse: 
"Eu vim para que tenhais vida", e "A quem o Filho libertar é verdadeiramente livres" (João 10:10, 8:36).

Easter Jesus alive color

PARA COLORIR:

Easter Jesus alive BW

Easter Jesus cross BW

Postagem extraída do excelente blog da Tia Paula.

domingo, 22 de março de 2015

O que foi a reforma protestante

A Reforma protestante é longa e complicada. Neste texto, vamos dar apenas as informações mais importantes

A Reforma aconteceu no século XVI com o frade agostiniano alemão Martinho Lutero. Foi uma questão religiosa, mas, dado o clima da época, tomou proporções eclesiásticas e políticas que ninguém imaginava. O povo e os príncipes cristãos alemães esperavam a renovação da Igreja, no século XVI, pela eliminação dos abusos, sem alteração da fé e da constituição da Igreja. Isso gerou o “caldo de cultura” da Reforma.

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Quem foi Lutero?

Martinho Lutero nasceu, em 10 de novembro de 1483, em Eisleben. Teve infância dura, sujeita, em casa e na escola, à disciplina severa. A partir de 1501, na Universidade de Erfurt, estudou filosofia nominalista com tendência relativista que eliminava a harmonia entre a ciência e a fé.

Certa vez, a caminho da Universidade (02/07/1505), foi quase fulminado por um raio; em consequência, fez o voto a Santa Ana, de entrar no convento se não morresse. Lutero tinha um temperamento escrupuloso e pessimista, temia o juízo de Deus sobre os seus pecados; algo que o deixava inquieto.

Em julho de 1505, à revelia do pai, Lutero entrou no convento dos Agostinianos de Erfurt. Em 1507, foi ordenado presbítero. Em 1510 ou 1511, passou quatro semanas em Roma, onde conheceu a vida da Cúria. Isso tudo, porém, não o impressionou muito nem abalou a sua fidelidade à lgreja. Foi nomeado professor de Sagrada Escritura em Wittenberg. Vivia, porém, inquieto ao pensar na sua fragilidade moral e nos juízos de Deus. Jejuava, praticava vigílias de oração, mas sem conseguir paz.

Estudando as cartas de São Paulo aos gálatas e aos romanos, encontrou uma solução: achou que não deveria se importar tanto com aquilo que fazia, precisava apenas ficar firme na fé e na confiança em Jesus Salvador. Ele dizia: “É a fé, e não as obras boas, que salvam o homem”. Para Lutero, o homem foi totalmente corrompido pelo pecado original e, então, só pode pecar; o livre-arbítrio está vendido ao pecado; não se pode apelar para ele. E a concupiscência desregrada, que é o próprio pecado, é inextinguível no homem. Só lhe resta confiar (ter fé) nos méritos de Cristo, porque ninguém tem mérito próprio.

O surgimento das 95 teses de Lutero

Para Lutero, quando Deus declara o homem justo, não lhe está apagando os pecados, mas apenas resolve não os considerar, cobrindo-os com o manto da justiça ou da santidade de Cristo. Lutero baseava-se especialmente em Rm 1,17: “O justo vive pela fé”; por isso, desprezava a Carta de São Tiago que fala da importância das obras.

Essa doutrina era como que o “Evangelho” de Lutero. Era uma revolução dentro do Cristianismo. Lutero juntou a isso outras teses: a rejeição dos sacramentos, do sacerdócio ministerial, do sacrifício da Missa, da Tradição da Igreja e da hierarquia. Enfim, tudo aquilo que fazia a vida da lgreja Católica.

Lutero era professor em Wittenberg, quando surgiu a questão das indulgências na Alemanha; e já havia a prevenção contra elas por causa de abusos de oficiais eclesiásticos. Lutero insurgiu-se contra o pregador das indulgências, Tetzel, em 31 de outubro de 1517, e afixou na porta da igreja de Wittenbergu, conforme o costume das disputas acadêmicas, uma lista de 95 teses em latim sobre as indulgências.

As teses de Lutero espalharam-se rapidamente pela Alemanha e fora dela, chegando até Roma. A Santa Sé mandou o Cardeal Caetano a Augsburgo para ouvir Lutero (12-14/10/1518), mas não conseguiu demovê-lo de suas posições doutrinárias.

A ruptura com a Igreja

O brado de revolta de Lutero encontrou ressonância fácil entre os príncipes da Alemanha, que tinham antigos ressentimentos contra a Santa Sé por questões políticas. Entre os protetores de Lutero, começou a destacar-se o príncipe Frederico, o Sábio, da Saxônia.

Em 1519, houve, em Leipzig, uma famosa disputa pública, na qual Lutero expôs mais claramente sua doutrina: só é verdade religiosa aquilo que se pode provar pela Sagrada Escritura (princípio básico do protestantismo). Ele atacou o primado do Papa e desprezou a Tradição e o Magistério da Igreja. Então, em 1520, no dia 15 de junho, o Papa Leão X publicou a Bula Exsurge, que condenava 41 sentenças de Lutero e o ameaçava de excomunhão, caso não se submetesse dentro de 60 dias. Em dezembro desse mesmo ano, o frade queimou a Bula e um livro de Direito Eclesiástico em praça pública. O Papa excomungou formalmente Lutero em 3 de janeiro de 1521.

Lutero, então, convocou seus compatriotas alemães para se unirem a ele em três obras: o “Manifesto à Nobreza Alemã”, no qual exortava os príncipes a assumir a reforma da Cristandade, constituindo uma Igreja alemã independente; o “Cativeiro da Babilônia”, que considerava os sacramentos, regulamentados pela Igreja, como um cativeiro – só ficariam o batismo e a ceia operando pela fé do sujeito; e “A Liberdade Cristã”, que concebe a lgreja como uma comunidade invisível, da qual só fazem parte os que vivem da verdadeira fé.

Em 1521, houve a Dieta de Worms, à qual Lutero compareceu na presença do Imperador Carlos V; recusou retratar-se e foi condenado à morte. Mas Frederico o Sábio escondeu o frade no Castelo de Wartburg, onde ficou dez meses (maio 1521 – março 1522) sob o pseudônimo de “Cavaleiro Jorge”. Começou, então, a tradução da Bíblia para o alemão a partir dos originais; foi completada em 1534. No castelo de Wartburg, Lutero sofreu crises nervosas violentas, que ele considerava como assaltos diabólicos.

Enquanto Lutero estava preso, a agitação crescia em Wittenberg; os clérigos casavam-se; a Missa era substituída pelo rito da Ceia do Senhor, em que se recebiam pão e vinho sem confissão prévia nem jejum eucarístico; as imagens dos santos eram removidas. Em 1525, Lutero casou-se com Catarina de Bora, monja cisterciense apóstata, e teve seus filhos.

Fim da vida de Lutero

Os últimos anos de vida de Lutero foram angustiosos para o reformador: além dos aborrecimentos e das decepções, ele sofria achaques corporais; se alastravam a indisciplina e a procura de interesses particulares nos territórios reformados; os príncipes dominavam as questões religiosas. Lutero depositava suas esperanças num próximo fim de mundo. Em 1543, escreveu ansioso: “Vinde, Senhor Jesus, vinde, que os males ultrapassaram a medida. É preciso que tudo estoure. Amém”. – Finalmente, morreu em 18 de fevereiro de 1546, em sua cidade natal de Eisleben. (D. Estevão Bettencourt)

As ideias e o movimento de Lutero tiveram seus ecos fora da Alemanha. Vários reformadores surgiram, partindo todos do mesmo princípio: a única fonte de fé é a Bíblia (Sola Scriptura), lida independentemente do Magistério da Igreja e da Tradição. Entre esses chefes destacam-se: Ulrico Zwingli (1484-1531), que pregou em Zürich (Suiça) e cujos seguidores sem demora se agregaram ao Calvinismo. Outro reformador notável foi João Calvino, em Genebra.

As ideias reformistas de Lutero não eram novas; ele teve vários precursores que defendiam as mesmas teses em séculos anteriores: John Wiclef, na Inglaterra; João Huss, na Polônia; Jerônimo de Praga, Guilherme de Occan e outros.

(Fonte)

domingo, 8 de março de 2015

Como incentivar as crianças a gostar da Palavra de Deus?

Incentivar as crianças a gostarem da Palavra de Deus é um valioso investimento.

As crianças são de grande importância para o Reino de Deus. É prazer de Deus, por intermédio do Seu Filho Jesus Cristo, alcançar o coração delas. Conduzi-las a ter um encontro pessoal com Jesus é um grande desafio, mas também a mais doce esperança de um mundo melhor. Não foi por acaso que Jesus ordenou que deixassem as crianças irem a Ele. O Senhor estava diante de cristãos em potencial. Ao proferir essas palavras, diz a Escritura que Ele estendeu as mãos sobre as crianças e as abençoou.

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O ensino bíblico para crianças deve ser valorizado por todos que fazem parte da vida delas. Este, sim, é um valioso investimento! Não vai existir fase mais adequada – para que sejam construídos e reconstruídos os pilares para uma vida saudável e comprometida com o mundo – do que a infância.

A figura da criança é apresentada, na Bíblia, desde muito cedo. Moisés e João Batista são exemplos de apóstolos que eram comprometidos com o mundo espiritual desde que eram crianças. Moisés recebeu um chamado, João Batista foi batizado no Espírito enquanto sua mãe, Isabel, recebia a visita de Maria.

A Palavra de Deus nos ensina por onde e como conduzir os filhos a este encontro com Deus, preservando a criança dos valores passageiros, impostos por ensinamentos que vêm de outras palavras. Como a palavra proferida pelas novelas, pelos excessos de desenhos animados, pelos colegas da escola e, também, pelo livre acesso a certos conteúdos da internet. É preciso deixar claro que a Palavra à qual me refiro está na Sagrada Escritura. Portanto, os filhos deverão ter a oportunidade de conhecê-la com a decisão da família de ser ou não ser uma família cristã. E a partir disso promover ações possíveis em que seus filhos consigam se aproximar da leitura bíblica.

Será primeiramente pelo testemunho dos pais que os filhos vão se deixar seduzir pela Palavra do Senhor. É comum ver pais ensinarem aos filhos quem é o Papai do Céu e a pedirem a Sua bênção, contudo, o tempo passa e este ensinamento não evolui. É uma fé tipicamente folclórica. A criança não frequenta a igreja, nunca viu os pais lendo a Palavra, não experimenta fazer caridade desde a mais tenra idade, não cresce habituada a reconhecer os seus pecados (mesmo tão mínimos) e cresce longe do costume de orar pelas pessoas que estão ao seu redor, em sua cidade e no mundo.

Incentivar um filho a gostar de ler e viver a Palavra de Deus é, antes de tudo, habituá-lo ao ambiente que tenha sinais de Deus. A criança é muito inteligente para perceber quando a família fala e não vive. Principalmente, aquelas que dizem crer em Deus, mas não testemunham esta crença com atos concretos de fé.

Seria muito bom que, antes de dormir, as crianças ouvissem histórias bíblicas ou assistissem a DVDs sobre os milagres e o amor de Jesus. É importante escolher um lugar da casa em que seja possível colocar algo que sinalize que, naquele ambiente, os seus proprietários são cristãos. As visitas, os vizinhos e os familiares precisam saber e respeitar essa decisão. É fundamental também educar os filhos dentro dos ensinamentos do Evangelho, mostrando-lhes sempre, com as leituras, como Deus gostaria que eles crescessem em graça e sabedoria.

Mesmo tendo a religião e a espiritualidade como base familiar, é necessário cautela, prudência, informação e inteligência para que nada saia diferente do que se espera. Várias são as passagens bíblicas que confirmam este querer de Deus com relação aos nossos filhos. Deuteronômio 6:4-9; Marcos 10:13-16; Josué 4:1-9  são passagens bíblicas que causam nas crianças a curiosidade sobre o mundo espiritual.

Como incentivar as crianças a gostar da Palavra de Deus?

Sendo pais que se lembrem do jeito de ser de Jesus! Caso contrário, os filhos terão aversão não só à Palavra como também a tudo que lembre o Divino. Em seguida, colocando em prática o que aqui foi proposto.

Os catequistas também precisam fazer uso de metodologias mais inovadoras e tecnológicas para esses ensinamentos ministrados nas paróquias. O sacerdote, por sua vez, ao perceber a presença de crianças nas Celebrações Eucarísticas, deverá referir-se a elas de forma especial, distante de uma linguagem complexa. Dentro desse contexto é muito bom ressaltar que nossa espiritualidade nos aproxima de Deus, com isso, contagiamos as pessoas que estão ao nosso redor sendo amáveis, dóceis e responsáveis com nossa família e com o mundo no qual estamos inseridos, usando uma linguagem decente e respeitosa. E demonstrando que queremos ser filhos de Deus amáveis e amados. Este será sempre um bom começo pra que os nossos rebentos possam entender a Palavra de Deus e gostar dela.

(Fonte)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Por que a Igreja Católica cultua a imagem de santos?

Sem a mediação única de Cristo nenhuma outra tem poder

Em primeiro lugar, é preciso entender que Deus não nos proíbe de fazer imagens, mas sim imagens “de ídolos”, ou seja, de deuses falsos.

Já no Antigo Testamento, o próprio Deus prescreveu a confecção de imagens como querubins, serpentes de bronze, leões do palácio de Salomão etc. A Bíblia defende o uso de imagens como é possível verificar em muitas passagens: Ex 25,17-22; 37,7-9; 41,18; Nm 21,8-9; 1Rs 6,23-29.32; 7,26-29.36; 8,7; 1Cr 28,18-19; 2Cr 3,7.10-14; 5,8; 1Sm 4,4; 2Sm 6,2; Sb 16,5-8; Ez 41,17-21; Hb 9,5 e outras mais.

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Os profetas condenavam a confecção de imagens “de ídolos”: “Os que modelam ídolos nada são, as suas obras preciosas não lhes trazem nenhum proveito. Quem fabrica um deus e funde um ídolo que de nada lhe pode valer?” (Isaías 44,9-17).

O que é um ídolo?
1 – substitui o único e verdadeiro Deus;
2 – são-lhes atribuídos poderes exclusivamente divinos, e
3 – são-lhe oferecidos sacrifícios devidos ao verdadeiro Deus. É o que os judeus antigos, no deserto, fizeram com o bezerro de ouro (cf. Ex 32).

Não é o que os católicos fazem. A Igreja Católica nunca afirmou que devemos “adorar” as imagens dos santos; mas as venerar, o que é muito diferente.

A imagem é um objeto que apenas lembra a pessoa ali representada; o ídolo, por outro lado, “é o ser em si mesmo”. A quebra de uma imagem não destrói o ser que representa; já a destruição de um ídolo implica a destruição da falsa divindade.

Para Deus, e somente para Ele, a Igreja presta um culto de adoração (“latria”), no qual reconhecemos Deus como Todo-Poderoso e Senhor do universo. Aos santos e anjos, a Igreja presta um culto de veneração (“dulia”), homenagem.

A Nossa Senhora, por ser a Mãe de Deus, a Igreja presta um culto de “hiper-dulia”, que não é adoração, mas hiper-veneração. A São José “proto-dulia”, primeira veneração.

A palavra “dulia” vem do grego “doulos”, que significa “servidor”. Dulia, em português, quer dizer reverência, veneração. “Latria” é adoração, vem do grego “latreia”, que significa serviço ou culto prestado a um soberano senhor. Em outras palavras, significa adoração. Então, não há como confundir o culto prestado a Deus com o culto prestado aos santos.

Rogando aos santos, não os olhamos nem os consideramos senão nossos intercessores para com Jesus Cristo, que é o único Medianeiro (cf. 1Tm 2,4), que nos remiu com Seu Sangue e por quem podemos alcançar a salvação. A mediação e intercessão dos santos não substituem a única e essencial mediação de Cristo, o único Sacerdote, mas é uma mediação “por meio de” Cristo, não paralela nem substitutiva. Sem a mediação única de Cristo nenhuma outra tem poder.

Significado da imagem de um santo

A imagem de um santo tem um significado profundo. Quando se olha para ela, a imagem nos lembra que a pessoa, ali representada, é santa, viveu conforme a vontade de Deus. Então, é um “modelo de vida” para todos.

A imagem lembra também que aquela pessoa está no céu, isto é, na comunhão plena com o Senhor; ela goza da chamada “visão beatífica de Deus” e intercede por nós sem cessar, como reza uma das orações eucarísticas da Missa.

São Jerônimo dizia: “Se, aqui na Terra, os santos, em vida, rezavam e trabalhavam tanto por nós, quanto mais não o farão no céu, diante de Deus. Santa Teresinha do Menino Jesus dizia que “ia passar o céu na terra”, isto é, intercedendo pelas pessoas.

O Catecismo da Igreja nos ensina o seguinte no §956: “Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós junto ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na Terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por seguinte, pela fraterna solicitude deles, a nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio” (LG 49).

A imagem de um santo nos lembra ainda que ele é santo pelo poder e graça de Deus; então, a veneração da imagem dá glória ao Senhor, mais que ao santo. São Bernardo, doutor da Igreja, sempre que passava por uma imagem de Nossa Senhora dizia: “Salve, Maria!”. Um dia, depois de dizer essas palavras, Nossa Senhora lhe disse: “Salve, Bernardo!”.

Podemos tocar e beijar as imagens como um gesto de amor, reverência e veneração, não de adoração. Não fazemos isso com a imagem de um ente querido falecido? Podemos admirar as imagens – por isso elas devem ser bem feitas, em clima de oração – e rezar diante delas, pedindo ao santo, ali representado, que interceda diante de Deus. É Ele quem faz o milagre, mas o pedido vem dos santos, como nas Bodas de Caná, onde Jesus fez a transformação de 600 litros de água em vinho, “porque Sua Mãe intercedeu”. Ainda não era a hora dos seus milagres!

A intercessão dos santos

A intercessão dos santos é algo maravilhoso. Quando nós precisamos de um favor de uma pessoa importante, mas não conseguimos chegar até ela, então, procuramos um mediador, um intercessor, que seja amigo dessa pessoa, para fazer a ela o nosso pedido. E a pessoa importante a atende por ter intimidade com nosso intercessor. Ora, fazemos o mesmo com Deus. Não temos intimidade com Ele como os santos que já estão na Sua glória; nossos pecados limitam nossa intimidade com o Pai; então, os santos nos ajudam. Mas, como eles podem ouvir todos os pedidos ao mesmo tempo sem que tenham a onisciência e a onipresença de Deus? É simples. Na vida eterna, já não há mais as realidades terrenas do tempo e espaço. A comunhão perfeita com Deus dá aos santos o conhecimento de nossas orações e pedidos e, na plenitude de Deus, e por meio d’Ele, não há a dificuldade de atender a todos ao mesmo tempo, pois já não existe mais esse fator limitador. No Céu, a realidade é outra.

Alguns perguntam: mas os mortos não estão todos dormindo, aguardando a ressurreição? Não. Jesus contou o caso do pobre Lázaro, o qual já estava no seio de Abraão, vivo e salvo, e o rico que sofria as penas eternas. A alma não dorme. No livro de Macabeus (2Mac 15, 11-15), temos a narrativa de Judas Macabeus, que teve a visão do sacerdote Onias, já falecido, orando pelo povo judeu.

Por tudo isso, as imagens precisam ser bem feitas, mais parecidas possíveis com o santo. Não devemos fazer imagens mal feitas ou mal pintadas. Quando não há uma foto ou uma pintura de santos antigos, então é licito que artistas sugiram uma imagem que a Igreja abençoe.

Quando uma imagem que foi benzida se quebra, e não é possível restaurá-la, então deve ser enterrada, destruída ou colocada em um lugar onde não haja profanação dela. Se for de material combustível, pode ser queimada.

O Concílio Ecumênico de Nicéia, no ano 789, que aprovou o uso de imagens, disse:

“Na trilha da doutrina divinamente inspirada de nossos santos padres e da tradição da Igreja Católica, que sabemos ser a tradição do Espírito Santo que habita nela, definimos com toda certeza e acerto que as veneráveis e santas imagens, bem como as representações da cruz preciosa e vivificante, sejam elas pintadas, de mosaico ou de qualquer outra matéria apropriada, devem ser colocadas nas santas igrejas de Deus, sobre os utensílios e as vestes sacras, sobre paredes e em quadros, nas casas e nos caminhos, tanto a imagem de Nosso Senhor, Deus e Salvador, Jesus Cristo, como a de Nossa Senhora, a puríssima e santíssima mãe de Deus, dos santos anjos, de todos os santos e dos justos.”

São João Damasceno, doutor da Igreja, dizia: “A beleza e a cor das imagens estimulam minha oração. É uma festa para os meus olhos, tanto quanto o espetáculo do campo estimula meu coração a dar glória a Deus.”

Felipe Aquino

 

Professor Felipe Aquino é viuvo, pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova. Página do professor: www.cleofas.com.br Twitter: @pfelipeaquino

(FONTE)

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