sexta-feira, 3 de abril de 2020

Semana Santa e Páscoa

O tempo da Quaresma está acabando. Vamos começar a preparação para a festa da Páscoa. Neste tempo procurei ficar mais parecida (o) com Jesus? Fiz algum sacrifício, fiz um pouco mais de silêncio, rezei mais, fiz alguma caridade, alguma coisa mudou em minha vida?

Na Semana Santa que começa no próximo Domingo, com a Missa de Ramos, é tempo para lembrar como Jesus sofreu para nos salvar. Aproveitamos este tempo para fazer algum sacrifício.

Perdoar uma pessoa com quem brigamos, ajudar alguém, rezar por alguma pessoa...

DOMINGO DE RAMOS


Entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.
Jesus  com 30 anos foi batizado por João Batista, foi para o deserto, entrou na sinagoga e disse que era o Messias esperado; começou a ensinar o povo, fez muitos milagres, ensinou a amar, a perdoar, a repartir, uma multidão O seguia, convidou os Apóstolos para segui-lo. Passou 3 anos ensinando a todos, até que chegou a hora de sua Paixão e Morte. Então Ele foi para Jerusalém, onde tudo iria acontecer. Quando entrou na cidade, montado em um jumentinho, foi recebido como Rei, aclamado com cantos e ramos de palmeiras. Muita gente O acompanhou com alegria e cantavam: hosana ao Filho de Davi. Os chefes e poderosos ficaram com medo de perder o poder e começaram a planejar um modo de prender Jesus. O povo recebe Jesus como um Rei Poderoso, Libertador, mas quando Ele é preso e condenado este mesmo povo O abandona. Não sabiam que Jesus veio nos libertar do mal, do pecado e nos dar vida eterna.

SEGUNDA, TERÇA E QUARTA DA SEMANA SANTA

A Igreja convida a reviver, em espírito, os últimos dias de vida de Jesus, e os sentimentos que o animaram ao aproximar-se da Paixão. São celebradas procissões como a do encontro com Jesus e Maria no caminho do calvário.

TRÍDUO PASCAL

O ponto alto da Semana Santa é o Tríduo Pascal, que se inicia com a missa da Quinta-feira Santa e se conclui com a Vigília Pascal, no Sábado Santo. Os três dias formam uma só celebração, que resume todo o mistério pascal. Por isso, nas celebrações da quinta-feira à noite e da sexta-feira não se dá a bênção final; ela só será dada, solenemente, no final da Vigília Pascal. 

QUINTA-FEIRA SANTA


Celebramos a Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Jesus sabia que ia morrer e quis celebrar sua última refeição com seus amigos. Esta ceia foi uma celebração muito bonita e significou muito. Nesta noite, Jesus oferece a Deus seu corpo e sangue. Jesus abençoa o pão e o vinho e o entrega a seus amigos dizendo: “Tomai e Comei, isto é o meu Corpo”; toma o vinho e diz “Tomai e Bebei isto é o meu Sangue; e sempre que fizerem isto, fazei-o em minha memória”. Este foi o jeito que Jesus encontrou para ficar sempre junto de nós. Nesta noite aconteceu a primeira missa, hoje o sacerdote faz o mesmo gesto de Jesus.

Nesta ceia, Jesus lava os pés dos Apóstolos, Ele sendo mestre e Senhor, lavou os pés dos seus amigos. Com este gesto, Jesus nos ensina que devemos ser humildes e estar sempre prontos para servir. Ele nos deixou um mandamento novo:" AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI".

SEXTA-FEIRA SANTA



Revivemos o sofrimento e a morte de Jesus. Jesus é traído por um de seus amigos, é entregue aos soldados que O levam para ser julgado. É condenado, humilhado, torturado, sofre as piores dores e por fim é pregado em uma cruz e mesmo antes de morrer perdoou a todos. Tudo isso por amor de cada um de nós.

Jesus nos amou até o fim, deu sua vida por nós. Jesus aceitou morrer na cruz para que tenhamos vida eterna. É um dia de oração e silêncio.

Nós cristãos, fazemos procissão com Cristo morto, a Via-Sacra (Caminho Sagrado), nos confessamos, fazemos silêncio e jejum. É um dia especial. O sofrimento de Jesus é lembrado pelo povo como sofrimento de todos. São as cruzes que os oprimidos, os pobres, os abandonados e os marginalizados carregam.

Neste dia não se celebra nenhuma MISSA, mas é distribuída a Eucaristia, que significa a certeza da presença de Cristo vivo e solidário em nosso sofrimento.

SÁBADO SANTO



Jesus está morto. Seu corpo é retirado da cruz e colocado na sepultura, onde fica por 3 dias. A noite nossa Igreja celebra a VIGÍLIA PASCAL, onde se comemora a vitória da vida sobre a morte! Jesus Ressuscitou! É a noite da libertação, da vida nova! Essa vigília se realiza em quatro partes: Liturgia da Luz, Liturgia da Palavra, Liturgia Batismal e Liturgia Eucarística. É o fim das trevas, da escuridão e da morte. Acontece a benção do fogo, onde se acende o Círio Pascal. Nele estão gravadas uma cruz e as letras Alfa e Ômega, a primeira e a última letra do alfabeto grego, simbolizando que Cristo é o princípio e o fim de todas as coisas. O Círio representa Cristo Ressuscitado, que é a luz, e é acesa durante todas as celebrações litúrgicas até a festa de Pentecostes, quando se encerra o Tempo Pascal.


DOMINGO DA RESSURREIÇÃO




Páscoa significa passagem; passagem da morte para a vida. Ele voltou a viver, Jesus Ressuscitou.

A ressurreição é a maior prova de que Cristo é realmente Deus. Jesus está vivo em nosso meio.

"No domingo, de madrugada, as mulheres foram ao túmulo. Não encontraram o Corpo de Jesus e ficaram assustadas. Um jovem com roupas brilhantes disse: Porque vocês estão procurando entre os mortos aquele que está vivo? Ele não está aqui: Ressuscitou."

Que possamos vivenciar este momento tão importante para a nossa fé e viver verdadeiramente a Páscoa de Nosso Senhor!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Quem é o aniversariante?

Imagine a seguinte situação: Você é convidado para uma festa de aniversário. Você se arruma com usa melhor roupa, compra um belo presente… Mas ao chegar na festa, percebe que todo mundo está lá, menos o aniversariante. Mas isso não importa, pois todos estão comendo, bebendo, dançando, comemorando… e o aniversariante, o “dono da festa”, é apenas parte secundária, um pretexto para que a festa aconteça. Estranho né?

Infelizmente o Natal de muitas pessoas é exatamente assim. As pessoas festejam e trocam presentes sem ao menos dedicar um minuto de seu pensamento para aquele que deveria ser o centro da comemoração.

Claro, não sejamos hipócritas. É muito bom dar e receber presentes, comer aquelas comidas gostosas que só saboreamos no Natal... e não há nada de errado nisso! O problema começa quando damos mais importância para estas coisas e esquecemos o sentido verdadeiro do Natal. ALEGREMO-NOS, JESUS NASCEU! ALELUIA!

Vamos refletir sobre isso! Neste Natal vamos dedicar um tempo para rezar agradecendo a Deus pelo dom da vida, pela nossa família, pela nossa existência. E principalmente, por ter nos dado seu filho Jesus, que veio para nos salvar de todo mal que há no mundo!

Que você que tenha um santo e abençoado Natal. Paz & Bem!!!

Catequista Roberto.

domingo, 1 de dezembro de 2019

Advento: tempo de preparação para o Natal

Advento é uma palavra latina que significa aproximar-se, vir chegando aos poucos. Durante as quatro semanas do Advento, a gente se prepara para o Natal. No Advento, ouvimos as vozes sempre atuais dos profetas bíblicos, anunciando a vinda do Messias. Também ouvimos a voz de João Batista e do próprio Jesus, anunciando a proximidade do Reino de Deus

Tempo do Advento é próprio do Ocidente. Foi instituído para que os fiéis se preparassem para a celebração do Natal, mas em pouco tempo adquiriu também um significado escatológico: de fato, recorda a dupla vinda do Senhor, isto é, a vinda entre os homens e a vinda no final dos tempos

O Advento é tempo de alegre expectativa. O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado. 

Origem do Advento

Há relatos de que o Advento começou a ser vivido entre os séculos IV e VII, em vários lugares do mundo, como preparação para a festa do Natal. No final do século IV, na Gália (atual França) e na Espanha, tinha caráter ascético, com jejum, abstinência e duração de 6 semanas como na Quaresma (quaresma de S. Martinho). Este caráter ascético para a preparação do Natal se devia à preparação dos catecúmenos para o batismo na festa da Epifania.

Somente no final do século VII, em Roma, é acrescentado o aspecto escatológico do Advento, recordando a segunda vinda do Senhor. Só após a reforma litúrgica é que o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas.

Teologia do Advento

O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo. Jesus, que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15) .

O Advento recorda também o Deus da revelação, Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação, mas cuja consumação se cumprirá no "dia do Senhor", no final dos tempos.

O caráter missionário do Advento se manifesta na Igreja pelo anúncio do Reino e a sua acolhida pelo coração do homem, até a manifestação gloriosa de Cristo. As figuras de João Batista e Maria são exemplos concretos da missionariedade de cada cristão, quer preparando o caminho do Senhor, quer levando o Cristo ao irmão para o santificar. Não se pode esquecer que toda a humanidade e a criação vivem em clima de advento, de ansiosa espera da manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus.

Espiritualidade do advento

Deus é fiel às suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve, nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá, com certeza. Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel, já realizada em Cristo, mas que só se consumará definitivamente na parusia do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é "Maranatha"! Vem, Senhor Jesus!

O tempo do Advento é tempo de esperança, porque Cristo é a nossa esperança (1Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições. 

O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o nosso ser a Cristo, não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, "lutando até o sangue" contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra.

(Fonte)

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Por que Jesus manifesta preferência pelas crianças?

Caro internauta, quero iniciar este artigo com um breve testemunho. Em certa oportunidade, eu estava responsável pela organização de uma linda celebração Eucarística. Nela, algumas crianças iriam receber Jesus pela primeira vez. No corre-corre daqueles cinco minutos que antecederam o início dessa celebração tão importante, fui interpelado por alguém que puxava a minha sobrepeliz.

Inicialmente, pensei que seria mais uma pessoa a perguntar, por exemplo, o que fazer na procissão de entrada ou quem seriam os leitores. Talvez fosse alguém a dizer que as velas do altar ainda não estavam acesas ou algo semelhante. Engano meu! Era uma pequena criança, com pouco mais de sete anos, que me lançara uma pergunta à queima-roupa: “Por que Jesus ama as crianças?”.

Devo confessar que, diante do contexto caótico em que eu me encontrava, haja vista que a pergunta dela se tratava de uma a mais dentre outras dezenas que eu já havia respondido e mais dezenas que eu haveria de responder antes do início da celebração, pensei em ignorá-la.

No primeiro momento, reconheço, cometi esse pecado. Virei-me para dar continuidade às atividades, cujo objetivo não era outro senão dar alguma ordem àquele caos. Porém, a pureza e a verdade com que aquela garotinha me fizera a pergunta deixou-me imensamente incomodado. Eu precisava dar a ela uma resposta.

Podemos aprender muito com os pequeninos

Antes de continuar a narrativa desse testemunho, quero afirmar que podemos aprender muito com as crianças. Não é por acaso que Jesus, no Evangelho de Mateus, diz aos discípulos (e a todos nós) que se não nos tornarmos crianças, não entraremos no Reino dos céus (cf. Mt 18,3).

Embora esse trecho do Evangelho não esteja se referindo propriamente (ou somente) à pureza, à inocência ou à perfeição moral de uma criança, não se pode negar que, nesses quesitos, os pequeninos são grandes mestres.

Essa passagem está mais associada à dependência que possuem as crianças dos seus pais. Uma dependência sincera e sem desconfianças. Somente elas são capazes de se entregar com verdade e pureza. As crianças possuem inocência e candura no olhar, no falar, no pensar, no comportar-se. Eis o exemplo que devemos obstinadamente buscar.

O Catecismo da Igreja Católica, no parágrafo 2519, relembra-nos uma promessa que Deus faz a todos os homens: “Aos puros de coração, é prometido que verão a Deus face a face e serão semelhantes a Ele” (cf. 1 Cor 13,12). Assim, a pureza do coração é condição prévia para que esta visão aconteça. E se a pureza de coração nos permitirá ver a Deus face a face, desde já, ela nos permite ver todas as coisas segundo Deus. Quanta beleza há nessa maravilhosa possibilidade dada a nós por Deus!

A pureza dissipa o pecado

Bom, você ainda deve estar se perguntando qual teria sido a resposta que eu dei àquela garotinha de que falei no início do artigo. De antemão, já informo que não foi nada de outro mundo. Naquele momento de caos, a única coisa que me veio ao pensamento foi uma simples analogia. Perguntei se ela gostava de piscina, e ela respondeu positivamente com a cabeça.

Então, pedi a ela para imaginar uma piscina bem grande, a maior que ela já tinha visto, repleta de água cristalina. Tão cristalina a ponto de ser possível enxergar os azulejos do fundo. Ela balançou novamente a cabeça em sinal de positivo. Disse a ela que Deus amava as crianças, porque o coração delas é tão puro e cristalino quanto a água daquela piscina. Aquela criança não me fez mais nenhuma pergunta, simplesmente se virou e voltou para próximo a seus pais.

Logo que isso aconteceu, ocorreu-me um segundo pensamento. Não tive a oportunidade, naquele momento, de expor para aquela criança, mas gostaria de expor a você. Tente imaginar uma pequena gota de café. Então, pergunto: se alguém deixasse cair essa gota de café em uma piscina olímpica o que aconteceria? Se essa mesma pergunta fosse dirigida a mim eu responderia: “Ao tocar na água, a gota desapareceria, seria totalmente diluída”. 

Concluo, portanto, com o seguinte pensamento: diante das crianças, o pecado é como uma gota de café. Ao entrar em contato com a pureza desses pequeninos, seria imediatamente dissipada. Onde há a pureza, o pecado não tem força.

Busquemos a pureza de uma criança! Ela nos levará para o céu!

Deus abençoe você e até a próxima!

Gleidson Carvalho

Gleidson de Souza Carvalho é natural de Valença (RJ), mas viveu parte de sua vida em Piraúba (MG). Hoje, ele é missionário da Comunidade Canção Nova, candidato às ordens sacras, licenciado em Filosofia e bacharelando em Teologia, ambos pela Faculdade Canção Nova, Cachoeira Paulista (SP). Atua no Departamento de Internet da Canção Nova, na Liturgia do Santuário do Pai das Misericórdias e nos Confessionários. Apresenta, com os demais seminaristas, o “Terço em Família” pela Rádio Canção Nova AM. (Instagram: @cngleidson)

(FONTE)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...