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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Por que usamos diferentes cores na liturgia?

Conheça as cores usadas em cada tempo litúrgico da Igreja

A liturgia da Igreja Católica é rica em símbolos e significados, os quais expressam o que se crê e vive no cotidiano do decorrer do Ano Litúrgico. Nesta dinâmica da liturgia, há as cores litúrgicas que diz do mistério celebrado e experienciado na vida cristã.

No número 345 da Introdução Geral do Missal Romano (IGMR), sobre as cores em relação as vestes, diz: “A diversidade de cores das vestes sagradas tem por finalidade exprimir externamente, de modo mais eficaz, por um lado o caráter peculiar dos mistérios da fé que se celebram; por outro, o sentido progressivo da vida cristã ao longo do Ano Litúrgico”. Por meio das cores, a liturgia sagrada da Igreja apresenta uma linguagem própria, que envolve os cristãos no Mistério Pascal de Jesus Cristo.

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Com isso, as cores litúrgicas, segundo o uso tradicional, conforme a “IGMR” são seis: verde, branco, vermelho, roxo, preto e rosa. Vejamos a seguir sobre o uso de cada uma delas:

Verde

É a cor usada nos domingos do Tempo Comum e também nos dias da semana. Simboliza a esperança.

Branco

É usado nas “Missas do Tempo Pascal e do Natal do Senhor. Além disso, é também usado nas celebrações do Senhor, exceto as da Paixão; nas celebrações da bem-aventurada Virgem Maria, dos Anjos e dos Santos não Mártires; nas solenidades de Todos os Santos (1º de novembro); de São João Batista (24 de junho) e nas festas de São João Evangelista (27 de dezembro). A cor branca é também usada na celebração da Cadeira de São Pedro (22 de fevereiro) e na conversão de São Paulo (25 de janeiro)” (cf. IGMR, n. 346).

As cores dourada e prateada podem ser usadas nos dias festivos em substituição ao branco.

A cor azul também pode ser usada nas Festas e Solenidades da Santíssima Virgem Maria.

Vermelho

Lembra o fogo do Espírito Santo, por isso é a cor de Pentecostes. Também lembra sangue, e é a cor usada nas Festas dos Santos Mártires, no Domingo da Paixão (Domingo de Ramos) e na Sexta-feira Santa.

Roxo

A cor roxa é usada no Tempo do Advento e da Quaresma. Pode usar-se também nos Ofícios e Missas de defuntos.

Preto

A cor preta pode ser usada, onde for costume, nas Missas pelos defuntos conforme está na “IGMR”. Esta é uma cor pouco utilizada.

Rosa

O rosa é usado, onde for costume, nos Domingos Gaudete (III do Advento) e Laetare (IV da Quaresma).

Assim, sobre as vestes e ornamentação é importante observar a tradição no uso das cores litúrgicas, pois os Documentos da Igreja sempre trazem orientações adequadas.

A Instrução Redemptionis Sacramentum, no número 127, ensina que, “a fim de conservar o patrimônio da Igreja, é impróprio estendê-las às inovações, para que assim não se percam os costumes transmitidos e o sentido de que estas normas da tradição não sofram menosprezo, pelo uso de formas e cores de acordo com a inclinação de cada um”. Ou seja, a Igreja proporciona, dentro do contexto litúrgico, as cores próprias para cada tempo e momento; com isso, não cabe decisões pessoais sobre qual cor utilizar na liturgia.

A Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium expressa que “é desejo ardente da Mãe Igreja que todos os fiéis cheguem à plena, consciente e ativa participação nas celebrações litúrgicas, que a própria natureza da liturgia exige e que é, em virtude do seu batismo, um direito e um dever do povo cristão”.

(Fonte)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Igreja Católica no Rio Grande do Sul defende Ensino Religioso nas escolas

O Regional Sul 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifesta-se favorável à  permanência do Ensino Religioso nas escolas. A disciplina está cada vez mais esquecida e excluída das reformas educacionais atuais. Num tempo onde o mercado e o pragmatismo determinam a formação dos cidadãos, não há lugar para as áreas relacionadas às humanidades.

Dom Leomar Brustolin, bispo auxiliar de Porto Alegre e referencial para a Educação e Cultura do Regional Sul 3, destaca a defesa do Ensino Religioso Escolar para garantir uma educação integral e cidadã. “A integralidade supõe incluir as ciências humanas na formação da pessoa. Nesse sentido, o componente do Ensino Religioso é determinante para desenvolver atitudes que implicam na paz da sociedade. São elas: o diálogo, o respeito, a tolerância e a reverência religiosa”, explica.

Dom Leomar Brustolin é o bispo referencial para a Educação e Cultura no Rio Grande do Sul. Foto: Amanda Fetzner Efrom

O bispo ressalta que não se trata de doutrinar os estudantes sobre uma confissão religiosa, mas de educar para a convivência pacífica no que diz respeito à religiosidade. “Basta observar as graves crises de terrorismo, discriminação e fundamentalismos que estão abalando o século 21. A geração técnico-científica decidiu prescindir da dimensão religiosa e está pagando muito caro para conseguir a harmonia”, afirma, observando que a religião trabalha o aspecto do simbólico e do sentido da existência humana. “Seria um grave reducionismo negar essa dimensão na formação cidadã”, completa.

Diante da exclusão da disciplina o Ensino Religioso da BNCC, o Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso (Fonaper) está se mobilizando. Na última semana o Fonaper lançou um manifesto (https://goo.gl/QgwGPW) e um abaixo assinado (https://goo.gl/6YF883) com o objetivo de sensibilizar o Ministério da Educação (MEC) sobre o assunto.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Quaresma e Campanha da Fraternidade começam no próximo dia 1º de março

Na Quarta-feira de Cinzas os católicos iniciam o tempo da Quaresma, preparação para a Páscoa, a festa da ressureição de Cristo. Durante o período de 40 dias que antecede a Paixão de Jesus, o cristão é chamado a voltar-se para Deus, de modo especial pelo jejum, pela oração e pela esmola.

O Papa Francisco, na mensagem para a Quaresma deste ano (leia na íntegra abaixo), observa que esses são meios propostos pela Igreja para o fiel crescer na amizade com o Senhor. Utilizando da parábola do homem rico e do pobre Lázaro, Francisco destaca que a Quarema, que começa dia 1º de março, “é um tempo propício para abrir a porta a cada necessitado e nele conhecer o rosto de Cristo”.

Através da Campanha da Fraternidade, a Igreja do Brasil, durante o tempo da Quarema, traz mais uma vez ao debate o tema do cuidado com a casa comum, a “Irmã e Mãe Terra”, como Francisco escreve na encíclica Laudato Si.

Campanha da Fraternidade propõe debate sobre os biomas brasileiros. Foto: Amanda Fetzner Efrom

A Campanha da Fraternidade de 2017 apresenta como tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”. “Ao abordarmos os biomas brasileiros e lembrarmos dos povos originários que neles habitam, trazemos à meditação a obra benfazeja de Deus”, afirma o secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner.

Também em vista da preparação para a Páscoa o Regional Sul 3 da CNBB propõe aos católicos encontros em torno da Palavra de Deus, por meio de uma material que já está disponível nas paróquias das 18 (aqui)dioceses gaúchas. Trata-se de um kit produzido com roteiros de encontros e objetos que estimulam uma ação concreta para o período (clique aqui para saber mais).

“Durante a Quaresma, rezemos uns pelos outros para que, participando na vitória de Cristo, saibamos abrir nossas portas ao frágil e ao pobre. Então poderemos viver e testemunhar em plenitude a alegria da Páscoa”, exorta o Papa Francisco.

Leia na íntegra a mensagem do Papa Francisco para a Quaresma deste ano

Amados irmãos e irmãs!
A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus “de todo o coração” (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).

A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo. Aqui queria deter-me, em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf. Lc 16, 19-31). Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como temos de agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando-nos a uma sincera conversão.

1. O outro é um dom
A parábola inicia com a apresentação dos dois personagens principais, mas quem aparece descrito de forma mais detalhada é o pobre: encontra-se numa condição desesperada e sem forças para se solevar, jaz à porta do rico na esperança de comer as migalhas que caem da mesa dele, tem o corpo coberto de chagas, que os cães vêm lamber (cf. vv. 20-21). Enfim, o quadro é sombrio, com o homem degradado e humilhado.

A cena revela-se ainda mais dramática, quando se considera que o pobre se chama Lázaro, um nome muito promissor pois significa, literalmente, “Deus ajuda”. Não se trata duma pessoa anónima; antes, tem traços muito concretos e aparece como um indivíduo a quem podemos atribuir uma história pessoal. Enquanto Lázaro é como que invisível para o rico, a nossos olhos aparece como um ser conhecido e quase de família, torna-se um rosto; e, como tal, é um dom, uma riqueza inestimável, um ser querido, amado, recordado por Deus, apesar da sua condição concreta ser a duma escória humana (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).

Lázaro ensina-nos que o outro é um dom. A justa relação com as pessoas consiste em reconhecer, com gratidão, o seu valor. O próprio pobre à porta do rico não é um empecilho fastidioso, mas um apelo a converter-se e mudar de vida. O primeiro convite que nos faz esta parábola é o de abrir a porta do nosso coração ao outro, porque cada pessoa é um dom, seja ela o nosso vizinho ou o pobre desconhecido. A Quaresma é um tempo propício para abrir a porta a cada necessitado e nele reconhecer o rosto de Cristo. Cada um de nós encontra-o no próprio caminho. Cada vida que se cruza conosco é um dom e merece aceitação, respeito, amor. A Palavra de Deus ajuda-nos a abrir os olhos para acolher a vida e amá-la, sobretudo quando é frágil. Mas, para se poder fazer isto, é necessário tomar a sério também aquilo que o Evangelho nos revela a propósito do homem rico.

2. O pecado cega-nos
A parábola põe em evidência, sem piedade, as contradições em que vive o rico (cf. v. 19). Este personagem, ao contrário do pobre Lázaro, não tem um nome, é qualificado apenas como «rico». A sua opulência manifesta-se nas roupas, de um luxo exagerado, que usa. De facto, a púrpura era muito apreciada, mais do que a prata e o ouro, e por isso se reservava para os deuses (cf. Jr 10, 9) e os reis (cf. Jz 8, 26). O linho fino era um linho especial que ajudava a conferir à posição da pessoa um caráter quase sagrado. Assim, a riqueza deste homem é excessiva, inclusive porque exibida habitualmente: “Fazia todos os dias esplêndidos banquetes” (v. 19). Entrevê-se nele, dramaticamente, a corrupção do pecado, que se realiza em três momentos sucessivos: o amor ao dinheiro, a vaidade e a soberba (cf. Homilia na Santa Missa, 20 de setembro de 2013).

O apóstolo Paulo diz que “a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro” (1 Tm 6, 10). Esta é o motivo principal da corrupção e uma fonte de invejas, contendas e suspeitas. O dinheiro pode chegar a dominar-nos até ao ponto de se tornar um ídolo tirânico (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 55). Em vez de instrumento ao nosso dispor para fazer o bem e exercer a solidariedade com os outros, o dinheiro pode-nos subjugar, a nós e ao mundo inteiro, numa lógica egoísta que não deixa espaço ao amor e dificulta a paz.

Depois, a parábola mostra-nos que a ganância do rico fá-lo vaidoso. A sua personalidade vive de aparências, fazendo ver aos outros aquilo que se pode permitir. Mas a aparência serve de máscara para o seu vazio interior. A sua vida está prisioneira da exterioridade, da dimensão mais superficial e efémera da existência (cf. ibid., 62).

O degrau mais baixo desta deterioração moral é a soberba. O homem veste-se como se fosse um rei, simula a posição dum deus, esquecendo-se que é um simples mortal. Para o homem corrompido pelo amor das riquezas, nada mais existe além do próprio eu e, por isso, as pessoas que o rodeiam não caiem sob a alçada do seu olhar. Assim o fruto do apego ao dinheiro é uma espécie de cegueira: o rico não vê o pobre esfomeado, chagado e prostrado na sua humilhação.

Olhando para esta figura, compreende-se por que motivo o Evangelho é tão claro ao condenar o amor ao dinheiro: “Ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6, 24).

3. A Palavra é um dom
O Evangelho do homem rico e do pobre Lázaro ajuda a prepararmo-nos bem para a Páscoa que se aproxima. A liturgia de Quarta-Feira de Cinzas convida-nos a viver uma experiência semelhante à que faz de forma tão dramática o rico. Quando impõe as cinzas sobre a cabeça, o sacerdote repete estas palavras: “Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás de voltar”. De facto, tanto o rico como o pobre morrem, e a parte principal da parábola desenrola-se no Além. Dum momento para o outro, os dois personagens descobrem que nós “nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele” (1 Tm 6, 7).

Também o nosso olhar se abre para o Além, onde o rico tece um longo diálogo com Abraão, a quem trata por “pai” (Lc 16, 24.27), dando mostras de fazer parte do povo de Deus. Este detalhe torna ainda mais contraditória a sua vida, porque até agora nada se disse da sua relação com Deus. Com efeito, na sua vida, não havia lugar para Deus, sendo ele mesmo o seu único deus.

Só no meio dos tormentos do Além é que o rico reconhece Lázaro e queria que o pobre aliviasse os seus sofrimentos com um pouco de água. Os gestos solicitados a Lázaro são semelhantes aos que o rico poderia ter feito, mas nunca fez. Abraão, porém, explica-lhe: “Recebeste os teus bens na vida, enquanto Lázaro recebeu somente males. Agora, ele é consolado, enquanto tu és atormentado” (v. 25). No Além, restabelece-se uma certa equidade, e os males da vida são contrabalançados pelo bem.

Mas a parábola continua, apresentando uma mensagem para todos os cristãos. De facto o rico, que ainda tem irmãos vivos, pede a Abraão que mande Lázaro avisá-los; mas Abraão respondeu: “Têm Moisés e os Profetas; que os oiçam” (v. 29). E, à sucessiva objeção do rico, acrescenta: “Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tão-pouco se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dentre os mortos” (v. 31).

Deste modo se patenteia o verdadeiro problema do rico: a raiz dos seus males é não dar ouvidos à Palavra de Deus; isto levou-o a deixar de amar a Deus e, consequentemente, a desprezar o próximo. A Palavra de Deus é uma força viva, capaz de suscitar a conversão no coração dos homens e orientar de novo a pessoa para Deus. Fechar o coração ao dom de Deus que fala, tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão.

Amados irmãos e irmãs, a Quaresma é o tempo favorável para nos renovarmos, encontrando Cristo vivo na sua Palavra, nos Sacramentos e no próximo. O Senhor – que, nos quarenta dias passados no deserto, venceu as ciladas do Tentador – indica-nos o caminho a seguir. Que o Espírito Santo nos guie na realização dum verdadeiro caminho de conversão, para redescobrirmos o dom da Palavra de Deus, sermos purificados do pecado que nos cega e servirmos Cristo presente nos irmãos necessitados. Encorajo todos os fiéis a expressar esta renovação espiritual, inclusive participando nas Campanhas de Quaresma que muitos organismos eclesiais, em várias partes do mundo, promovem para fazer crescer a cultura do encontro na única família humana. Rezemos uns pelos outros para que, participando na vitória de Cristo, saibamos abrir as nossas portas ao frágil e ao pobre. Então poderemos viver e testemunhar em plenitude a alegria da Páscoa.

Vaticano, 18 de outubro de 2016.
Festa do Evangelista São Lucas
FRANCISCO

domingo, 19 de fevereiro de 2017

As devoções da Igreja para cada mês do Ano

orando-1A Igreja procura santificar o ano todo celebrando a cada dia os Santos do dia, ou as festa e solenidades especiais. Mas também a cada mês do ano a Igreja dedica uma devoção particular. A escolha dessa devoção mensal é feita com base em algum acontecimento histórico ou alguma celebração litúrgica especial.

Essas devoções surgiram espontaneamente ao longo da vida da Igreja, e nem sempre é possível se determinar exatamente a data e o local de sua origem. E isto pode mudar de um país para o outro, dentro da unidade da Igreja respeitando a saudável diversidade; especialmente as diferenças culturais do Ocidente e do Oriente católicos. No livro “Orações de todos os tempos da Igreja” (Ed. Cléofas, 1998) você encontra orações para todas essas devoções.

Conheça algumas delas:

Em JANEIRO a devoção é dedicada o Santíssimo Nome de Jesus, porque oito dias após o Natal, São José o circuncidou dando-lhe o sagrado nome. A Igreja celebra oito dias após o Natal, em 2 janeiro, de acordo com o “Diretório da Liturgia” da CNBB, a festa do Santíssimo Nome de Jesus. O anjo disse a Maria: “Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus” (Lc 1, 30-31). Por causa das festas em Janeiro que pertencem a infância de Cristo, Janeiro também se tornou o mês dedicado a Santa Infância de Jesus.

FEVEREIRO é o mês da Sagrada Família porque após as celebrações do Natal, a Igreja a venera. Foi na Sagrada Família que Jesus viveu toda a a sua vida antes de começar a sua vida pública para a salvação a humanidade. Ali ele aprendeu as coisas santas, trabalhou com mãos humanas, obedeceu a Seus pais e se preparou para a grande missão. Olhando para a Sagrada Família a Igreja deseja que os casais e filhos aprendam a viver segundo a vontade de Deus. “O mundo seria bem melhor se o Natal não fosse um dia, se as mães fossem Maria e os pais fossem José”. Embora o começo da Quaresma mude de acordo com o calendário civil, uma boa parte de Fevereiro nos dá um espaço de tempo entre as celebrações do Natal e do foco maior na vida pública e no ministério de Jesus, que ocorre na Quaresma.

MARÇO é o mês da devoção a São José, porque a sua festa maior é no dia 19 de março: São José, o esposo da Virgem; o homem justo que teve a honra e a glória de se escolhido por Deus para ser o pai legal, nutrício, de Seu Filho feito homem. Coube a José dar-lhe o nome de Jesus. Neste mês a Igreja nos convida a olhar para este modelo de pai amoroso, esposo fiel e casto, trabalhador dedicado; pronto a fazer, sem demora a vontade de Deus. A Igreja lhe presta um culto de “protodulia” (primeira veneração).

Há muitas orações dedicadas a São José, a Ladainha em sua honra, o Terço de São José, etc.. Santa Teresa de Ávila disse que sempre que lhe fazia um pedido a São José, em uma de suas festas (19 de março ou 1 de maio), nunca deixou de ser atendida. Todos os seus Carmelos renovados tiveram o nome de São José.

O mês de ABRIL é dedicado a Eucaristia e ao Divino Espírito Santo. Quase sempre o Dia da Páscoa cai em abril; e, mesmo quando cai em Março, o período pascal de 40 dias continua em abril. A Eucaristia é o centro da vida da Igreja. Ela é o Sacrifício de Cristo que se atualiza (torna-se presente) no altar, na celebração da santa Missa; e Alimento (banquete) do Cordeiro que se dá como alimento espiritual. É a maior prova de amor de Jesus para conosco. Além da Missa, Ele permanece em estado de vítima oferecida permanentemente ao Pai em nossos Sacrários, para nos socorrer em todas as necessidades e estar sempre conosco. “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13,1).

MAIO é o mês da Virgem Maria porque é repleto de Suas Festas: 13 de maio (Na. Sa. de Fátima), Visitação (31 de maio); e por ser ela Mãe de Deus e nossa, o mundo cristão comemora o Dia das Mães no segundo domingo de maio, rogando-lhe que defenda, proteja e auxilie todas as mães em sua difícil missão. A devoção a Virgem Maria quer destacar o papel fundamental dela de Medianeira de todas as graças, intercessora permanente do povo de Deus, modelo para as mães cristãs, pura e santa, sempre pronta e disposta a fazer a vontade de Deus. É o mês por excelência para as noivas se casarem e consagrarem seus casamentos a Ela, é o mês de rezar o Rosário e a Sua bela Ladainha lauretana.

JUNHO é o mês do Sagrado Coração de Jesus. Uma devoção que começou por volta do ano 1620 quando Jesus a pediu a Santa Margarida Maria Alacoque. Foi divulgada no mundo por São Claudio de La Colombiere, que era diretor espiritual da Santa. Era um tempo em que havia uma perigosa heresia chamada jansenismo, que impedia os católicos de Comungarem com frequência e incutia medo de Deus nas pessoas. A devoção ao Sagrado Coração quer mostrar um Jesus humano, misericordioso, pronto a perdoar como o Pai do filho pródigo; e que encoraja a participação na Adoração a Eucaristia e a receber a Sagrada Comunhão na primeira sexta-feira de cada mês. Conhecemos a bela Ladainha do Sagrado Coração de Jesus e inúmeras orações compostas pelos santos.

JULHO é dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor; e a festa específica é no primeiro Domingo do mês. O Sangue de Jesus é o “preço da nossa salvação”. A piedade cristã sempre manifestou, através dos séculos, especial devoção ao Sangue de Cristo derramado para a remissão dos pecados de todo o gênero humano, e atravessando a história até hoje com Sua presença real no Sacramento da Eucaristia. O Papa São João Paulo II, em sua Carta Apostólica “Angelus Domini”, frisou o convite de João XXIII sobre o valor infinito daquele Sangue, do qual “uma só gota pode salvar o mundo inteiro de qualquer culpa”.

AGOSTO é o mês dedicado às vocações no Brasil. Em cada semana do mês a Igreja destaca uma modalidade delas: a vocação sacerdotal, matrimonial, religiosa e os leigos. A vocação define a vida religiosa da pessoa, e é dada por Deus a cada um. Em Sua bondade e sabedoria, Deus distribui Seus dons a cada um como lhe apraz; o importante é que cada um descubra a sua vocação, e nela se realize fazendo o bem a todos. Especialmente é tempo dos jovens rezarem pedindo a Deus o discernimento para o caminho a seguir. De modo especial os leigos devem assumir a sua missão no mundo, como “sal da terra e luz do mundo”; fiéis aos ensinamentos da Igreja, levando o Evangelho a todas as realidades temporais.

SETEMBRO no Brasil é o mês da Bíblia, com a finalidade de que o povo católico se aproxime mais dela, a leia e medite, a conheça e aprofunde os seus conhecimentos bíblicos, promovendo cursos bíblicos, etc.. Não é sem razão que São Pedro disse: “Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus” (2 Pd 1,20-21). A Carta aos Hebreus nos lembra de que que “a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes, e atinge até à divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4,12).

OUTUBRO é o mês do santo Rosário e das Missões. Santo Rosário porque a Europa cristã se viu livre da ameaça muçulmana que queria destruir o cristianismo, no ano 1571; mas foram vencidos pelas forças cristãs na Batalha de Lepanto, no mar da Grécia. O Papa São Pio V pediu aos exércitos cristãos que levassem a “arma do Rosário”. Como a grande e milagrosa vitória se deu no dia 7 de outubro, o Papa instituiu neste dia a Festa de Nossa Senhora do Santo Rosário. O mês das missões é um devoção para estimular ainda mais a missão evangelizadora que Cristo confiou à Igreja. Mandou que seus discípulos fossem pelo mundo todo, pregando o Evangelho e batizando a todos.

NOVEMBRO é mês dedicado às almas do Purgatório. O Dia de Finados, no dia 2 de Novembro, é dedicado às orações por todos os fiéis falecidos. O Papa Paulo VI, na “Constituição das Indulgências”, de 1967, estabeleceu indulgências parciais e plenárias pelas almas do purgatório, e determinou a semana de 1 a 8 de novembro como a semana das almas, em que podemos lucrar indulgências plenárias a elas mediante uma visita ao cemitério para rezar por elas, tendo se confessado, comungado e rezado pelo Papa (Pai Nossa, Ave Maria, Glória ao Pai). As almas, por elas mesmas não podem conseguir sua purificação; dependem de nossas orações, missas, esmolas, penitências, etc., por elas.

DEZEMBRO é o mês do Advento e do Natal. São quatro semanas de preparação para a vinda de Cristo no Natal. Arma-se a “coroa do Advento”, com uma vela acessa a cada domingo, meditando esse tempo de graça. É um tempo propício para preparação espiritual e piedosa para celebrar o Natal e também a segunda e definitiva vinda do Senhor. É o tempo do Presépio, que nos ajuda a meditar este grande mistério da Encarnação do Verbo, que “se fez pobre para nos enriquecer”, como disse São Paulo.

(Fonte)

sábado, 18 de fevereiro de 2017

A importância da catequese para a Igreja

“O bom catequista é aquele que ensina esta “verdade que salva”, que Cristo depositou no coração da Igreja para ser o remédio contra todos os males”

catmjjun2003-d3bDesde o início do cristianismo a Catequese foi a base da formação do povo. O catecumenato durava três anos para os adultos, sendo os catecúmenos batizados na vigília pascal. Ela é o meio básico da Igreja para “fazer discípulos de Jesus”, para ajudar os homens a crerem que Jesus é o Filho de Deus, e por meio da fé, ter a vida em Seu nome, formando o Corpo de Cristo.

A catequese é a educação da fé das crianças, dos jovens e dos adultos, de maneira orgânica e sistemática, para levar à  vida cristã. É o primeiro anúncio do Evangelho para suscitar a fé; ensinando as verdades básicas contidas no Credo, os Sacramentos, a moral cristã baseada nos Dez Mandamentos e a espiritualidade nas orações. O Catecismo é o texto básico para os catequistas.

O Papa Bento XVI disse um dia que o pior problema do povo católico é a ignorância religiosa. Muitos católicos não conhecem a bela doutrina católica e por isso muitos são enganados pelas seitas e igrejas que não foram fundadas por Jesus Cristo. Temos uma bela doutrina de dois mil anos, revelada por Cristo, amadurecida no sangue dos mártires, nas orações dos santos, na sabedoria dos doutores, dos papas, etc., mas muitos não a conhecem.

No passado os filhos aprendiam o Catecismo com os pais em primeiro lugar, porque eles são “os primeiros catequistas dos filhos”; mas hoje, infelizmente, muitas crianças são criadas sem um dos pais ou com pais que também não conhecem a “sã doutrina da fé” (Tt 1,9; 2,1; 1 Tm 4,6; 6,20), que leva à salvação. O nosso Catecismo afirma que “a salvação está na verdade” (n.851) e São Paulo revela que “a Igreja é a coluna e o fundamento da verdade” (1 Tm 3,15).

Então, o bom catequista é aquele que ensina esta “verdade que salva”, que Cristo depositou no coração da Igreja para ser o remédio contra todos os males. Portanto, ninguém pode ensinar às crianças, jovens e adultos o que quer, mas o que a Igreja ensina. Nenhum de nós ensina por própria conta e risco, não, somos todos enviados por Cristo através da Igreja.

O Papa João Paulo II disse um dia que: “A preocupação constante de todo o catequista, seja qual for o nível das suas responsabilidades na Igreja, deve ser a de fazer passar, através do seu ensino e do seu modo da comportar-se, a doutrina e a vida de Jesus Cristo. Assim, há de procurar que a atenção e a adesão da inteligência e do coração daqueles que catequiza não se detenha em si mesmo, nas suas opiniões e atitudes pessoais; e sobretudo não há de procurar inculcar as suas “opiniões e opções pessoais”, como se elas exprimissem a doutrina e as lições de vida de Jesus Cristo. Todos os catequistas deveriam poder aplicar a si próprios a misteriosa palavra de Jesus: “A minha doutrina não é minha mas d’Aquele que me enviou” (João 7,16). É isso que faz São Paulo, ao tratar de um assunto de grande importância: “Eu aprendi do Senhor isto, que por minha vez vos transmiti» (1 Cor 11,23).

O Catecismo da Igreja – disse o Papa João Paulo – é o “texto de referência” da fé católica para quem quer conhecer o que a Igreja crê e ensina. Ele contém de modo orgânico o ensino da Sagrada Escritura, da Tradição viva da Igreja e do Sagrado Magistério que Cristo deixou para preservar a “sã doutrina” de ser deturpada. Ele nos traz dois mil anos de vida da Igreja, ensinamento dos santos e santas, dos papas e doutores, com toda a inspiração do Espírito Santo.

O catequista hoje é alguém mais do que nunca fundamental na vida da Igreja para sobretudo formar as crianças e jovens, mas também recuperar o atraso do povo de Deus em conhecer aquilo que Cristo nos ensina.

(Fonte)

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