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domingo, 29 de maio de 2016

Os Catequistas Unidos estão em festa!!!

No próximo dia 03 de junho o grupo Catequistas Unidos estará comemorando seu 5º aniversário. 
Como parte dessa comemoração, preparamos um vídeo para que você possa conhecer um pouco da nossa ação de Evangelização... Vamos assistir???

 

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Qual a origem da festa de Corpus Christi?

A Festa de “Corpus Christi” é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas. Nesta festa os fiéis agradecem e louvam a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor se faz presente como alimento e remédio de nossa alma. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.

A Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia.

Aconteceu que quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, ocorreu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia.
O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.

Em 11/08/1264 o Papa aprovou a Bula “Transiturus de mundo”, onde prescreveu que na 5ª feira após a oitava de Pentecostes, fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo do Senhor. São Tomás de Aquino foi encarregado pelo Papa para compor o Ofício da celebração. O Papa era um arcediago de Liège e havia conhecido a Beata Cornilon e havia percebido a luz sobrenatural que a iluminava e a sinceridade de seus apelos.

Em 1290 foi construída a belíssima Catedral de Orvieto, em pedras pretas e brancas, chamada de “Lírio das Catedrais”. Antes disso, em 1247, realizou-se a primeira procissão eucarística pelas ruas de Liège, como festa diocesana, tornando-se depois uma festa litúrgica celebrada em toda a Bélgica, e depois, então, em todo o mundo no séc. XIV, quando o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial.

Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.

Todo católico deve participar dessa Procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano, pois é a única onde o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade. Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do Senhor que vem visitar o seu povo.
Começaram assim as grandes procissões eucarísticas, as adorações solenes, a Bênção com o Santíssimo no ostensório por entre cânticos. Surgiram também os Congressos Eucarísticos, as Quarenta Horas de Adoração e inúmeras outras homenagens a Jesus na Eucaristia. Muitos se converteram e todo o mundo católico.
 
Eucaristia: Presença real de Jesus no pão e no vinho consagrados
Todos os católicos reconhecem o valor da Eucaristia. Podemos encontrar vários testemunhos da crença da real presença de Jesus no pão e vinho consagrados na missa desde os primórdios da Igreja.

Mas, certa vez, no século VIII, na freguesia de Lanciano (Itália), um dos monges de São Basílio foi tomado de grande descrença e duvidou da presença de Cristo na Eucaristia. Para seu espanto, e para benefício de toda a humanidade, na mesma hora a Hóstia consagrada transformou-se em carne e o Vinho consagrado transformou-se em sangue. Esse milagre tornou-se objeto de muitas pesquisas e estudos nos séculos seguintes, mas o estudo mais sério foi feito em nossa era, entre 1970/71 e revelou ao mundo resultados impressionantes:

A Carne e o Sangue continuam frescos e incorruptos, como se tivessem sido recolhidos no presente dia, apesar dos doze séculos transcorridos.

O Sangue encontra-se coagulado externamente em cinco partes; internamente o sangue continua líquido.

Cada porção coagulada de sangue possui tamanhos diferentes, mas todas possuem exatamente o mesmo peso, não importando se pesadas juntas, combinadas ou separadas.

São Carne e Sangue humanos, ambos do grupo sanguíneo AB, raro na população do mundo, mas característico de 95% dos judeus.

Todas as células e glóbulos continuam vivos.

A carne pertence ao miocárdio, que se encontra no coração (e o coração sempre foi símbolo de amor!). 

Mesmo com esse milagre, entre os séculos IX e XIII surgiram grandes controvérsias sobre a presença real de Cristo na Eucaristia; alguns afirmavam que a ceia se tratava apenas de um memorial que simbolizava a presença de Cristo. Foi somente em junho de 1246 que a festa de Corpus Christi foi instituída, após vários apelos de Santa Juliana que tinha visões que solicitavam a instituição de uma festa em honra ao Santíssimo Sacramento. Em outubro de 1264 o papa Urbano IV estendeu a festa para toda a Igreja. Nessa festa, o maior dos sacramentos deixados à Igreja mostra a sua realidade: a Redenção.

A Eucaristia é o memorial sempre novo e sempre vivo dos sofrimentos de Jesus por nós. Mesmo separando seu Corpo e seu Sangue, Jesus se conserva por inteiro em cada uma das espécies. É pela Eucaristia, especialmente pelo Pão, sinal do alimento que fortifica a alma, que tomamos parte na vida divina, nos unindo a Jesus e, por Ele, ao Pai, no amor do Espírito Santo. Essa antecipação da vida divina aqui na terra mostra-nos claramente a vida que receberemos no Céu, quando nos for apresentado, sem véus, o banquete da eternidade.

O centro da missa será sempre a Eucaristia e, por ela, o melhor e o mais eficaz meio de participação no divino ofício. Aumentando a nossa devoção ao Corpo e Sangue de Jesus, como ele próprio estabeleceu, alcançaremos mais facilmente os frutos da Redenção!

 Prof. Felipe Aquino

domingo, 22 de maio de 2016

Santa Rita de Cássia

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O nascimento

Santa Rita nasceu em um pequeno povoado chamado Roccaporena, situado na região de Cássia, na Província da Úmbria, no centro da Itália. Na Úmbria nasceram muitos filhos ilustres, entre eles São Francisco de Assis, São Bento e Santa Clara, além de Santa Rita.

Os pais de Santa Rita, Antônio Mancini e Amata Ferri, formavam um casal exemplar e eram conhecidos pelos seus concidadãos como "pacificadores de Jesus Cristo". Gozavam de imenso prestígio e autoridade no meio daquela gente por causa de suas virtudes. Sua ocupação diária era visitar os vizinhos mais necessitados levando a eles ajuda espiritual e material.

Para que sua felicidade fosse completa, porém, faltava ao casal um filho que estreitasse ainda mais seu amor. Apesar da idade avançada de Amata, eles não deixaram de confiar em Deus e foi assim que o Senhor atendeu às suas preces: conta a história que um anjo apareceu à ela e lhe revelou que daria à luz uma menina que seria a admiração de todos pois fora escolhida por Deus para manifestar a todos os seus prodígios.

Em 1381 nasceu esta admirável criatura que foi batizada em Santa Maria dos Pobres, em Cássia, porque o pequeno povoado de Roccaporena somente passou a ter uma pia batismal em 1720. O nome de Rita, diminutivo de Margarida (Margherita, em italiano) foi revelado pelo anjo, e com esse nome a Santa se tornou conhecida para sempre.

Quando Antônio e Amata iam trabalhar nos campos, colocavam sua filhinha em um cestinho de vime que levavam consigo e abrigavam-na à sombra das árvores.

Um dia, enquanto lavradores e pássaros cantavam em uníssono, a criança sonhava com os olhos voltados para o céu azul. Foi quando um grande enxame de abelhas brancas a envolveu fazendo um zumbido especial. Muitas delas entravam em sua boca e aí depositavam mel, sem a ferroar, como se não tivessem ferrões. Nenhum gemido da criança aconteceu para chamar a atenção de seus pais; ao contrário, a pequena Rita dava gritinhos de alegria.

Enquanto isso, um lavrador que estava próximo feriu-se com uma foice recebendo um grande talho na mão direita. Dirigindo-se imediatamente para Cássia a fim de receber os necessários cuidados médicos, ao passar perto da criança viu as abelhas que sumbiam ao redor de sua cabeça. Parou e agitou as mãos para livrá-la do enxame. No mesmo instante, sua mão parou de sangrar e o ferimento se fechou. Ele deu gritos de surpresa, o que chamou a atenção de Antônio e Amata que correram ao local. O enxame, por poucos instantes disperso, voltou ao seu lugar e mais tarde, quando Rita foi para o mosteiro de Cássia, as abelhas ficaram nas paredes do jardim interno.

Este fato é relatado por todos os biógrafos da Santa e transmitido pelas tradições e pinturas que a ele se referem. A Igreja, tão exigente para aceitar as tradições, insere esta circunstância nas lições do Breviário. Tendo atribuído o nascimento de Rita a um milagre, seus pais também atribuíram este acontecimento a um prodígio divino.

Infância e juventude

Rita era para seus pais um precioso dom concedido à fé e às orações, e assim eles se esmeraram em educar a sua filha nos sentimentos religiosos. Analfabetos, procuravam transmitir à criança seus conhecimentos da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Santa Virgem Maria e dos santos populares.

Apenas chegara à idade da razão e apareceram em Rita os primeiros sinais de virtude que, sob influência da graça divina, desenvolveram-se em sua bela alma.

Rita era um anjo, dócil, respeitosa e obediente para com seus velhos pais, a quem amava com delírio. Os ensinamentos que seus pais lhe davam levaram-na a decidir, aos 8 anos de idade, a consagrar a sua virgindade a Jesus, esposo das virgens.

Gostava tanto da vida retirada que seus pais lhe permitiram ter um oratório dentro de casa; alí passava os dias meditando no amor de Jesus e purificando seu inocente corpo com penitências.

Aos 16 anos já pensava no modo de confirmar definitivamente sua consagração a Jesus Cristo por meio dos votos perpétuos. Rita chegou a pedir, de joelhos, licença para entrar no convento. Seus pais, porém, com a idade avançada, guiados pelo amor natural e não querendo deixá-la só neste mundo, resolveram casá-la com um jovem que pedira sua mão. Não se sabe exatamente qual a idade de Rita nessa época. Certos autores dizem que ela tinha 18 anos.

Que lutas e que dores para o coração dessa jovem! Ela se via ntre o amor à virgindade e a obediência devida a seus pais. Não tinha coragem de dar a um homem o coração que desde a infância consagrara a Deus e, por outro lado, causavam-lhe piedade seus velhos pais, muito idosos, aos quais se acostumara a obedecer nas mínimas coisas.

Esposa e mãe

O jovem que pedira a mão de Rita era Paulo Fernando, descrito como um homem pervertido, de caráter feroz e sem temor a Deus, com o qual não se podia discutir e que seria capaz de provocar um verdadeiro escândalo se Rita e seus pais não consentissem nesse casamento. Foi assim que Rita se viu obrigada a esse casamento.

Quanto padeceu ela no longo período de 18 anos que viveu com seu esposo! Injuriada sem motivo, não tinha uma palavra de ressentimento; sem os direitos que à ela cabiam, não se queixava e era tão obediente que nem à Igreja ia sem a permissão de seu brutal marido.

A mansidão, a docilidade e prudência da esposa, porém, suavizaram aquela rude impetuosidade, conseguindo transformar em manso cordeiro aquele leão furioso. Fernando não pôde resistir a tanta abnegação e mudou completamente de vida, tornando-se um marido respeitoso.

Rita sentia-se muito feliz por ver o seu marido convertido ao bom caminho. Não se cansava de dar graças a Deus por tamanho benefício. Sentia-se feliz por educar nos princípios da religião os dois filhinhos que o céu lhe dera: João Tiago e Paulo Maria.

Mas durou pouco tempo aquela felicidade de esposa e mãe! Quando menos esperava tudo mudou, e de um modo muito violento e trágico: seu marido foi ferozmente assassinado pelos inimigos que fez em sua vida de violência. Rita tomou todas as providências para um sepultamento digno para seu marido, multiplicando suas orações e penitências em sufrágio da sua alma. Praticou, ainda, o supremo ato heróico de perdoar os seus assassinos.

Refeita da primeira dor causada pela morte do marido, a piedosa mulher concentrou toda sua atenção e solicitude em seus dois filhos. A mãe atenta percebia que os dois jovens apresentavam sintomas de desejos de vingança, o que ela não podia aceitar. Rita percebeu que seus filhos não mais a escutavam com a mesma docilidade e que a voz do sangue os arrastaria mais tarde ao mal.

Quando se viu em tal situação, a mãe dedicada tomou uma resolução heróica e pediu a Jesus Crucificado que levasse os seus filhos inocentes se fosse humanamente impossível evitar que se tornassem criminosos.

Um após outro caíram doentes os meninos e Rita os tratou com o máximo cuidado, velando para que nada lhes faltasse e procurando todos os remédios necessários para lhes conservar a vida, mesmo à custa dos maiores sacrifícios.

Sabia que era seu dever socorrê-los e queria cumprir generosamente esse dever. Os meninos morreram. Foi breve o intervalo da morte de um e do outro. Eles morreram cerca de um ano depois da morte do pai. Rita depositou os corpos de seus filhos ao lado de seu marido e ficou só no mundo; só, mas com seu Deus.

Em busca do antigo sonho

Desligada dos laços do matrimônio e dos cuidados maternais pela morte do esposo e dos filhos, Rita passou a se dedicar com afinco à prática das virtudes, às obras de caridade e à oração. A caridade para com o próximo era inesgotável. Não se contentando em dar o que tinha, trabalhava com suas próprias mãos para poder fazer mais. E convidava suas amigas e conhecidas para que fizessem o mesmo.

Tudo isto, porém, não bastava para aquela alma inflamada pelo amor divino. Em seus sonhos de menina, Rita sempre tinha aspirado ao claustro como a um asilo de paz para sua alma. Quando ia à cidade, ao passar diante das portas dos mosteiros onde teria podido servir a Deus com todas as suas forças, parecia-lhe que uma força interior e poderosa a atraía e ela experimentava uma santa inveja das virgens que ali estavam encerradas.

Mas, que abismo entre os seus primeiros anos e seu estado atual! Embora a voz que a chamava ao estado religioso continuasse forte, poderosa e insistente, Rita sabia que não podia mais levar o frescor virginal de sua vida de menina e achava-se indigna de viver entre as virgens consagradas a Deus. Rita encorajou-se, porém, e resolveu fazer uma tentativa.

Bateu à porta do convento das agostinianas de Santa Maria Madalena e expôs à superiora o seu ardente desejo. Seu aspecto humilde e piedoso causou excelente impressão na religiosa; mas o convento, que somente recebia jovens solteiras, jamais havia aberto suas portas para uma viúva, e a pobre mulher se viu rejeitada. Imaginem em que estado de alma Rita voltou a Roccaporena!

Ela continuou com suas orações, suas mortificações, suas boas obras e, tendo retomado a confiança, voltou ainda por duas vezes à porta do mosteiro de Santa Maria Madalena, sofrendo duas novas rejeições. Rita se abandonou à vontade de Deus, recomendando-se mais do que nunca a seus santos protetores.

Quando Deus a viu perfeitamente resignada e confiante, teve compaixão dela e, uma noite, quando estava em oração, ouviu chamar: "Rita! Rita!". Ela não viu ninguém e, pensando ter se enganado, voltou às suas orações. Mas, pouco depois, ouviu novamente: "Rita! Rita!". Desta vez, teve a certeza de que não se enganara. Levantando-se, abriu a porta e foi à rua. Eram 3 homens e Rita não tardou a reconhecê-los: eram seus protetores São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino, que a convidaram para segui-los.

Em êxtase, como num sonho, ela os seguiu e em pouco tempo estava em Cássia, diante do convento de Santa Maria Madalena. As religiosas dormiam e a porta estava bem trancada. A mesma porta que por três vezes se fechara diante dela, a porta que lhe era a entrada do paraíso terrestre. Era impossível abrir essa porta por meios humanos, mas os santos que Deus enviara para acompanhá-la fizeram com que Rita se encontrasse no interior do mosteiro.

Quando as religiosas desceram para se reunir no coro, ficaram estupefatas ao encontrar a santa mulher que tinha sido insistentemente rejeitada. Como entrara ela, se o mosteiro estava completamente fechado e não havia sinal algum de abertura ou arrombamento? As freiras se impressionaram com o relato que Rita fez do acontecido e, diante de um milagre tão estupendo, reconheceram os desígnios de Deus e admitiram jubilosas em sua companhia aquela criatura que era mais angelical que humana.

A vida no convento

A primeira coisa que Rita fez, ao ser admitida no convento, foi repartir entre os pobres todos os bens que possuía. Livre dos empecilhos terrenos, admirável era a sua obediência, profunda era a sua humildade, grandes eram as suas mortificações e penitências.

Para colocar à prova a obediência da noviça, a superiora do convento ordenou-lhe que regasse de manhã e à tarde um galho seco, provavelmente um ramo de videira ressequido e já destinado ao fogo. Rita não ofereceu dificuldade alguma, e de manhã e de tarde, com admirável simplicidade, cumpria essa tarefa, enquanto as irmãs a observavam com irônico sorriso. Isso durou cerca de um ano, segundo certas biografias da santa.

Um belo dia as irmãs se assombraram: a vida reapareceu naquele galho ressequido, surgiram brotos, apareceram folhas e uma bela videira se desenvolveu maravilhosamente dando a seu tempo deliciosas uvas. E essa videira, velha de vários séculos, ainda hoje está viçosa no convento.

Em 1443 veio à Cássia para pregar a Quaresma São Tiago de La Marca. O sermão da paixão de Nosso Senhor sensibilizou profundamente Rita que havia comparecido junto com as outras religiosas para ouvir a pregação.

Santa Rita de CássiaVoltando ao convento, profundamente emocionada com o que ouvira, prostrou-se diante da imagem do crucifixo que se achava em uma capela interior e suplicou ardentemente a Jesus que lhe concedesse participar de suas dores. E eis que um espinho se destacou da coroa do crucifixo, veio a ela e entrou tão profundamente em sua testa que a fez cair desmaiada e quase agonizante. Quando voltou a si, a ferida lá estava atestando o doloroso prodígio.

Enquanto as chagas de São Francisco e de outros santos tinham a cor do sangue puro e não eram repugnantes, a de Rita se converteu numa ferida purulenta e fétida, de maneira que a pobre vítima, para não empestear a casa, teve de ser recolhida a uma cela distante onde uma religiosa lhe levava o necessário para viver. Ela suportou a ferida durante 15 anos.

Em 1450 foi celebrado o jubileu em toda a Cristandade e como algumas irmãs estavam se preparando para ir a Roma, Rita manifestou um ardente desejo de as acompanhar, mas seu estado de saúde estava se agravando devido à ferida que o espinho havia deixado em sua testa.

Sendo assim as irmãs acharam que Rita não deveria ir. Então ela pediu a Deus para a ferida desaparecer e foi mais uma vez atendida e conseguiu acompanhar as irmãs agostinianas a Roma, com grande proveito para sua alma. Mas logo que voltou da viagem a ferida reapareceu e também uma enfermidade incurável que lhe causava um grande sofrimento.

Incapaz de se alimentar durante os últimos dias de sua vida, Rita alimentava-se apenas da Santa Comunhão. Em meio às dores que castigavam seu corpo ela conservava a alegria do espírito e um sorriso encantador brilhava constantemente em seu rosto.

A morte de Santa Rita

No último período de sua vida aconteceu um fato que era a prova do carinho que Deus dispensava à sua Serva. Durante um rigoroso inverno, pessoas de Rocaporena descobriram na horta de Rita uma roseira coberta de lindas rosas e uma figueira com frutos maduros e saborosos. Rita ficou feliz com esta maravilhosa notícia e sentiu-se profundamente consolada e louvava cada vez mais a Deus.

Explicam esses fatos o piedoso costume de enfeitarem a imagem da Santa, particularmente no dia de sua Festa, com rosas, figos, cachos de uvas e abelhas. A Santa Igreja mesma parece querer perpetuar o milagre das rosas aprovando a Bênção das Rosas que se faz no dia da Festa ou no dia 22 de cada mês, para alívio dos enfermos.

A doença da Santa estava cada dia piorando e as dores tinham se tornado insuportáveis. Com orações e santas aspirações ela se preparou para receber os sacramentos finais e entre expressões de amor a Jesus e Maria sua alma se libertou dos vínculos que a prendiam à terra. Finalmente, com mais de 70 anos de idade e 40 de vida religiosa, faleceu Santa Rita em Cássia no velho Convento das Agostinianas no dia 22 de maio de 1457, recheada com visões celestiais e depois de ter recebido com muita piedade os últimos sacramentos.

Neste momento mãos invisíveis tangeram os sinos do convento e da vila de Cássia entoando um hino triunfal das esposas eternas, convidando a comunidade e a população para fazer um coro na glorificação da alma daquela que viveu e morreu na santidade.

A morte de Rita foi acompanhada de muitos milagres. Na cela onde ela faleceu apareceu uma luz de grande esplendor e um perfume especial se fez sentir em todo o mosteiro. A ferida do espinho, antes de aspecto repugnante tornou-se brilhante, limpo e da cor de rubi. Centenas de pessoas compareciam ao convento para ver a "Santa" cujo cadáver ficou em exposição além do tempo legal. As religiosas cantavam hinos de agradecimento a Deus por ter exaltado no céu e na terra sua serva.

Beatificaçao e canonização

O culto à bem aventurada da vila de Cássia rapidamente se estendeu sobre a Itália e as nações de Portugal e Espanha, onde por causa dos milagres obtidos por sua intercessão o povo lhe deu o nome de " Santa das Causas Impossíveis".

Em 1628 Urbano VIII lavrou o decreto de beatificação da Santa com um especial indulto do Papa Bento XIII de 1727.

Muitos contratempos fizeram com que se protelasse a canonização, que só aos 24 de Maio de 1900 se realizou sob o pontificado de Leão XIII. Contudo, já em 1577 se erguia em Cássia uma igreja à Santa das causa desesperadas e impossíveis.

Muitos contratempos fizeram com que se protelasse a canonização, que só aos 24 de Maio de 1900 se realizou sob o pontificado de Leão XIII. Contudo, já em 1577 se erguia em Cássia uma igreja à Santa das causa desesperadas e impossíveis.

domingo, 15 de maio de 2016

A volta dos Catequistas Unidos!!!

SeloCatequistasUnidos

O ano era 2011… um apanhado de Catequistas de várias partes do Brasil, liderados pela Cláudia, do blog Catequese na Net, se reunem (virtualmente) e criam o grupo “Catequistas Unidos”!

Mas, qual seria o objetivo desse grupo?

Todos nós, além de sermos Catequistas, utilizávamos Blogs para evangelizar também pela Web… Então, resolvemos unir forças por meio desse grupo, para divulgar a Boa Nova com mais força, com mais intensidade. E deu muito certo!

Mas, o que tinha tudo para ser apenas um grupo de blogueiros catequistas, acabou gerando amizades, que apesar de serem apenas via internet, se mostraram verdadeiras e sinceras… Uma coisa que lembro com muito carinho desse grupo é que fizemos até um amigo secreto, acreditam??? em dezembro daquele mesmo ano, foi uma festa!!! presentes indo de um lado para o outro do Brasil!!! A minha amiga secreta foi a Clécia, do blog Catequese Caminhando, e mandei meu presente lá para Feira de Santana, na Bahia… e quem me tirou foi a Angela, do Blog Nos Passos de Jesus, que me enviou 2 livros e um CD como presentes lá de Santa Teresa, no Espírito Santo (Ah, e guardo ainda os presentes com muito carinho viu???).

Porém, infelizmente, depois de um tempo nós fomos “esfriando” o grupo… A vida foi nos levando para várias direções diferentes e o grupo acabou ficando para trás… Claro que a maioria de nós continuava com sua missão de Catequistas, mas não conseguiamos mais dar seguimento no grupo…

Maaaaas, hoje, com grande alegria anuncio que o nosso grupo está voltando a ativa… e com força total!!!

A data de hoje é propícia para esse retorno; Comemoramos a Solenidade de Pentecostes, a festa do Espírito Santo; e nutridos deste espírito é que vamos dizendo SIM a nossa vocação. Como diz Jesus no Evangelho de hoje (Jo 20, 19-23): “Como o Pai me enviou, também eu vos envio…”!

Se Ele nos envia, devemos aceitar nossa Missão com alegria, pois divulgamos a Boa Nova em nome dele.

Outro motivo para me alegrar é que hoje também comemoro meu aniversário! 34 anos! Puxa, tô ficando velho, rsrsrsr… Peço que Deus esteja sempre comigo em minha caminhada, me dando forças para sempre seguir em frente, independente das dificuldades que eu encontrar pelo caminho!

Ah, vamos dar uma olhadinha nos Blogs que estão retomando a caminhada do grupo “Catequistas Unidos”? Basta clicar no nome do blog para acessá-lo:

* Blog do Catequista Roberto (Roberto Garcia)

* Catequese com Crianças (Jonathan Cruz)

* Catequese Kids (Layse Bispo)

* Catequese na Net (Cláudia de Jesus Pinheiro)

* Catequista Wania (Wania Dias)

* Catequizando com Amor (Érica Magro Pires)

* Catequizando com Jesus (Patrícia Bonot)

* Jardim da Boa Nova (Késia Lima)

* Nos Passos de Jesus (Angela Rassele Corteletti)

* Semeando Paz (Sheila Jorge)

* Sou Catequista de IVC (Imaculada Cintra)

* Tia Paula (Ana Paula Brito Generoso)

* Vinde Todos Evangelizar (Silvanety Gonçalves Martins David)

Aos poucos outros catequistas vão aderindo ao grupo e nós iremos divulgando seus blogs…

Que a Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos e que o Espírito Santo, que desce como fogo, nos abençoe e nos guarde em nome do Pai + do Filho + e do Espírito + Santo. Amém!

sábado, 16 de abril de 2016

2º Encontro de Catequese - 16/04/2016

Hoje o nosso encontro de Catequese teve como tema “O Tempo e a Terra de Jesus”.

Fizemos a leitura de Lc 2,1-7, que nos fala sobre o decreto do imperador Augusto, que ordena que seja feito um recenseamento em todo o seu império, o que fez José ter que se deslocar juntamente com Maria, que estava grávida de Jesus, até sua cidade natal, Belém, para fazer seu registro.

Depois de conversar um pouco sobre o texto e o que ele quis dizer para nós, localizamos a Terra de Jesus no Mapa Mundi e observamos a distância que fica do nosso País…

E logo depois fizemos uma atividade super legal, chamado “O Jogo das Palavras”. Dividimos a turma em duas equipes; Os cartões de cor rosa contiam perguntas sobre a terra no tempo de Jesus; os cartões de cor azul continham as respostas para essas perguntas.

A equipe pegava uma pergunta e depois tinha 1 minuto para encontrar a resposta. Foi muito divertido!!!

Até o encontro da semana que vem!!!

Encontro de Catequese - 16.04 (11)

Encontro de Catequese - 16.04 (12)

Encontro de Catequese - 16.04 (15)

Encontro de Catequese - 16.04 (22)

Encontro de Catequese - 16.04 (23)

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