1

1

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

A vocação e a pessoa do Catequista

“Não fostes vós que me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi” (João 15,16)

Vocação é um chamado que Deus faz a cada pessoa. Ele tem um projeto de construção de seu Reino e necessita de colaboradores. A resposta a esse chamado se dá através da missão assumida. A própria Sagrada Escritura traz alguns textos que narram a experiência de pessoas que foram tocadas pelos apelos da vida, dos acontecimentos da história e responderam ao chamado de Deus.

Abraão foi chamado a sair de si mesmo para construir um mundo melhor. Deus o chamou para liderar o projeto da formação do seu povo. Moisés foi chamado para animar e libertar o povo escravizado. Jonas foi chamado para converter uma cidade. João Batista recebeu a missão de preparar a vinda do Senhor. Os apóstolos foram chamados, pelo próprio Jesus, para a propagação do Reino. Maria foi chamada para cooperar no plano salvífico de Deus.

Parábola do Semeador - Egger LienzA vocação catequética não é diferente. É um chamado que Deus faz às pessoas que se comprometem com o trabalho de construção do seu Reino. Um chamado a sair de si mesmo e ir ao encontro do outro, fazendo-o se encantar por Jesus Cristo e sua proposta de vida plena. O catequista é alguém que recebeu o chamado para exercer este ministério. É um passo a mais no seguimento e no testemunho a Jesus Cristo.

A vocação do catequista se revela com o atendimento a esse chamado para assumir, verdadeiramente, o batismo e anunciar, com alegria, o Reino de Deus. É chamado a refletir em seu rosto a alegria, o entusiasmo, o encantamento por Jesus e seu projeto. “Conhecer a Jesus Cristo pela fé é nossa alegria; segui-lo é uma graça; transmitir este tesouro aos demais é uma tarefa que o Senhor nos confiou ao nos chamar e nos escolher.”(DA 18). Desta forma, o catequista é alguém chamado a conhecer Jesus Cristo, amá-lo e levar sua mensagem a todos por meio do testemunho de vida.

A missão do catequista é atrair as pessoas ao seguimento de Jesus e fazer experiência do amor de Deus. Portanto é uma pessoa escolhida por Deus, através da Igreja e, por ela, encarregada para ser sinal-instrumento eficaz, para transmitir, com a própria vida e pela Palavra, a Boa Nova do Reino de Deus que se revelou plenamente em Jesus Cristo.

Diante desse chamado para ser encantador de pessoas por Jesus, o catequista precisa ser uma pessoa que ama e se sente realizada; pessoa de maturidade humana e de equilíbrio psicológico; pessoa de espiritualidade, que deseja crescer na santidade; que alimenta sua vida na força do Espírito Santo, para transmitir a mensagem com coragem, com entusiasmo e ardor; que se nutre da Palavra de Deus, da vida de oração, da Eucaristia e da devoção mariana.

O catequista é pessoa que descobre o rosto de Deus nas pessoas, nos pobres, na comunidade, no gesto de justiça e de partilha e nas realidades do mundo. É pessoa integrada no seu tempo e identificada com sua gente. “Olha o mundo com os mesmos olhos com que Jesus contemplava a sociedade de seu tempo” (DGC 16).

O catequista é ainda uma pessoa em processo de crescimento e de aprendizado, desde a infância até a velhice. É alguém que sabe que não basta boa vontade: é preciso atualização. É pessoa de comunicação, capaz de construir comunhão e cultivar amizades; pessoa capaz de conviver e de fazer a experiência da partilha em comunidade.

Ser catequista é assumir a missão de Jesus Cristo, ser verdadeiramente outro Cristo, ser sinal visível de Deus, fazer ressoar a Palavra de Deus por meio da vida e dos ensinamentos. Ser catequista é ser Igreja, assumir a identidade de Igreja e testemunhar a graça e o amor de Deus em comunhão com a Igreja, Sacramento de salvação.

Assim, para desempenhar bem este bonito ministério e exercer bem a missão, o catequista deve ser pessoa simples, capaz de receber a todos. Deve ser pessoa atenciosa e sensível para escutar conforme as necessidades de cada catequizando; disponível para o serviço; pessoa de fé e de bons exemplos; autêntica e honesta consigo mesma e com os outros. Deve ser ponto de união e de comunhão; um animador que leve a comunidade a crescer no caminho de Jesus Cristo.

Pe. Almerindo da Silveira Barbosa

Comissão Bíblico-Catequética da Diocese de Luz-MG

02.05.2012

(Fonte)

sábado, 11 de julho de 2015

O aborto não é saída, e sim entrada para um caminho cheio de sofrimento

"Abortei por achar que não estava preparada para ser mãe. Hoje posso resumir tudo como egoísmo puro."

topic

Decidi escrever meu depoimento porque finalmente encontrei o começo da paz e do perdão que tanto buscava, desde que, há um ano, optei pela decisão "mais fácil", "mais cômoda", a que "afetaria menos pessoas" e que acabou prejudicando a pessoa a quem mais amei até agora: meu próprio filho.
 
Há um ano, meu namorado e eu, que estamos juntos há 7 anos, descobrimos que estávamos esperando um filho. Engravidei depois de deixar de tomar anticoncepcionais, por motivos de saúde. Foi uma notícia que me deixou apavorada. Eu achava que ia enlouquecer, e não era por ser uma adolescente de 15 ou 20 anos; eu já tinha 26, era formada, assim como meu namorado. Simplesmente senti que não poderia arcar com aquela responsabilidade, que não estava preparada, que não poderia dar tudo o que gostaria ao meu primeiro filho. Mas hoje posso resumir tudo em egoísmo puro.
 
Uma das coisas pelas quais mais me sinto mal é o fato do meu namorado ter aceito a notícia com alegria e, ao ver minha negativa, ele me propôs ter o bebê e dá-lo a ele, que o criaria. Mas eu respondi: "Se eu tiver esse filho, você me perderá, porque eu não suportarei esta situação. Ou você me ajuda, ou eu faço isso sozinha". E assim, após algumas horas, ele acabou aceitando.
 
Procurar alguém disposto a me "ajudar" não foi fácil. Eu me mostrava muito decidida, ainda que, no fundo, o medo me invadia e me dominava; mesmo não aceitando a gravidez, eu já estava amando meu filhinho, quase imperceptível ainda. Mas finalmente chegou o dia, fui até a clínica e, em questão de minutos, acabaram não somente com o meu filho, mas também com uma parte de mim.
 
Hoje posso lhes dizer que a dor física não é nada comparada com a dor que eu sentia na alma. No instante em que saí da clínica, um terrível arrependimento invadiu meu coração, como se finalmente tivesse aberto os olhos: eu havia matado meu próprio filho! Isso foi pior que se tivessem me arrancado uma perna ou um braço.
 
Meu namorado também se arrependeu e, desde então, só procuramos maneiras de fugir da dor. Mergulhamos no trabalho, na rotina, nas coisas materiais, mas nada fazia a dor passar nem melhorar, nada nos dava paz.
 
Não havia um só dia em que eu não chorasse. Pedi perdão a Deus muitas vezes, comecei a ler a Bíblia em busca de respostas, ia à missa, mas não tinha coragem de me confessar porque achava que não me perdoariam.
 
Depois de um ano, criei coragem e fui me confessar. Nesse dia, pude redescobrir o amor infinito de Deus e perceber que, apesar de tudo o que eu pudesse pensar, Ele me perdoava. Sim, Deus me perdoou, mas mesmo assim, eu não me sentia bem, algo ainda estava errado.
 
Passaram-se os dias e os meses, meu namorado e eu decidimos retomar os planos de casamento. Entre os requisitos, encontrava-se o curso de noivos. Começamos a fazê-lo só por obrigação, mas sem imaginar que esta era a oportunidade que Deus estava colocando em nossas vidas para retomar seu caminho e não nos afastarmos mais dele.
 
Sim, agora compreendo que o que me aconteceu foi por isso, porque me afastei dele, porque as decisões ruins são tomadas com mais facilidade quando nossa parte espiritual está vazia ou adormecida.
 
Durante o curso de noivos, decidimos voltar a nos confessar e foi então que descobri que o que me pesava interiormente era que eu ainda não tinha me perdoado de verdade. Deus já havia me perdoado, mas eu não. Conversei muito com o padre e esta foi uma oportunidade de ouro que hoje agradeço infinitamente.
 
No próprio curso, percebemos que uma coisa leva à outra e que, se estivéssemos esperado até o casamento para ter uma vida sexual, se tivéssemos vivido a castidade e a pureza, nada disso teria acontecido.
 
O padre me ajudou a ver que Deus realmente escreve certo em linhas tortas. Agora creio firmemente que tenho um propósito de vida, mais ainda com o que me aconteceu, e se o meu depoimento puder ajudar alguém que esteja pensando no aborto como uma saída, pode ter certeza de que o aborto é apenas a porta para um caminho repleto de sofrimento e dor, que não desejo a ninguém.

(FONTE)

sábado, 18 de abril de 2015

Crisma – Ser renovado o Espírito Santo

CRISMA

Somente pela ação do Espírito Santo em nós é que podemos conquistar a santidade. “O Espírito de Jesus habita em nós para fazer-nos imagens de Jesus” (Rom 8,29). “Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?… Porque o templo de Deus, que sois vós é santo” (1 Cor 3,16). “Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual vos foi dado por Deus? (1 Cor 6,19).

Desde o Batismo o Espírito habita em gera em nós os dons de santificação: Sabedoria, Ciência, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Piedade e Temor de Deus. Sabedoria o Espírito nos capacita a conhecer a Deus na intimidade e também nos leva a conhecer e querer viver conforme a Sua vontade.

Entendimento, ou Inteligência – nos leva a ver as pessoas e o mundo com os olhos de Deus. Somos levados a penetrar os mistérios de Deus e o seu conhecimento. Ainda menino no Mosteiro de Monte Cassino, São Tomás de Aquino já surpreendia os monges com essa pergunta: “Quem é Deus”?

Ciência – nos leva a compreender e aceitar os planos de Deus revelados na Sagrada Escritura. Por esse dom muitos santos, embora quase analfabetos, tinham a ciência infusa das coisas de Deus.

Conselho – nos faz sábios diante da vida e nos impulsiona a procurar a Deus e a levar os outros a Deus, conhecendo e seguindo a sua vontade.

Fortaleza – nos prepara para lutar contra as tentações e o pecado. Nos faz corajosos na defesa da fé, da “sã doutrina” (1 Tm 1,10) da Igreja, e nos ajuda a vencer as zombarias e o respeito humano. Nos dá força e  paciência para carregar a cruz de cada dia.

Piedade – produz em nós o amor a Deus , afastando-nos de toda forma de idolatria (prazeres, amor ao dinheiro, status, fama, vanglória, poder, superstições, ocultismo,  etc). Nos faz viver como verdadeiros filhos de Deus, que ama o Pai com toda a sua vida. Nos leva e capacita à oração permanente e humilde que tudo alcança. Faz-nos curvar a cabeça e o coração diante das coisas sagradas. Move-nos a adorar a Deus e venerar os seus santos e anjos, e de modo especial Nossa Senhora, Mãe de Deus.

Temor de Deus – é o receio de ofender a Deus por ser Ele tão  bom e Santo. Não é medo de ofendê-lo e ser castigado, e sim receio de decepcioná-lo com o nosso pecado.

Nada podemos sem o Espírito Santo: “Eu vos mandarei o Prometido de meu Pai, entretanto, permanecei na cidade [Jerusalém] até que sejais revestidos da força do alto” (Lc 24,29).

Deus anseia dar a cada um de nós o Seu Espírito, “sem medidas” (Jo 3,34): “Se vós que sois maus sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai celeste dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem” (Lc 11,13).

Pedir a Deus Pai, por Jesus, pela intercessão poderosa de Maria, que nos mande o Espírito Santo: “Vinde Espírito Santo, vinde pela intercessão poderosa do Imaculado Coração de Maria, Vossa amadíssima esposa. “

“Vinde Espírito Santo, enchei os corações do vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor. Enviai Senhor o Vosso Santo Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra…”

É pela força do Espírito Santo que se vence as paixões: “Se viverdes segundo a carne morrereis; mas se pelo Espírito, mortificardes as obras da carne, vivereis, pois todos os que são movidos pelo Espírito de Deus, estes são filhos de Deus” (Rom 8,13).

“Andai segundo o Espírito e não satisfareis aos apetites da carne”. (Gal 5,17).

As obras da carne: “adultério, impureza, desonestidade, idolatria, magia, inimizades, contendas, ciúmes, iras, rixas, discórdias, partidos, invejas, embriaguez, orgias, e outras coisas” (Gal 5,20-21), só podem ser vencidas se nos deixarmos conduzir pelo Espírito, o qual produzirá, então, em nós os seus frutos: “caridade, alegria, paz, bondade, paciência, benignidade, fidelidade, mansidão, temperança”  (Gal 5,22).

É o Espírito Santo que dá vida a todas as coisas na Igreja; Ele é a sua alma.

Patriarca de Constantinopla, Atenágoras I, falecido em 1972:

“Sem o Espírito Santo:

Deus fica distante da gente;

Cristo, perdido na História;

O Evangelho é letra morta;

A Igreja, apenas agremiação religiosa;

A autoridade, poder que se evita;

A pregação, propaganda da Igreja;

A oração, tarefa a cumprir;

A liturgia, ritual do passado; e

A moral, repressão.

Com o Espírito Santo:

Deus entra na vida do mundo, onde inicia o seu Reino;

Cristo, o Filho de Deus, se faz um de nós;

O Evangelho é o novo estilo de vida;

A Igreja, gente unida como as três Pessoas da Santíssima Trindade;

A autoridade, apoio e serviço;

A pregação, anúncio da novidade do Reino;

A oração, experiência de contato com Deus;

A liturgia, memorial que antecipa o futuro; e

A moral, ação que liberta.”

E como ser “cheio” do Espírito Santo?

1 – purificar-se.

Deus não ocupa, nem usa, vasos sujos. Faça uma Confissão bem feita!

2 -  perdoar a todos.

“Se perdoardes aos homens os seus delitos também o vosso Pai celeste vos perdoará; mas, se não perdoardes aos homens, o vosso Pai também não perdoará os vossos delitos” (Mt 6,14).

Pai-Nosso -”perdoai as nossas ofensas assim como perdoamos aqueles que nos ofenderam”. Pedro lhe perguntou: “quantas vezes devo perdoar o meu irmão, sete vezes?”, Ele respondeu: não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete.

3 - querer fazer a vontade de Deus

4 - pedir o Espírito Santo com fé.

“A Promessa é, de fato, para nós, assim como para os vossos filhos e para todos aqueles que estão longe, todos quantos foram chamados por Deus nosso Senhor” (At 2,38-39). Somos testemunhas das grandes maravilhas que o Espírito Santo tem realizado hoje, como no tempo dos Apóstolos. É incrível notar a mudança que houve na vida dos Apóstolos após o Pentecostes.

“Sereis batizados no Espírito Santo” (At 1,4-5), disse Jesus; e isto acontece hoje em toda a face da terra. Não se trata de um novo Sacramento, mas da “renovação” do mesmo Espírito que já recebemos no batismo e nos demais sacramentos.

“Quem crer em mim, como diz a Escritura: do seu interior manarão rios de água viva ( Zac 14,8; Is 58,11). Dizia ele isto, referindo-se ao Espírito que haviam de receber os que cressem nele” (Jo 7,37-39).

D. João Evangelista Martins Terra, Bispo auxiliar de Brasília, no seu livro “Carismas em São Paulo” (Ed.Loyola-1995), afirma: “A Renovação Carismática é a grande esperança de  salvação da sociedade neste final de milênio”.

Pe. Zézinho,  num artigo publicado na revista “O Mensageiro de Santo Antonio”, setembro de 1995, pag.30, diz, sobre a Renovação Carismática: “Já fui crítico até severo da Renovação Carismática Católica (RCC), até onde alcançava a minha palavra. Não sou mais. Vi o suficiente para saber o que é joio e o que é trigo. A  RCC é um imenso campo de trigo, de boa qualidade, com algumas ilhas de joio no meio…”

“O que me faz ajudar a admirar a RCC, quando seus membros me chamam mesmo não fazendo parte, são três aspectos de sua pedagogia: oração, gregarismo e sentido de missão…”

Compartilhe!

(FONTE)

Obs: Post dedicado ao meu amigo Canals Martins, Catequista de Crisma na Igrela Menino Jesus de Praga, em Cachoeirinha/RS.

domingo, 29 de março de 2015

Domingo de Ramos

Domingo-de-Ramos-na-Paixão-do-SenhorO Domingo de Ramos abre por excelência a Semana Santa. Relembramos e celebramos a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, poucos dias antes de sofrer a Paixão, Morte e Ressurreição. Este domingo é chamado assim porque o povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para cobrir o chão onde Jesus passava montado num jumento. Com folhas de palmeiras nas mãos, o povo o aclamava "Rei dos Judeus", "Hosana ao Filho de Davi", "Salve o Messias"... E assim, Jesus entra triunfante em Jerusalém despertando nos sacerdotes e mestres da lei muita inveja, desconfiança, medo de perder o poder. Começa então uma trama para condenar Jesus à morte e morte de cruz.

O povo o aclama cheio de alegria e esperança, pois Jesus como o profeta de Nazaré da Galiléia, o Messias, o Libertador, certamente para eles, iria libertá-los da escravidão política e econômica imposta cruelmente pelos romanos naquela época e, religiosa que massacrava a todos com rigores excessivos e absurdos.

Mas, essa mesma multidão, poucos dias depois, manipulada pelas autoridades religiosas, o acusaria de impostor, de blasfemador, de falso messias. E incitada pelos sacerdotes e mestres da lei, exigiria de Pôncio Pilatos, governador romano da província, que o condenasse à morte. 

Por isso, na celebração do Domingo de Ramos, proclamamos dois evangelhos: o primeiro, que narra a entrada festiva de Jesus em Jerusalém fortemente aclamado pelo povo; depois o Evangelho da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, onde são relatados os acontecimentos do julgamento de Cristo. Julgamento injusto com testemunhas compradas e com o firme propósito de condená-lo à morte. Antes porém, da sua condenação, Jesus passa por humilhações, cusparadas, bofetadas, é chicoteado impiedosamente por chicotes romanos que produziam no supliciado, profundos cortes com grande perda de sangue. Só depois de tudo isso que, com palavras é impossível descrever o que Jesus passou por amor a nós, é que Ele foi condenado à morte, pregado numa cruz.

O Domingo de Ramos pode ser chamado também de "Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor", nele, a liturgia nos relembra e nos convida a celebrar esses acontecimentos da vida de Jesus que se entregou ao Pai como Vítima Perfeita e sem mancha para nos salvar da escravidão do pecado e da morte. Crer nos acontecimentos da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, é crer no mistério central da nossa fé, é crer na vida que vence a morte, é vencer o mal, é também ressuscitar com Cristo e, com Ele Vivo e Vitorioso viver eternamente. É proclamar, como nos diz São Paulo: '"Jesus Cristo é o Senhor", para a glória de Deus Pai' (Fl 2, 11).

quinta-feira, 26 de março de 2015

A História da Páscoa

A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. É o dia santo mais importante da religião cristã. Naquele dia, cerca de 2000 anos atrás, Deus mostrou seu amor ao homem de uma maneira única e muito importante.

Jesus nasceu de pais judeus, na província romana da Judéia, a terra hoje conhecida como Palestina e Israel. Ele ensinou as pessoas sobre Deus, curou os enfermos, e ajudou as pessoas que estavam solitárias, tristes, e injustiçadas.
 
Na hora marcada, um dia antes da festa judaica da Páscoa, Jesus partiu para Jerusalém com seus discípulos.

No dia principal da festa, como Jesus se sentou com seus discípulos durante a ceia, lembrou a seus amigos que logo iria deixá-los. Deu-lhes de beber vinho e comer pão juntos em memória Dele, até o dia que Ele iria comer e beber junto com eles novamente no céu. Quando os cristãos se reúnem na Missa, eles  realizam esta cerimônia, chamada de EUCARISTIA.

E Jesus foi com seus discípulos a um jardim fora da cidade para rezar antes do calvário, Ele sabia o que estava por vir. Sabendo que o homem foi separado de Deus por causa do seu pecado, Ele se entregou voluntariamente à dor da morte e da separação de Deus, a fim de tomar o nosso castigo em nosso lugar. Foi difícil para ele, mas ele fez isso para que todos pudéssemos conhecer a Deus e estar perto dele, sem nossos erros ficando no caminho. Uma analogia simples é que nós somos como crianças que foram ruins e merecem punição e não o privilégio de ir para o céu. Jesus, porém, é como nosso irmão mais velho que, através da Sua morte, tomou nosso castigo por nós. Ao aceitar o Seu perdão, podemos ser perdoados, uma vida amorosa e feliz Ele quer que nós tenhamos, e estar com Ele no céu depois da morte.

Assim, antes do amanhecer do dia seguinte, os príncipes dos sacerdotes, que por esta altura tinha terminado os seus planos para matar Jesus, enviaram seus guardas para o jardim onde Jesus estava orando e levaram-no cativo.

Easter Jesus cross color

Um grupo de soldados romanos foi à procura de Jesus, prenderam, bateram muito em Jesus, eles vestiram um manto de púrpura e colocaram uma coroa de espinhos na cabeça dele. Então os soldados levaram Jesus para fora para crucificá-lo, o que significava pregá-lo numa cruz de madeira para ficar pendurado até morrer. Eles fizeram Jesus carregar a Sua cruz enorme até que ele caiu sob o peso dela. Um homem chamado Simão de Cirene ajudou Jesus a carregar a Sua cruz.

Eles o levaram ao topo de uma pequena colina chamada Gólgota, e  o crucificaram ali.

Easter Jesus on cross color

À noite, um homem chamado José de Arimatéia foi ter com Pilatos e pediu o corpo de Jesus. José e outros tiraram o seu corpo da cruz, envolveu-o num lençol, e puseram-no em um sepulcro novo, esculpido em rocha sólida, que José havia comprado para si. Uma enorme pedra foi rolada na entrada do sepulcro, e José e os outros foram embora.

Na madrugada de domingo, várias mulheres que eram seguidoras de Jesus foram ao túmulo. Quando chegaram, viram que a pedra tinha sido rolada para o lado, assim que entraram viram um jovem cujo rosto brilhava e cujas roupas eram brancas como a neve.
 
O homem com o rosto brilhando disse: "Não tenhais medo. Jesus não está aqui, mas Ele ressuscitou como havia dito. 

Easter Mary color

A partir desta história vem a tradição da Páscoa. Ela começa com Sexta-Feira Santa, que representa o dia em que Jesus morreu na cruz, e termina no Domingo de Páscoa, que é um dia para se regozijar porque Jesus ressuscitou dos mortos. Em Sua morte Ele tirou a barreira da iniquidade que nos separa de Deus e na Sua ressurreição Ele mostrou o seu poder de nos transformar e nos dar a Sua vida nova pelo Espírito Santo. Nós só temos que pedir, e Ele fará tudo isso por nós, porque Ele sofreu, morreu e ressuscitou, só para nós.

Sim, Jesus vive! E isso não é tudo. Ele viverá no coração de quem convida-o a  entrar. Ele vai perdoar os pecados e dar uma nova vida, uma vida de amor e de felicidade que fica melhor e melhor quanto mais se aprende sobre Jesus e seus caminhos através da oração e leitura da Bíblia e de outros cristãos. Ele disse: 
"Eu vim para que tenhais vida", e "A quem o Filho libertar é verdadeiramente livres" (João 10:10, 8:36).

Easter Jesus alive color

PARA COLORIR:

Easter Jesus alive BW

Easter Jesus cross BW

Postagem extraída do excelente blog da Tia Paula.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...