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Papa estabelece novas normas sobre o uso do missal pré-conciliar

em sábado, 17 de julho de 2021

Grupos ligados à antiga liturgia não devem excluir a legitimidade da reforma litúrgica, os ditames do Concílio Vaticano II e o Magistério dos Pontífices

Da redação, com Vatican News

/ Foto: Daniel Ibánez – CNA

O Papa Francisco, após consultar os bispos do mundo, decidiu mudar as normas que regem o uso do missal de 1962. Este foi liberalizado como “Rito Romano Extraordinário” há 14 anos por seu predecessor Bento XVI.

O Pontífice publicou, nesta sexta-feira, 16, o motu proprio “Traditionis custodes”, sobre o uso da liturgia romana anterior a 1970.

O documento em forma de carta explica as razões de sua decisão.

Novidades

Entre as principais novidades desta decisão de Francisco está a atribuição da responsabilidade de regulamentar a celebração segundo o rito pré-conciliar ao bispo, moderador da vida litúrgica diocesana. “É de sua exclusiva competência autorizar o uso do Missale Romanum de 1962 na diocese, seguindo as orientações da Sé Apostólica”.

O bispo deve certificar-se de que os grupos que já celebram com o antigo missal “não excluam a validade e a legitimidade da reforma litúrgica, os ditames do Concílio Vaticano II e o Magistério dos Sumo Pontífices”.

As missas com o rito antigo não serão mais realizadas nas igrejas paroquiais. O bispo determinará a igreja e os dias de celebração. As leituras devem ser “na língua vernácula”, utilizando traduções aprovadas pelas Conferências episcopais.

O celebrante deve ser um sacerdote delegado pelo bispo. O bispo também é responsável por verificar se é ou não oportuno manter as celebrações de acordo com o antigo missal, verificando sua “utilidade efetiva para o crescimento espiritual”.

De fato, é necessário que o sacerdote responsável tenha no coração não apenas a digna celebração da liturgia, mas também o cuidado pastoral e espiritual dos fiéis. O bispo “terá o cuidado de não autorizar a constituição de novos grupos”.

Os sacerdotes ordenados após a publicação hodierna do Motu próprio, que pretendem utilizar o missal pré-conciliar “devem enviar um pedido formal ao Bispo diocesano que consultará a Sé Apostólica antes de conceder a autorização”. Enquanto aqueles que já o fazem devem pedir a autorização ao bispo diocesano para continuar usando-o.

Os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, “na época erigidos pela Pontifícia Comissão Ecclesia Dei”, estarão sob a competência da Congregação para os Religiosos. Os Dicastérios para Culto, e para os Religiosos supervisionarão a observância destas novas disposições.

Explicações

Na carta que acompanha o documento, o Papa Francisco explica que as concessões estabelecidas por seus predecessores para o uso do antigo missal foram motivadas sobretudo “pelo desejo de favorecer a recomposição do cisma com o movimento liderado pelo bispo Lefebvre”.

O pedido, dirigido aos bispos, de acolher generosamente as “justas aspirações” dos fiéis que solicitavam o uso daquele missal, “tinha, portanto, uma razão eclesial de recomposição da unidade da Igreja”.

Essa faculdade, observa Francisco, “é interpretada por muitos dentro da Igreja como a possibilidade de usar livremente o Missal Romano promulgado por São Pio V, determinando um uso paralelo ao Missal Romano promulgado por São Paulo VI”.

Foto: Wesley Almeida – CN

O Papa lembra que a decisão de Bento XVI com o motu proprio “Summorum Pontificum” (2007) foi apoiada pela “convicção de que tal medida não colocaria em dúvida uma das decisões essenciais do Concílio Vaticano II, atingindo de tal modo sua autoridade”.

Há 14 anos, o Papa Ratzinger declarou infundado o temor de divisões nas comunidades paroquiais, porque, escreveu, “as duas formas de uso do Rito Romano poderiam enriquecer-se mutuamente”.

Mas a sondagem recentemente promovida pela Congregação para a Doutrina da Fé entre os bispos trouxe respostas que revelam, escreve Francisco, “uma situação que me aflige e me preocupa, confirmando-me na necessidade de intervir”, vez que o desejo de unidade foi “gravemente desatendido”, e as concessões oferecidas com magnanimidade foram usadas “para aumentar as distâncias, endurecer as diferenças, construir contraposições que ferem a Igreja e dificultam seu caminho, expondo-a ao risco de divisões”.

Concílio Vaticano II não deve ser rejeitado

O Papa diz ficar triste com os abusos nas celebrações litúrgicas “de um lado e do outro”, mas também diz contristar-se por um “uso instrumental do Missale Romanum de 1962, cada vez mais caracterizado por uma crescente rejeição não só da reforma litúrgica, mas do Concílio Vaticano II, com a afirmação infundada e insustentável de que ele traiu a Tradição e a ‘verdadeira Igreja'”.

Duvidar do Concílio, explica Francisco, “significa duvidar das próprias intenções dos Padres, que exerceram solenemente seu poder colegial cum Petro et sub Petro no Concílio ecumênico, e, em última análise, duvidar do próprio Espírito Santo que guia a Igreja”.

Por fim, Francisco acrescenta uma razão final para sua decisão de mudar as concessões do passado: “é cada vez mais evidente nas palavras e atitudes de muitos que existe uma relação estreita entre a escolha das celebrações de acordo com os livros litúrgicos anteriores ao Concílio Vaticano II e a rejeição à Igreja e suas instituições em nome do que eles julgam ser a ‘verdadeira Igreja’. Este é um comportamento que contradiz a comunhão, alimentando aquele impulso à divisão… contra o qual o Apóstolo Paulo reagiu com firmeza. É para defender a unidade do Corpo de Cristo que sou obrigado a revogar a faculdade concedida por meus Predecessores”.

(Fonte)

Por que guardar domingo e dias santos é dever do cristão?

em segunda-feira, 12 de julho de 2021

Você sabia que, para nós, católicos, existem alguns dias que são necessários serem observados com a participação na Eucaristia? Primeiro, porque é um mandamento da Lei de Deus. Deus que, em sua infinita sabedoria, coloca a observação dos dias santos e do domingo em seus mandamentos devido à importância que esses momentos têm para a vida de cada cristão católico. Fazendo referência ao Êxodo, em que até Deus parou das atividades da criação e teve seu repouso: “Trabalharás durante seis dias, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia, que é um repouso em honra do Senhor, teu Deus, não farás trabalho algum” (Ex 20,9-10), assim também deve ser cada cristão. Nós, católicos, temos como obrigação reservar um dia para dedicarmos a Deus.

Por que guardar domingo e dias santos é dever do cristão?

Foto ilustrativa: BookyBuggy by Getty Images

A orientação oficial da Igreja

A regra geral para nós, católicos, é o decálogo, em que Deus revela para o seu povo como ele deve se comportar. Com isso, a vida do povo de Deus, por meio da Aliança realizada no Sinai, será uma vida feliz e perfeita, assim como o Pai do céu é perfeito. O terceiro mandamento está ligado ao culto a Deus. Os judeus observavam o sábado e, nesse dia, não faziam nenhuma atividade manual ou que exigissem muito deles, pois aquele dia era exclusivo de Deus. Com isso, os judeus reconheciam a soberania divina, como está escrito: “Recorda que foste escravo na terra do Egito, e que Iahweh teu Deus te fez sair de lá com mão forte e braço estendido. É por isso que Iahweh teu Deus te ordenou guardar o dia de sábado” (Dt 5,15).

Com a Ressurreição de Jesus realizada no Domingo, passa a observar não mais a Aliança realizada com Moisés, mas a Nova e Eterna Aliança consumada em Cristo. Sendo assim, a Igreja, na sua sabedoria materna, escreve em seu Catecismo: “Este dia tornou-se para os cristãos o primeiro de todos os dias, a primeira de todas as festas, o dia do Senhor” (CIC §2174), é o que a Igreja chama de o dies dominica. São Justino, que fora mártir do século II, disse o seguinte: “Os que viveram segundo a antiga ordem das coisas alcançaram uma nova esperança, não guardando já o sábado, mas o dia do Senhor, em que a nossa vida foi abençoada por Ele e pela sua morte”.

O Catecismo da Igreja Católica continua a nos orientar em relação a observação do domingo: “No domingo e nos outros dias festivos de preceito, os fiéis têm obrigação de participar na missa. Cumpre o preceito de participar na missa quem a ela assiste onde quer que se celebre em rito católico, quer no próprio dia festivo quer na tarde do antecedente” (CIC §2180). A Missa dominical fundamenta toda a prática cristã e por isso, todo fiel deve participar da celebração Eucarística nos dias de preceito, a não ser por sérios motivos que possam ser justificados, como doença ou algum outro tipo de obrigação que não seja possível se ausentar para cumprir o preceito. “Os que deliberadamente faltam a esta obrigação cometem um pecado grave” (CIC §2181).

Os dias festivos de guarda

Além da Eucaristia dominical, como foi falado anteriormente, é necessário guardar os dias festivos. Esses são para os fiéis católicos momentos de celebração do mistério pascal de Cristo e, assim, de toda economia da salvação, como ensina o Código de Direito Canônico (CDC): “O domingo, em que se celebra o mistério pascal, por tradição apostólica, deve guardar-se como dia festivo de preceito em toda a Igreja. Do mesmo modo devem guardar-se os dias do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, Epifania, Ascensão e santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Santa Maria Mãe de Deus, e sua Imaculada Conceição e Assunção, São José e os Apóstolos S. Pedro e S. Paulo, e finalmente de Todos os Santos” (CDC 1246 §1).

Esses momentos de obrigatoriedade para cada fiel católico não devem ser um momento de peso ou entendido como uma obrigação que lhe tira a liberdade. Pelo contrário, esses dias de guarda são colocados pela Santa Mãe Igreja, a fim de que seus filhos possam experimentar a Aliança realizada por Deus que se encarnou e revelou a sua face em Cristo Jesus. E com isso, cada fiel pode assim perceber o amor de Deus em cada vivência celebrativa da sagrada Eucaristia.

Segue ainda outra orientação para o bem de cada católico: “No domingo e nos outros dias festivos de preceito os fiéis têm obrigação de participar na Missa; abstenham-se ainda daqueles trabalhos e negócios que impeçam o culto a prestar a Deus, a alegria própria do dia do Senhor, ou o devido repouso do espírito e do corpo” (CDC 1247). Queridos leitores, a Igreja preocupada com a sadia vivência do principal sacramento, que é a Eucaristia, deixa de forma explícita a necessidade de participar da Santa Missa aos domingos e nos dias santos de guarda.

Diante do que fora exposto até o momento, quero encerrar este artigo com mais uma orientação do Código de Direito Canônico, em que nos instrui sobre a observância desses dias santos: “Santificar os domingos e dias de festa exige um esforço comum. Cada cristão deve evitar impor sem necessidades a outrem o que o impediria de guardar o dia do Senhor. Quando os costumes (esportes, restaurantes etc.) e as necessidades sociais (serviços públicos etc.) exigem um trabalho dominical, cada um assuma a responsabilidade de encontrar um tempo suficiente de lazer. Os fiéis cuidarão, com temperança e caridade de evitar os excessos e as violências causadas às vezes pelas diversões de massa. Apesar das limitações econômicas, os poderes públicos cuidarão de assegurar aos cidadãos um tempo destinado ao repouso e ao culto divino. Os patrões têm uma obrigação análoga com respeito aos seus empregados” (CDC 2187).

Sendo assim, meus irmãos, cada católico deve fazer o possível para participar da Eucaristia nos dias previstos pela Santa Igreja, como foi dito, não pelo simples fato de que existe uma obrigatoriedade, mas pelo bem da própria alma.

(Fonte)

Antiquum Ministerium que todo Catequista deve saber...

em sábado, 10 de julho de 2021

 







Fonte: facebook.com/pensarcatequese/

09 de Julho - Dia de Santa Paulina

em sexta-feira, 9 de julho de 2021

 










Evangelho - Mt 10,7-15 (8 de Julho de 2021)

em quinta-feira, 8 de julho de 2021

                                                                                            De graça recebestes, de graça deveis dar!

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 10,7-15
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
7Em vosso caminho, anunciai:
'O Reino dos Céus está próximo'.
8Curai os doentes, ressuscitai os mortos,
purificai os leprosos, expulsai os demônios.
De graça recebestes, de graça deveis dar!
9Não leveis ouro, nem prata, nem dinheiro nos vossos cintos;
10nem sacola para o caminho,
nem duas túnicas, nem sandálias, nem bastão,
porque o operário tem direito ao seu sustento.
11Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes,
informai-vos para saber quem ali seja digno.
Hospedai-vos com ele até a vossa partida.
12Ao entrardes numa casa, saudai-a.
13Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz;
se ela não for digna, volte para vós a vossa paz.
l4Se alguém não vos receber, nem escutar vossa palavra,
saí daquela casa ou daquela cidade,
e sacudi a poeira dos vossos pés.
15Em verdade vos digo, as cidades de Sodoma e Gomorra
serão tratadas com menos dureza do que aquela cidade,
no dia do juízo.
Palavra da Salvação.

Em tempo de pandemia: evangelização proativa

em quarta-feira, 7 de julho de 2021

Nesse tempo de pandemia, somos chamados a rever nossa prática evangelizadora, sendo mais ousados, criativos, visionários e, principalmente, proativos na evangelização. Evangelizar no Brasil, “cada vez mais urbano, pelo anúncio da Palavra de Deus, formando discípulos e discípulas de Jesus Cristo, em comunidades eclesiais missionárias, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, cuidando da casa comum e testemunhado o Reino de Deus rumo à plenitude” (Doc. CNBB 109, Objetivo Geral).

Na mitologia grega, Sísifo era considerado o mais astuto e ardiloso dos mortais. Muito inteligente e sem escrúpulos por saber trapacear os homens e até os deuses. Julgava-se invencível, até mesmo mais esperto que todos os deuses. Muito hábil na arte de mentir, parecendo que tudo o que falava era verdade. No entanto, por possuir tantas virtudes chegou a enganar os próprios deuses. Os deuses perderam a paciência com Sísifo e deram-lhe uma pena terrível por toda a eternidade. Condenaram Sísifo a carregar com as mãos uma rocha pesada até o cume de uma montanha. Lá, exausto, não tinha forças para impedir que ela rolasse ladeira abaixo, tinha que recomeçar a carregá-la todo os dias.

O trabalho de Sísifo era um trabalho árduo, repetitivo, despropositado e sem esperança de dar resultados. Os resultados eram sempre infrutíferos, irrelevantes e frustrantes. Uma situação interminável e inútil. Os deuses imaginaram que não haveria punição mais terrível que o trabalho inútil e sem esperança.


Foto Ilustrativa: SeventyFour by GettyImages
Foto Ilustrativa: SeventyFour by GettyImages

É preciso ser ousado e proativo na evangelização

Muitas vezes, o cotidiano dos ministros ordenados e não ordenados gira em torno de uma rotina diária e repetitiva de atividades voltadas quase que, exclusivamente, para a sacramentalização. Temos todo conhecimento, sabedoria, técnicas, metodologias para os sacramentos. Somos os profissionais e especialistas dos sacramentos e esquecemos da evangelização. Somos ousados, visionários e sabemos manter esta prática sem um propósito concreto, na dinâmica da evangelização.

O dia a dia de Sísifo, empurrando a pedra até o alto da montanha, pode ser uma analogia perfeita para ministros ordenados e não ordenados, em tempo de pandemia, quando a participação nos sacramentos está limitada para muita gente. O documento de Aparecida fala em “manutenção pastoral”. A maioria das vezes consideramos o Mistério Pascal como algo funcional, sem a essência de sua riqueza.

Frente à crise sanitária, com inúmeros protocolos, não estamos sabendo distinguir a necessidade do valor e da sublimidade do Mistério Pascal. Não podemos esquecer que evangelizar não é algo inútil e sem esperança, nesse tempo de pandemia.

No entanto, temos que encontrar novas metodologias, estratégias, técnicas para que a evangelização tenha sua razão de ser e o seu espaço. Portanto, em consequência, os fiéis procurem celebrar o Mistério Pascal, não só em cada sacramento, com maior ardor de fé. Devemos fazer do Mistério Pascal o esteio para o crescimento e vivência da fé encarnada na vida, na família, no trabalho e nas diversas situações de morte e vida que estamos vivendo.

Focando na evangelização, nesse tempo fértil, estaremos preparando um construto para a vivência encarnada do Mistério Pascal. Finalmente, não seremos com Sísifo. Mas aprendemos com ele que temos que ter foco em nossa missão, que é evangelizar, isto é, fazer com que as pessoas possam encontrar com Jesus, fazer a experiência do encontro com ele, no dia a dia, segui-lo em seu caminho e anunciar essa experiência aos outros, mediante o testemunho de vida.

A missão da Igreja é evangelizar, alertou-nos o Papa São Paulo VI, na exortação apostólica Evangelii nuntiandi, em 1974, após o Sínodo sobre a evangelização. É isso que Jesus pediu aos apóstolos, quando os enviou a todos os povos e a toda criatura: “Ide, anunciai o Evangelho” e o que quer de nós nesse tempo de crise sanitária.

(FONTE)

A tecnologia proporciona novas oportunidades e formas de estudo

em segunda-feira, 5 de julho de 2021

Novos começos e uma chance a mais para fazer valer as oportunidades que nos são dadas diariamente. Um novo semestre letivo se inicia, e com ele o momento de tentar fazer diferente, isto é, melhorar aquilo que, na maioria das vezes, nos incomoda ou causa medo. A tecnologia e a dispersão dos alunos em sala têm sido queixas frequentes de educadores de diferentes níveis de ensino. Ah, o celular… Na mão do aluno pode ser motivo de guerra constante em sala, o que representa perda de tempo com longas discussões sem resultados concretos.

Não adianta querer fugir. Estamos numa era de revolução tecnológica vinda com a comunicação e acesso à internet. Essa transformação ajuda a nos tornarmos mais próximos das coisas e das pessoas. A vida digital está muito presente em nosso cotidiano. Por que ficaria longe da sala de aula?

Enganam-se os que acreditam ser a tecnologia inimiga do aprendizado, pode ser do tradicional e conservador, mas estimula em grande parte a participação dos estudantes, tornando-os mais ativos no processo ensino-aprendizado. Talvez, o maior problema esteja em saber usar esses recursos para trazer vantagens na assimilação dos conteúdos.

Iniciativas simples como, em aulas de português, trabalhar a escrita de e-mails e o intercâmbio digital – regional entre os alunos ou, até mesmo, criar um blog ou canal de vídeo com dicas relacionadas à disciplina. Os vídeos e as imagens possuem infinitos recursos para as disciplinas com o celular.

Foto ilustrativa: SolStock by Getty Images

Tecnologia a favor do aprendizado

Que tal uma aula de história externa, sobre a cidade onde mora? Sair fotografando os principais pontos históricos, descobrir a arquitetura, os patrimônios culturais escondidos sobre o concreto? E uma entrevista ao vivo, via celular, com aquele autor famoso entre a garotada, sem precisar sair do lugar? Basta correr atrás.

Escrevendo assim, parece fácil colocar em prática essas ações. Sabemos que a maioria dos docentes esbarra em normas rígidas do sistema de ensino, em que qualquer mudança à estrutura convencional pode representar impossibilidade de execução. Uma dica seria planejar essas novidades dentro de uma estrutura possível, saber vender sua ideia às lideranças das escolas. Ideia essa respaldada em argumentos, dados, mostrando onde se pretende chegar com essas atitudes inovadoras. Não apenas falar sem sustentação.

Inove! Os resultados serão positivos

Um dos vencedores do prêmio Educador Nota 10 de 2016, que premia professores de todo o país, foi um professor de matemática do Estado de Goiás, com um projeto de ensinar números por meio dos games, com alunos do 6º ano de uma escola pública. Aproveitou-se o interesse dos alunos nos jogos digitais para estimular o raciocínio, mostrando onde podem chegar utilizando os cálculos.

De tudo isso, podemos concluir que basta o uso da criatividade e o querer fazer para ter sucesso em novas formas de utilizar a tecnologia em sala de aula. Em vez de ficar reclamando, inove. Os resultados serão surpreendentes!

(Fonte)

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